Guia da Semana

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A democracia é um bem como qualquer outro - a mesma estratégia para vender um produto, como um sabonete, pode ser utilizada para divulgar um político. Esta é a idéia que inspirou Bolívia: História de uma Crise. Em inglês, o nome é um pouco mais irônico: Our Brand is Crisis, ou seja, "a nossa marca é a crise". O país latino é o centro principal das atenções do filme, já que o desenrolar dos fatos que ocorre por lá.

O documentário parte do momento em que o candidato Gonzalo Sanchez de Lozada, com baixos índices de intenção de voto para o pleito de 2002, contrata a empresa de marketing político de James Carville. Responsável pela campanha que levou à eleição de Bill Clinton nos Estados Unidos, ele constrói junto à opinião pública uma outra imagem do de Lozada. A consequência é uma subida nas pesquisas. Ele acaba eleito, mas, sem se preocupar em construir um governo sólido, é derrubado pouco tempo depois, graças a manifestações populares. O vice assume e convoca nova votação, vencida pelo atual presidente, Evo Morales.

É o primeiro filme da americana Rachel Boynton. Junto com Favela Rising, abocanhou, em 2005, o prêmio de melhor documentário do ano, dado pela International Documentary Association.

Bolívia: História de uma Crise

Diretor: Rachel Boynton

País de origem: EUA

Ano de produção: 2005

Classificação: 12 anos