Guia da Semana

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Durante os difíceis anos da ditadura peruana, guerrilheiros praticavam o terror e semeavam o medo em diversos povoados do país. Isto fez com que, anos depois, as mulheres acreditassem que este pavor pudesse ser passado de mãe para filha pelo leite, numa doença mitológica denominada A Teta Assustada. A jovem Fausta é uma das que foi contaminada por este mal, já que quando sua mãe estava grávida dela, foi violentamente estuprada por um terrorista.

Vivendo na capital, Fausta vive reclusa e sempre doente por conta deste medo constante herdado de sua mãe. Quando esta morre, a filha precisa conseguir uma forma de levá-la de volta ao seu povoado, para que seja enterrada conforme seu desejo, mas a família não tem dinheiro para o transporte do corpo. Ainda, a prima de Fausta está prestes a se casar, e o tio da jovem dá um ultimato para que o cadáver esteja longe antes da celebração. Para conseguir o dinheiro, a jovem luta contra o seu medo e consegue um serviço na casa de uma grande pianista. A diferença entre as duas provoca um grande embate.

Vencedor do Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim, A Teta Assustada é um dos raros filmes do Peru a conquistar reconhecimento internacional. Dirigido por Claudia Llosa, o longa causou grande choque em muitas plateias pela forma como Fausta, interpretada por Magaly Solier, se protege de também ser estuprada, colocando uma batata em sua vagina. Durante o festival, no entanto, Llosa deixou claro que tanto este ato como a doença são comuns em seu país. Claudia e Magaly já haviam trabalhado juntas em Madeinusa, de 2006.

Trailer do filme

A Teta Assustada

Diretor: Claudia Llosa

País de origem: PER/ESP

Ano de produção: 2009