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Por Redação Guia da Semana

Coisas Belas e Sujas

Um africano, imigrante ilegal em Londres, descobre um esquema macabro no hotel onde trabalha, mas não pode denunciá-lo para não ser deportado..

Coisas Belas e Sujas

Diretor: Stephen Frears

Elenco: Audrey Tautou

País de origem: ING

Ano de produção: 2002

Classificação: 14 anos

O Baltic Hotel, em Londres, tem uma aparência muito boa, funcionários uniformizados e tudo o mais. Mas, se você soubesse das coisas que acontecem lá dentro, jamais se hospedaria lá. Okwe (Chiwetel Eljofor) é um nigeriano, imigrante ilegal, que trabalha como recepcionista, além de dirigir táxis. Para não precisar dormir, ele conta com a ajuda de ervas. Senay (Audrey Tautou) veio da Turquia e está esperando para acertar sua situação. A lei não a deixa trabalhar, mas ela é camareira do Baltic - não há outro jeito de pagar as contas. Seu sonho é se mudar para Nova York. Os dois dividem o apartamento dela, aparentemente sem problemas.

Investigando um problema de encanamento em um dos quartos, Okwe descobre um coração humano. Mas ele não pode chamar a polícia, pois seria deportado na hora. Seu chefe, Juan (Sergi Lopez), também não parece muito interessado em fazer alguma coisa. Depois de um encontro com outros africanos, o nigeriano, formado em medicina em sua terra natal, fica sabendo de um esquema que envolve falsificação de passaportes para documentos ilegais e atividades ainda mais macabras. Para piorar, Senay - que tem a polícia de imigração constantemente em seu encalço - se mostra bastante interessada em resolver de vez seus problemas e aceita fazer parte do negócio, apesar de ter deixado o emprego no hotel em troca de uma atividade clandestina.

Um dos filmes preferidos do público da Mostra BR de Cinema de 2003, Coisas Belas e Sujas leva a platéia para uma outra Londres, não a do Parlamento, do Big Ben e da Catedral de St. Paul, mas a dos imigrantes ilegais, criminosos e prostitutas, aqueles que fazem o trabalho sujo e em quem ninguém repara. Com um elenco sem praticamente nenhum inglês branco, o filme toca em uma ferida das grandes sociedades desenvolvidas: a polícia corre atrás dessa gente, mas como a máquina se move sem eles? Os personagens são completamente verossímeis, e o roteiro e as atuações fazem a platéia se preocupar com eles, por mais estranho que pareça, à primeira vista, ver Amélie Poulain fazendo o papel de uma turca.

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