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Por Redação Guia da Semana

Do Jeito que Ela É

Jovem de Nova York resolve fazer as pazes com a família preparando um jantar de Ação de Graças, mas muitas coisas dão errado. Com Katie Holmes e Patricia Clarkson, indicada ao Oscar..

Do Jeito que Ela É

Diretor: Peter Hedges

Elenco: Tiê

País de origem: EUA

Ano de produção: 2003

Classificação: 14 anos

April (Katie Holmes) é a filha mais velha dos Burns, e mora em Nova York com o namorado, Bobby (Derek Luke, de Voltando a Viver). Numa tentativa de fazer as pazes com sua família, que vive em outro estado, ela vai organizar um jantar de Ação de Graças em seu apartamento, num bairro não muito agradável da Big Apple. O pai de April, Jim (Oliver Platt), quer fazer da ocasião um evento agradável; o irmão, Timmy, está mais indiferente, e só se preocupa com a máquina fotográfica. E o resto da família não está muito feliz: Beth, a filha perfeita, passa o tempo enumerando os defeitos da irmã; e Joy (Patricia Clarkson), a mãe, precisa fazer um esforço inacreditável para aceitar a idéia e gostar de April Do Jeito Que Ela É - e isso não tem nada a ver com o câncer que a está matando aos poucos.

Enquanto os Burns colocam o pé na estrada - não sem antes pegar Dottie, mãe de Joy e avó de April -, a garota começa a preparar o grande jantar, embora sua habilidade culinária se revele na enorme dificuldade para descascar uma batata. Bobby está fora, resolvendo assuntos misteriosos, e April descobre, para seu horror, que o forno não funciona. Para deixar o peru pronto, ela precisará contar com os vizinhos. Mas quem pode ajudá-la? O casal de negros Evette e Eugene, que recebe a jovem garota branca com desdém? A família de chineses que não sabe uma palavra de inglês? O estranho Wayne, que tem um fogão novo com forno autolimpante?

Não demora muito para a platéia perceber que o filme não é sobre um peru de Ação de Graças ou a solidariedade entre vizinhos, mas sobre a tumultuada relação entre April e sua mãe, e uma última tentativa de trazer paz a uma família diante de uma tragédia. E é na interpretação de Patricia Clarkson (de Dogville e À Espera de um Milagre) que está a maior força do filme: apesar do nome (que significa "alegria"), Joy é amarga, cínica, deprimida, e chega a ser detestável em certos momentos. Não é à toa que Clarkson recebeu vários prêmios e foi indicada como melhor atriz coadjuvante tanto para o Globo de Ouro como para o Oscar por este papel - nada mau para um filme rodado em duas semanas, com orçamento de apenas US$ 300 mil, prova de que bom cinema independe de cifrões.

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