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Por Redação Guia da Semana

Encontros e Desencontros

Dois solitários se encontram em Tóquio: Bob, um ator que está no Japão para filmar uma propaganda, e Charlotte, mulher de um fotógrafo sempre ausente. Com Bill Murray..

Encontros e Desencontros

Diretor: Sofia Coppola

Elenco: Scarlett Johansson, Bill Murray

País de origem: EUA/JPN

Ano de produção: 2003

Classificação: 14 anos

Bob Harris (Bill Murray) é um ator de sucesso, e bem que podia estar representando Shakeapeare em algum teatro pelo mundo e sendo feliz. Em vez disso, ele está em Tóquio para gravar um comercial de uísque que vai colaborar bastante com sua conta bancária. Quando sua mulher liga, o assunto principal é a cor de um carpete que ela está instalando, o que dá a idéia de como vai o casamento dos dois. A diferença de fuso horário deixa Bob totalmente confuso, e ele não consegue pegar no sono quando devia, passando as noites no bar do luxuoso hotel onde se hospeda.

Pelo menos ele tem companhia: a jovem Charlotte (Scarlett Johansson), que veio ao Japão com seu marido, um fotógrafo workaholic (Giovanni Ribisi) que a deixa sozinha o tempo todo e parece estar mais à vontade com celebridades que com a própria mulher. Presos em um país que não conhecem, cuja língua não falam e cujos costumes não entendem, Bob e Charlotte têm apenas um ao outro e, com muito em comum e sem nada a perder, exploram a capital japonesa, às vezes sozinhos, às vezes com a ajuda de algum local.

Sentir-se um peixe fora d´água, encontrar alguém que nos entende, ter aquela vontade de fazer o impensável que nunca faríamos se estivéssemos em casa, tudo isso está no ao mesmo tempo simpático, melancólico e divertido Encontros e Desencontros, que sabe a hora certa para fazer o público rir ou se emocionar. A única objeção possível ao filme de Sofia Coppola é a representação dos japoneses, que em algumas (raras) ocasiões passa do "eles são diferentes" (ou muito diferentes) para o "eles são é esquisitos demais". O longa tem vários trunfos, mas sem dúvida o que mais chama a atenção é a interpretação de Bill Murray. Seu Bob sabe canalizar para a ironia e o sarcasmo a frustração de não poder ser e fazer o que gostaria, e esta é apenas uma das facetas do personagem. A Academia devia ter cancelado a competição para o Oscar de melhor ator em 2004 e mandado a estatueta direto para Murray, mas não o fez. Pelo menos Sofia Coppola levou a estatueta de roteiro original.

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