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Por Redação Guia da Semana

Na Captura dos Friedmans

Documentário sobre uma família judia cuja vida é virada de cabeça para baixo quando o pai e o filho mais novo são presos, acusados de molestar menores..

Na Captura dos Friedmans

Diretor: Andrew Jarecki

País de origem: EUA

Ano de produção: 2003

Classificação: 14 anos

Arnold Friedman era um respeitado professor de computação, casado com Elaine e pai de três filhos. Esta família judia era estimada no bairro de classe alta onde moravam, e pareciam acima de qualquer suspeita. Até que, em 1987, todo aquele mundo ruiu quando Arnold e o filho mais novo, Jesse, então com 18 anos, foram presos sob a acusação de abusar dos menores para quem a dupla dava aulas de informática. A polícia encontrou várias revistas de pedofilia nos pertences do professor. Os dois foram condenados: Arnold pegou prisão perpétua e se matou na cadeia; Jesse pegou de 6 a 18 anos e atualmente está em condicional. Sua pena acaba em 2007.

Mas as provas eram apenas as revistas? O documentarista Andrew Jarecki entrevistou várias pessoas envolvidas: os próprios Friedmans (exceto o irmão do meio, que se recusou a falar), autoridades policiais, supostas vítimas, advogados de defesa. Enquanto algumas confirmavam as acusações sem pestanejar, outras diziam nunca terem sido molestadas. Os métodos de interrogatório da polícia são colocados em dúvida: como falar com crianças que supostamente sofreram violência sexual? E a acusação contra os Friedmans pode ter bases muito mais frágeis do que se imagina.

Pedofilia nunca é um assunto fácil. E isso fica muito claro em Na Captura dos Friedmans, que, para o público brasileiro, evoca um caso não muito distante, o da Escola Base, onde pessoas inocentes passaram pelo linchamento moral. O filme não pretende ser uma reportagem investigativa com o objetivo de saber se Arnold e Jesse são culpados ou não - talvez devesse: um bom jornalista investigativo poderia fazer uma lista com dezenas de perguntas que poderiam ter sido feitas aos entrevistados, mas não foram. Pedofilia à parte, um dos lados mais deprimentes do documentário é acompanhar o desmoronamento lento e doloroso dos Friedmans, as discussões familiares, a falta de confiança de Elaine em Arnold e a revolta dos filhos contra ela, e uma incômoda lavagem de roupa suja diante das câmeras, em que Elaine fala da vida sexual do marido e acusa os filhos, que rebatem as acusações, ajudados pelo irmão de Arnold. Escolhido como o melhor documentário no Festival de Sundance e favorito da crítica na Mostra BR de Cinema em 2003, o longa concorreu ao Oscar da categoria.

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