Guia da Semana
Esportes
Por Guilherme Schiff

Conheça 5 vencedores olímpicos da medalha mais honrosa do esporte

A medalha Pierre de Coubertin é um prêmio para atletas que valorizam mais o esporte do que sua própria vitória.

Medalha de Coubertin (Pinterest)

Ganhar uma medalha é o sonho máximo de todo esportista que disputa uma Olimpíada. É o resultado de anos de treinamento e dedicação. Porém, há uma medalha que vale mais que a de ouro, prata e bronze.

A medalha Pierre de Coubertin é uma honraria olímpica do COI (Comitê Olímpico Internacional) para atletas que demonstram um espírito olímpico exemplar diante de situações diferentes ou inusitadas. É a medalha que premia o cunho humanitário-esportivo ou pessoa que dá mais valor ao esporte do que a própria vitória.

Apenas 11 pessoas receberem a medalha que é considerada a honraria mais alta do esporte. Entre eles, o maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, que emocionou o mundo nas Olímpiadas de 2004, em Atenas. O Guia da Semana elegeu cinco histórias que premiaram os atletas:

1) Luz Long – Alemanha

O atleta de salto em distância, na Olimpíada de Berlim em 1936, tinha como maior rival o americano Jesse Owens, que era negro. Os jogos aconteciam na época do nazismo. Ainda na fase eliminatória, quando Owens estava a um salto de ser desclassificado, Luz Long deu algumas dicas para ele não queimar seu último salto. Owens conseguiu a classificação e posteriormente a medalha de ouro, deixando Long com a prata. Ao final da prova, o alemão deu um abraço e reverenciou o americano na frente de todos no estádio, inclusive Adolf Hitler, que estava presente. O alemão faleceu em 1943 e recebeu a medalha de Coubertin após sua morte, em 1964.

Luz Long e Jesse Owen

2) Emil Zátopek – Tchecoslováquia

Conhecido como a “Locomotiva Humana”, Zátopek também recebeu o prêmio após sua morte. Ele ganhou a medalha de Coubertin em reconhecimento a sua brilhante carreira. Nas Olimpíadas de 1952, em Helsinque, ele conseguiu a proeza de vencer a prova dos 10.000m, dos 5.000m e também a maratona. Um feito impressionante e que nunca mais nenhum atleta repetiu.

3) Eugenio Monti – Itália

Nos Jogos Olímpicos de Inverno, em 1964, o italiano Eugenio Monti, do Bobsled, ao ficar sabendo que o trenó dos rivais ingleses havia quebrado, não hesitou em emprestar o seu para eles competirem. Ele acabou ficando com o bronze enquanto os ingleses terminaram com a medalha de ouro. Ao final da prova, ele comentou: “Eu não perdi a prova porque emprestei meu trenó. Perdi a prova porque eles foram mais rápidos”. Ele ganhou a medalha de Coubertin pela esportividade.

Eugenio Monti

4) Lawrence Lemiux – Canadá

O canadense protagonizou a cena mais emocionante das Olimpíadas de 1998, em Seul, na Coréia. Lemiux disputava a regata pela classe Finn e quando estava em segundo lugar na prova abdicou do seu barco e pulou no mar para ajudar dois velejadores que haviam caído no mar. O canadense não conseguiu recuperar as posições perdidas, mas conquistou a medalha pelo seu sacrifício e coragem.

5) Vanderlei Cordeiro de Lima – Brasil

Talvez seja a imagem mais marcante de um atleta brasileiro em Olimpíadas. Vanderlei liderava a maratona em Atenas, em 2004, quando um sacerdote irlandês invadiu a pista e segurou o corredor, comprometendo o resto da corrida do brasileiro. Porém, Vanderlei continuou a prova e terminou em 3º lugar, comemorando muito na sua chegada ao estádio, sendo aplaudido de pé pelo público presente. Posteriormente, ele ganhou a medalha de Coubertin por seu espírito esportivo. Foi também homenageado na abertura das Olimpíadas 2016, no Rio de Janeiro, sendo o escolhido para acender a pira olímpica.

Vanderlei Cordeiro de Lima


Por Guilherme Schiff

Atualizado em 14 Ago 2016.

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