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Cinema
Por Redação Guia da Semana

Saneamento Básico

Numa pequena cidade gaúcha, moradores entram num embate com a prefeitura.

Saneamento Básico

Diretor: Jorge Furtado

Elenco: Camila Pitanga, Fernanda Torres, Wagner Moura

País de origem: BRA

Ano de produção: 2007

Classificação: 12 anos

Em uma cidadezinha na serra gaúcha vive uma comunidade italiana, que enfrenta diariamente o problema do mau cheiro do esgoto. Uma comissão, encabeçada pela decidida e empenhada Marina (Fernanda Torres), seu marido Joaquim (Wagner Moura) e seu pai Otaviano (Paulo José), é escolhida para negociar com a prefeitura a construção de uma estrutura de saneamento básico. Contudo, a resposta é negativa devido à ausência de verba para obras desse gênero. O órgão dispõe apenas de uma soma no valor de R$ 10 mil , cedida pelo governo federal, para a produção de um filme de ficção.

Como o dinheiro deve ser gasto, caso contrário voltará para Brasília, Marina aceita o desafio de produzir um curta-metragem. Apoiada por Joaquim, ela recruta sua irmã Silene (Camila Pitanga), o respectivo namorado Fabrício (Bruno Garcia) e até mesmo o pai Otaviano tem seus minutos no filme. O enredo não podia ser outro: falar sobre a construção da fossa. Mas, como a exigência era o gênero ficção, fica decidido colocar um monstro no meio da história, o "Monstro do Fosso". O que eles não esperavam é que conforme a produção ia acontecendo, cada um tomaria cada vez mais gosto e comprometimento.

Saneamento Básico - O Filme é o quarto longa-metragem do diretor e roteirista Jorge Furtado. Trata-se de uma comédia política que propõe, entre outros temas, reflexão sobre dinheiro, desde o preço de itens em um supermercado até distribuição de verba pública, além de incentivo a produção cultural e processo cinematográfico. Os personagens centrais são arquétipos da tradicional Commedia dell´Arte, forma de atuação iniciada na Itália do século XVI e difundida pela Europa. Uma característica fundamental no filme é a ausência de limitação de tempo e espaço. Apesar de haver algumas referências contemporâneas como celulares e automóveis, o filme está inserido em um momento próprio de difícil distinção. No longa, Furtado foge do uso dos offs, recursos de narração abundantes em seus outros títulos, como O Homem que Copiava.

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