Guia da Semana
Cinema
Por Juliana Varella

"Jogos Vorazes: Em Chamas" supera primeiro filme

Segundo episódio da saga coloca Katniss como uma das heroínas mais interessantes do cinema atual.

A moda é parte fundamental da construção da imagem de Katniss diante do público do reality show (que simboliza o povo) (Divulgação)

Katniss está de volta. Desbocada como sempre, atrevida como nunca com suas flechas, seus vestidos e seu olhar fuzilante. Quase sem querer, a garota malcriada do primeiro filme ganhou fama e se tornou símbolo de uma revolução que começa a se formar à sua volta, sem que ela tenha conhecimento ou intenção. Em Jogos Vorazes: Em Chamas, é hora de esquecer os Jogos. A verdadeira história está para acontecer fora deles.

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Depois de impor suas próprias regras na 74ª edição dos Jogos Vorazes e vencer pela compaixão ao invés da violência, Katniss (Jennifer Lawrence, mostrando por que é dona de um Oscar aos 23 anos) tem a obrigação de partir numa viagem pelos 12 distritos com o parceiro e falso amante Peeta (Josh Hutcherson, não tão interessante) para desfilar sorrisos e discursos decorados diante de plateias raivosas e em luto.

A existência de um namorado real (Liam Hemsworth) não impede que, em meio à farsa, Katniss e Peeta de fato se aproximem em momentos de fragilidade. O triângulo amoroso rende algumas risadas durante a tradicional entrevista com o apresentador Caesar (Stanley Tucci), mas nada além disso. Ainda bem.

Ao invés de se entregar ao romance, a trilogia Jogos Vorazes (criada por Suzanne Collins e adaptada para os cinemas desde 2012) traz de volta à mesa o tema da insatisfação coletiva diante de um governo totalitário – esquecido temporariamente no calor de sucessos adolescentes menos politizados, como Harry Potter e Crepúsculo.

Collins, nada ingênua, aproveita traços dos dois e dá um passo a mais, apresentando aos jovens uma obra de forte cunho político e social que não deixa de ser leve, cheia de esperanças inocentes, com personagens abusados e divertidos (palmas para Jena Malone-Johanna).

O filme começa intenso, arranca lágrimas e provoca revolta até, surpreendentemente, evoluir para um clima mais amistoso e relativamente otimista durante o reality show, onde conhecemos melhor alguns personagens e entendemos melhor o contexto.  A calmaria incomoda Katniss mais do que tranqüiliza: por que ela sente que todos sabem algo que ela não sabe?

No fim, a panela de pressão já começou a transbordar. Aguardamos ansiosamente pela explosão em Mockinjay 1 e 2.

Assista se você:

- Gostou de Jogos Vorazes 1

- Quer ver um filme sobre revolução

- Gosta de filmes com mulheres fortes

 

Não assista se você:

- Não gosta de filmes adolescentes ou de aventura

- Foge de figurinos rebuscados e atuações exageradas

- Não viu o primeiro filme


Por Juliana Varella

Atualizado em 14 Nov 2013.

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