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Por João Gabriel Marques, Pizza Fria

Kingdom Hearts III Re Mind | Review

Quase um ano após o lançamento do esperado Kingdom Hearts III, a Square Enix lançou uma expansão em DLC, titulada.

Quase um ano após o lançamento do esperado Kingdom Hearts III, a Square Enix lançou uma expansão em DLC, titulada como Kingdom Hearts III Re Mind e disponibilizada para as versões de Xbox One e PlayStation 4. A expansão só pode ser utilizada depois de se completar o jogo base e é dividida em três capítulos, que são destravados sucessivamente.

A franquia, que trouxe a ideia de se combinar personagens da Disney com outros, originados da Square, em uma história original ganhou fãs por todo o globo. Nesse texto do Pizza Fria, iremos te atualizar sobre o novo conteúdo, além de recapitular a essência do título original.

Revisitando o fim

A primeira parte do pacote, chamada de “Re Mind”, acontece durante o climax do jogo base, oferecendo uma narrativa mais completa dos eventos finais da ultima aventura do protagonista Sora.

Por um lado, força o jogador a rever cenas e enfrentar inimigos já encontrados no Kingdom Hearts III original, por outro, torna outros personagens jogáveis, tais como Roxas, Aqua, Riku e, pela primeira vez na franquia, Kairi. Enquanto cada um deles tem suas habilidades próprias, o estilo não se diferencia tanto do utilizado pelo personagem controlável original. O capítulo também possibilita a exploração da área Scala ad Caelum.

Kingdom Hearts III Re Mind
Personagens adicionais podem ser escolhidos. (Foto: Divulgação)

O Maior Desafio

Haviam aqueles que reclamavam do nível de dificuldade do jogo original, ou, mais apropriadamente da falta de dificuldade. Bom, tais jogadores terão exatamente o que pediram com a segunda e terceiras partes do DLC.

A etapa depois da revisita proporcionada pelo capítulo Re Mind é chamada de “Limit Cut” e trata-se de uma série de lutas contra chefes específicos do jogo, membros da Organização XIII. Essas batalhas, no entanto, tem a dificuldade dramaticamente aumentada se comparadas com suas contrapartes originais. Sendo recomendado que o protagonista esteja no Level máximo (99) para que haja alguma chance de completar o desafio.

Kingdom Hearts III Re Mind
Sora enfrenta versões digitalizadas e poderosas de seus antigos adversários. (Foto: Divulgação)

Isso abre um problema, pois força uma quantidade excessiva de treino e viagens a áreas anteriores para gerar experiência suficiente para apenas começar a lutar. E, como abordado anteriormente, a campanha inicial não exigia muita dificuldade, e estar acima do Level 50 bastava para ser completada sem dificuldades.

Por outro lado, dá ao usuário a chance de se desafiar e repetir batalhas divertidas, com personagens interessantes. Vencer essa maratona presenteia (?) o jogador com o “Secret Episode”. Que traz a conclusão do DLC, oferecendo uma batalha contra um chefe original, que não deve a nenhum dos antagonistas da série em dificuldade, isso porque Kingdom Hearts é conhecida por ter desafios opcionais bem complexos.

Ou seja, se você pretende ver as cenas finais do pacote adicional, prepare-se para encarar lutas complexas.

Relembrando o Gameplay

Nessa seção, iremos detalhar um pouco o gameplay de Kingdom Hearts III, que não sofreu alterações no DLC.

Em comparação com jogos anteriores da série, o protagonista Sora tem muito mais liberdade para percorrer o cenário, com a maioria dos cenários podendo ser trafegados pelas paredes. Essa medida evita a velha frustração dos jogos de aventura, onde gastamos tempo parar chegar a um local alto, caímos por acidente e temos que refazer tudo.

Kingdom Hearts III Re Mind
Sora pode evocar atrações de parques da Disney para auxiliar na batalha (Foto: Divulgação)

O combate é magnífico, pois reúne várias mecânicas de títulos anteriores. O “Shotlock”, por exemplo, que permite travar a mira em vários oponentes e realizar um ataque a distância e o “Freeflow”, que dá ao herói a habilidade de usar o ambiente para turbinar seus ataques corpo-a-corpo.

O arsenal de ataques, todavia, não se restringe a técnicas de jogos anteriores. O protagonista pode fazer evocações de atração, que trazem personagens e brinquedos da Disney, iniciando um mini-game próprio que se bem executado, devasta os inimigos.

Uma Chave Para Cada Ocasião

O elemento de combate que mais chama atenção é a capacidade de mudar as formas das “Keyblades”. Essas espadas em forma de chave são partes importantes da história da série, sempre usadas pelo protagonista.

Até a chegada de Kingdom Hearts III, novas variedades desses itens eram obtidos conforme o enredo se desenrolava e não mudavam nada além de dar atributos melhores.

No sistema atual, cada uma delas possui transformações distintas que estimulam o jogador a experimentar vários estilos de combate até encontrar um que seja mais adequado ao seu modo de jogar.

As Keyblades podem se transformar em diferentes armas. (Foto: Divulgação)

Gosta de armas pesadas? Utilize a “Favorite Deputy”, que se transforma em um martelo gigante e massacre hordas de inimigos. Se for necessário lutar contra adversários ágeis, leve “Wheel of Fate”, capaz de transfigurar em uma lança com ataques rápidos e longos.

Para quem prioriza magia e ataques a distância, é recomendada a “Shooting Star”, uma keyblade que toma a forma de pistolas, além de turbinar as magias de Sora.

Além dessas, outras variedades estão disponíveis. Existem mais de dez armas no jogo, cada qual com suas transformações específicas.

É permitido equipar até três Keyblades ao mesmo tempo. Os equipamentos podem ser trocados apenas com um botão, o que demonstra a ênfase em um combate dinâmico.

Vale a pena adquirir Kingdom Hearts III Re Mind?

Kingdom Hearts III Re Mind nos permite experimentar novamente a jogabilidade incrível do jogo original, o que já é um presente. Mas deixa a desejar em volume de conteúdo.

A expansão nos dá personagens jogáveis e um grande número de chefes repaginados na complexidade, o que resolve o problema do jogo anterior em questão de desafio. Embora, nesse caso, pode ser uma exigência grande a quem quer apenas ver o final da história.

Olhando friamente, o que ganhamos foi um modo de luta contra versões mais fortes de chefes que já enfrentamos e adições a uma parte do jogo antes conquistada. Assim, penso se tal conteúdo não poderia já não existir no título original.

Um DLC seria mais atraente em criar mundos e mais áreas a serem exploradas ou mais inimigos inéditos a serem enfrentados. Trazendo mais enredo para o jogo, além de revisitas.

Assim, creio que seja um pacote de conteúdo interessante para fãs que estão atrás de um desafio maior e gostam de lutas contra adversários fortes. É, sem dúvida, o ponto alto da expansão.

*Review elaborada no PlayStation 4 padrão, com código fornecido pela Square Enix.

Pizza Fria

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Por João Gabriel Marques, Pizza Fria

Atualizado em 27 Abr 2020.

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