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Por Álvaro Saluan, Pizza Fria

Confira o review de "Call of Duty: Warzone"

Diante de uma avalanche de jogos de tiro gratuitos, será que Call of Duty: Warzone consegue se ressaltar?.

Anualmente, diversos FPS são lançados no mercado – e isso não é novidade nenhuma. Seja singleplayer ou multiplayer, sempre tentam trazer algo de inovador em suas respectivas fórmulas. E, bem, Call of Duty: Warzone é um desses lançamentos. O jogo, distribuído pela Activision, é gratuito e conta com a mesma engine de Call of Duty: Modern Warfare. Portanto, pelo menos em questão gráfica sabemos que o jogo não decepcionará.

Porém, diante de uma avalanche de jogos de tiro gratuitos, será que Call of Duty: Warzone consegue se ressaltar? Melhor ainda, será que o game mantém a qualidade da consagradíssima franquia? Esse tipo de questão, tanto quanto o hype criado pelos jogadores são extremamente naturais. De toda forma, senta aí que eu explico tudo sobre o game!

Os modos de jogo de Call of Duty: Warzone

Pois bem, o game apresenta dois modos: o consagrado Battle Royale e o modo Saque (ou Dinheiro de Sangue, o nome muda toda hora). O primeiro coloca 150 jogadores no mapa de Verdansk, podendo ser jogado solo, em trio ou em quarteto, não fugindo muito do estilo já observado em vários títulos. O jogo mantém também a fórmula de um círculo que se fecha, limitando a circulação por meio de um gás assassino. Além disso, se o jogador cair em batalha, ele poderá retornar, apenas uma vez, para o mapa. Contudo, para conseguir regressar, os jogadores terão duas oportunidades: ganhando um duelo contra outro jogador no Gulag ou tendo seu resgate pago por um parceiro em algum dos mercados encontrados no mapa.

Já o modo Saque traz um estilo bem diferente: a equipe que conseguir acumular US$ 1.000.000 de dólares vence o jogo. Para isso, precisará contar com habilidades de sobrevivência, várias armas e trabalho em equipe. Além disso, deve se preocupar em colocar o dinheiro em helicópteros para que fiquem seguros mesmo se todos os integrantes do grupo morrerem. Neste modo, os jogadores podem voltar várias vezes para a partida, o que deixa os combates ainda mais alucinantes, pois o tempo todo inimigos caem do céu.

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Onde tudo começa… Imagem: Divulgação.

O tal do crossplay

Afinal de contas, o que é o tal do crossplay que todo mundo tanto fala? Call of Duty: Warzone apresenta esse diferencial, que consiste em colocar jogadores de plataformas diferentes jogando entre si. Sendo assim, você trocará tiros com usuários de PC, Xbox One e PlayStation 4 em simultâneo. Essa tecnologia, que certamente deveria ser aproveitada em outros jogos, facilita muito na hora de encontrar partidas, algo que não demora mais do que 1 minuto. Também, pudera: o game conta com mais de 50 milhões de jogadores no mundo todo.

Sendo assim, uma questão fica latente na cabeça dos jogadores: jogar no mouse e no teclado não dá mais vantagem do que no controle? Essa foi uma questão que eu mesmo fiquei refletindo por um tempo. Contudo, ao jogar com diversos amigos em ambos os consoles (e eu no PC), vi que, em alguns poucos momentos há alguma vantagem. Aliás, um dos melhores jogadores do meu regimento é usuário de console. Realmente, a movimentação é bem diferente mas, no geral, parece ser mais uma questão de domínio. Eu, por exemplo, sou péssimo em jogar FPS em controles…

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Lute no Gulag para voltar ao combate. Imagem: Divulgação.

Outros pontos a serem ressaltados em Call of Duty: Warzone

O jogo tem uma imersão incrível em uma guerra moderna. O ambiente de Verdansk mistura uma cidade repleta de prédios, celeiros de zona rural, trechos de mata fechada, neve e muito mais. Isso é interessante demais, pois as estratégias em cada um desses lugares devem ser muito bem pensadas, sobretudo para conseguir sobreviver contra tantos inimigos.

No quesito ambientação, sons e gráficos, o jogo é excelente e mantém o alto nível de qualidade de Modern Warfare. Outro ponto bem bacana é o número variado de armas e suas respectivas modificações, que vão sendo liberadas de acordo com seus níveis, que sobem em cada partida. Sendo assim, o jogador pode moldar cada uma delas de acordo com seus gostos.

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O modo Saque conta com diversos pontos de extração do dinheiro acumulado pelas equipes. Imagem: Divulgação.

Problemas em um eventual paraíso?

Mesmo sendo um jogo incrível, sobretudo por ser gratuito, Call of Duty: Warzone ainda tem alguns problemas. E, ao que parece, o título encontrará muitos outros em sua trajetória, sobretudo se o número de cheaters aumentar nos servidores. Mas, vamos por partes. Um dos problemas que enfrentei foi a queda repentina dos servidores do jogo, algo que também ocorre com alguns outros jogadores. Isso pode ser facilmente resolvido, mas é frustrante demais. Outro problema que ocorre em algumas partidas é o famigerado lag. Nisso, o jogo e seus participantes ficam totalmente estranhos, algo que compromete totalmente a jogabilidade. Já sobre os engraçadinhos que usam de aplicativos para tirar vantagem, isso está sendo cada vez mais corriqueiro no game. Enfim, espero de verdade que os responsáveis consigam vencer essa batalha.

Já na gameplay em si, existem poucos bugs e glitches. Contudo, percebi em vários momentos erros na hora de pular um obstáculo e já presenciei também alguns companheiros de front ficando agarrados em lugares completamente aleatórios. São detalhes pequenos, é verdade, mas são bem chatos. Pior ainda é quando acontece com a gente, no meio daquela partida disputada. O lado positivo disso tudo é que o jogo recebe atualizações que podem facilmente solucionar esses problemas.

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A ação é constante em Call of Duty: Warzone! Imagem: Divulgação.

Vale a pena jogar Call of Duty: Warzone?

Sinceramente, Call of Duty: Warzone é um jogo muito divertido e mantém facilmente a qualidade observada em toda a franquia Call of Duty. Mesmo com os problemas citados acima, o título merece uma chance por ser extremamente divertido e, sobretudo, por ser gratuito. Aliás, o jogo não se é pay-to-win, embora os jogadores possam comprar pacotes e o passe de batalha para ter mais skins, armas raras em seu loadout e outros apetrechos, não tendo tanta diferença no resultado final.

Uma coisa que foi discutida em meu regimento, que inclusive deu dicas interessantes para elaborar essa crítica (obrigado, galera do DRAIZ!), foram os números de jogadores em equipes. Eles poderiam ser divididos em solo, duo e quarteto, e não em solo, trio e quarteto. Ou, quem sabe até manter todas as opções citadas, dando mais escolha aos jogadores. Afinal de contas, é muito mais fácil jogar em dupla do que em trio. Enfim, esse é só um detalhe que provavelmente será discutido com a comunidade e que não muda propriamente a qualidade de Warzone.

Portanto, o jogo merece sim ser jogado, sobretudo pelos fãs de FPS que procuram muita emoção e diversão. Aliás, busque sempre jogar com amigos, pois isso faz toda a diferença na experiência multiplayer. Concluindo, por esse e outros motivos citados nesta review, Call of Duty: Warzone vale muito a pena, entregando um excelente conteúdo gratuito e boas horas de gameplay.

*Review elaborada no PC.


Por Álvaro Saluan, Pizza Fria

Atualizado em 18 Abr 2020.

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