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Cinema
Por Redação Guia da Semana

Adeus, Lênin!

Quando a mãe, comunista, acorda de um coma depois da queda do Muro de Berlim, seu filho faz de tudo para ela pensar que a Alemanha Oriental continua como sempre..

Adeus, Lênin!

Diretor: Wolfgang Becker

Elenco: Daniel

País de origem: ALE

Ano de produção: 2003

Classificação: 14 anos

A berlinense Christiane Kerner (Katrin Sass) teve um dos maiores choques de sua vida quando seu marido fugiu para a Alemanha Ocidental. Daí em diante, ela resolveu dedicar sua vida à causa socialista, ajudando as pessoas, ensinando crianças e recebendo medalhas de heroína do povo da Alemanha Oriental. Anos e anos depois, ela tem outra surpresa: viu o filho, Alex (Daniel Brühl), sendo preso pela polícia depois de um protesto contra o regime - é o conturbado ano de 1989. Christiane tem um enfarte e entra em coma, para acordar apenas meses depois.

Nesse meio tempo, ela perdeu a história sendo feita em uma velocidade surpreendente: a renúncia-afastamento de seu querido líder Erich Honecker; a própria queda do Muro de Berlim; o oba-oba que se seguiu, quando os alemães orientais buscavam freneticamente tudo que o Ocidente oferecia, fosse bom ou ruim; em poucos dias, o mundo de Christiane havia desaparecido. Mas o médico diz a Alex que sua mãe está frágil e não pode ser submetida a fortes emoções. Como ela reagiria ao saber que o socialismo havia perdido a luta contra o capital? Por isso, o jovem faz o possível e o impossível para iludir a mãe e fazê-la pensar que tudo continua igual - desde remodelar o apartamento da família até apelar para montagens de vídeo e subornar ex-alunos de Christiane.

Adeus, Lênin! foi um sucesso de público na Mostra BR de Cinema de São Paulo em 2003, lotando todas as sessões, e não sem razão. O filme de Wolfgang Becker é uma espécie de A Vida É Bela da Guerra Fria, e sabe ser divertido sem ser cômico, mostrando como Alex perde o controle da mentira que ele próprio criou e usando belas cenas como aquela em que Christiane, perplexa, vê um helicóptero carregando parte de uma estátua de Lênin. O filme certamente será melhor aproveitado por quem acompanhou os fatos em 1989 e 1990, mas os jovens de hoje não se sentirão perdidos, pois o longa sabe mostrar os acontecimentos sem parecer uma aula de história. E, para quem estranhar o uso de uma faixa da trilha sonora de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, vale a informação de que a música de Adeus, Lênin! foi escrita pelo mesmo compositor, Yann Tiersen. O longa disputou uma indicação ao Oscar 2004 de melhor filme estrangeiro pela Alemanha.

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