Guia da Semana

“Pompeia” narra romance em vila petrificada por vulcão

Corrupção, escravismo e disputas de honra se desenrolam sob a ameaça de erupção

Uma história de amor e guerra sob a iminência do fim. “Pompeia”, novo filme de Paul W. S. Anderson (Mortal Kombat), anuncia sua tragédia logo no título: esta foi a cidade atingida pelo Monte Vesúvio, o lendário vulcão italiano que petrificou uma comunidade inteira, preservando feições, gestos e casas. Para os menos familiarizados, os primeiros segundos de filme fazem o serviço: tudo é pedra e cinzas.

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Kit Harington, mais conhecido como Jon Snow na série Game of Thrones, é o protagonista Milo. Nascido numa aldeia de cavaleiros, ele viu seu povo ser massacrado por um general romano quando criança e acabou escravizado como gladiador. Um dia, Milo é levado para lutar em Pompeia, durante a visita do senador Corvus (Kiefer Sutherland) – o homem por trás dos ataques.

É ali que todas as tramas se encontram: a de vingança por um passado de guerra; a busca de liberdade por um gladiador veterano; a troca de favores entre o senador e o governador local; o romance proibido entre Milo e a filha desse governador (Emily Browning); e, finalmente, a ameaça do desastre – um castigo divino ou apenas o destino natural de todas as pessoas.

Testemunhar disputas humanas diante de um vulcão ativo é uma experiência curiosa. Se há algo que diferencia Pompeia de outros melodramas do gênero é a presença do Vesúvio e a certeza (ou quase) de que todos os personagens terão o mesmo fim, no mesmo momento. Por que, então, levar a luta até o fim? Por que escravizar, brigar pela mão de uma mulher ou pedir justiça?

Em certo momento, Milo e seu companheiro de cela (Adewale Akinnuoye-Agbaje) discutem sobre o melhor jeito de morrer – como um homem livre ou como um gladiador? A morte em si não os assusta, mas sim a humilhação de terminarem seus dias como escravos, submissos aos desejos de seus senhores.

Viver “até a última gota” é o mote desta aventura, que coloca a vingança, a honra e o amor como realizações máximas da vida humana. Se for para morrer, que seu opressor morra antes e mais desesperadamente, que se lute bravamente até o fim e que sua companheira esteja ao seu lado. Tradicional e romântico, como nos velhos tempos.

Assista se você:

- Gosta de filmes com gladiadores
- Gosta de épicos românticos
- É fã de Kit Harington ou de Emily Browning

Não assista se você:

- Procura um filme inovador
- Não gosta de filmes com gladiadores ou vulcões
- Não gosta de filmes românticos

Atualizado em 19 Fev 2014.

Por Juliana Varella
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