Guia da Semana
Cinema
Por Juliana Varella

“Star Trek – Sem Fronteiras” assume tom mais leve que seus antecessores e lembra série de TV

Terceiro filme da nova trilogia chega aos cinemas no dia 1º de setembro.

No filme, Kirk (Chris Pine) precisa decidir se continua a expedição ou se estabelece numa base estelar (Divulgação)

Quando J.J. Abrams trouxe de volta aos cinemas a marca “Star Trek” (até então mais conhecida por aqui como “Jornada nas Estrelas”), num tempo em que a hegemonia nerd apenas começava a se estabelecer (“Homem de Ferro” tinha sido lançado no ano anterior), fãs vibraram e mal puderam conter a emoção de ver um clássico da ficção científica devidamente tratado como um blockbuster.

A história se repetiu alguns anos depois, com “Star Trek: Além da Escuridão”, mas alguma rejeição já começou a se formar com acusações ao diretor de buscar uma linguagem mais próxima do concorrente “Star Wars” (que ele mesmo dirigiria em seguida) do que de suas origens trekkers. Ainda assim, o filme foi um sucesso. Agora, chega aos cinemas o terceiro filme desta “nova geração”, sem Abrams e com duas tragédias recentes (as mortes de Leonard Nimoy, o Spock da primeira geração, e Anton Yelchin, que interpretava Chekov na nova versão) para marcar a produção.

Perdidos no espaço

Star Trek – Sem Fronteiras” consegue contornar as desgraças e adota um tom otimista. De trama fácil e cheia de pequenas lições, talvez agrade mais aos fãs de longa data: a sensação, afinal, é a de estar assistindo a um episódio de televisão como nos velhos tempos - divertido, mas seguro.

O filme se passa no terceiro ano da expedição de cinco anos da Enterprise por lugares inexplorados do universo. Nesse momento, Kirk (Chris Pine) e toda a sua tripulação começam a sentir o peso (ou a falta dele) de uma longa estadia no espaço. O capitão, em especial, questiona se, o universo sendo infinito, sua missão não seria inútil e fadada ao fracasso, já que nunca estaria concluída. Spock (Zachary Quinto), por sua vez, sofre com a morte de seu “eu” futuro (uma bonita homenagem a Nimoy) e se pergunta se não deveria continuar o trabalho de resgate da cultura vulcana, ao invés de construir a própria história.

É claro que o público já conhece as respostas e não tem dúvidas de que a exploração vai continuar – com Kirk e Spock em seus lugares cativos – por muitos filmes e muitos anos-luz. Essas questões, entretanto, servem para dar um tom mais reflexivo pelo menos aos primeiros minutos. Elas não duram muito e, logo, entra a mão de Justin Lin (conhecido pela franquia “Velozes e Furiosos”) e começa a ação.

Ação e aventura

Como no primeiro filme da nova trilogia, a Federação responde a um pedido de socorro que se revela uma armadilha. Com a nave destruída, os tripulantes da Enterprise pousam num planeta desconhecido em diferentes pontos e precisam se reencontrar antes de descobrir uma forma de retornar à base (onde estão suas famílias, incluindo o marido e a filha de Sulu). No caminho, Scotty (Simon Pegg) conhece Jaylah (Sofia Boutella), uma sobrevivente que os ajudará a combater o inimigo e salvar a Federação.

“Star Trek – Sem Fronteiras” sofre um pouco com o excesso de filmes “nerds” lançados nos últimos anos e, em particular, se assemelha mais do que deveria ao representante espacial da Marvel, “Guardiões da Galáxia”. Se a repetição não incomodar, porém, o filme poderá ser um sucesso ainda maior que seus antecessores, já que resgata uma inocência própria da série original e oferece duas irresistíveis horas de entretenimento sem preocupações. O filme estreia no dia 1º de setembro nos cinemas.


Por Juliana Varella

Atualizado em 2 Set 2016.

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