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Por Lucas Soares, Pizza Fria

Mafia: Definitive Edition | Review

Mafia foi um dos primeiros jogos que joguei em 2005, quando ganhei dos meus pais o saudoso PS2. Quinze anos.

Mafia foi um dos primeiros jogos que joguei em 2005, quando ganhei dos meus pais o saudoso PS2. Quinze anos depois, a franquia evoluiu, ganhou duas sequências e, a partir desta sexta, 25, recebe uma versão totalmente recriada do game original, chamada de Mafia: Definitive Edition.

Apostando na onda de remakes e remasters que estão marcando a oitava geração de consoles, a 2K traz de volta um clássico que fez muito sucesso. Quer saber o que achamos? Vem comigo que vou te contar tudo sobre o game!

Bem-vindo à família!

Mafia: Definitive Edition reconta a história do primeiro jogo, mas adicionando mais elementos narrativos, como mais cutscenes e diálogos. No jogo você controla o taxista Tommy Angelo, que é introduzido no perigoso mundo da máfia italiana após uma inesperada corrida.

Personagens como Don Salieri, Frank, Sam e Paulie estão de volta. E toda a história do jogo é contada na forma de um documentário. Como em uma linha do tempo, Tommy relembra suas ações que o levaram ao momento em que o game começa. E a narrativa do título segue brilhando!

Mafia: Definitive Edition
Don Salieri é o “Poderoso Chefão” do jogo (Imagem: Divulgação)

Se a história de Mafia já era boa em 2002, ainda sem toda a tecnologia e as oportunidades gráficas que os tempos atuais nos proporcionam, agora ela ficou ainda melhor. Isso porque ela foi consideravelmente expandida. Além dos gráficos melhores, há mais cenas, que nos auxiliam a compreender melhor o cenário dos anos 1930, no meio da Lei Seca nos Estados Unidos, passando, claro, pelo caos instaurado pelas máfias italianas no período.

No fim, Mafia: Definitive Edition funciona quase como uma representação em videogame d’O Poderoso Chefão e de Os Bons Companheiros. Ou seja, traz uma história com emoção, reviravoltas, traições e muita ação!

Me dê missões!

Quem começou a jogar a franquia pelo final, talvez tenha uma má impressão sobre Mafia. Isso porque Mafia III, muito embora apresentasse uma ótima história, trouxe uma jogabilidade considerada muito repetitiva, além de muitos bugs. Naturalmente isso afastou jogadores, não entregando o brilho que a franquia merecia, e que já havia apresentado em outras ocasiões.

O Mafia original, este mesmo que foi refeito, é um esplendor quando pensamos nas variações de gameplay que temos. São 20 missões de história, que levei cerca de 10h para concluí-las. Elas são muito bem divididas e tudo foi pensado para otimizar o máximo o tempo do jogador.

A jogabilidade lembra muito a de Grand Theft Auto III, lançado um ano antes, em 2001. Você tem uma grande cidade para explorar, Lost Heaven, e deve fazer missões de história. Só que em Mafia: Definitive Edition, você não precisa ir até a missão. Elas são sequenciais, dispensando a necessidade de encontrar o personagem que vai dar o start nela, muito comum em jogos de mundo abertos atuais. Ou seja, você mal termina uma tarefa, e o game já te empurra para a próxima.

Mafia Definitive Edition
As missões trazem bastante ação em Mafia: Definitive Edition (Imagem: Divulgação)

Não que isso seja ruim. Eu achei ideal dentro da proposta de nos inserir em um filme/documentário. Você não sente como se estivesse perdendo o tempo, andando pelas ruas explorando. São objetivos definidos: roubar uma carga, matar um inimigo político, incursões, corridas e etc. Tudo com o objetivo de fortalecer a família, tornando-o mais importante aos olhos de Don Salieri.

Por isso, é importante ressaltar que, ao contrário de GTA, Mafia: Definitive Edition não oferece recompensa em dinheiro ao concluir as missões. E não há muitas atividades para fazer mesmo após o término do jogo. Até existe um modo Direção Livre, mas ele nada mais oferece do que a oportunidade de explorar Lost Heaven em busca de colecionáveis, easter eggs e completar sua coleção de carros. Nada muito convidativo, até porque acrescenta muito pouco à narrativa.

18 anos de evolução

Se o Mafia de 2002 foi um jogo revolucionário, não podemos dizer que em 2020 o cenário se repetirá. Não é que isso seja ruim. Mafia: Definitive Edition é um excelente jogo, mas ele não traz nenhuma inovação que hoje já não estejamos familiarizados.

No entanto, há algumas mudanças cruciais, que melhoraram bastante as mecânicas do jogo. Uma delas é que agora é possível controlar motos, algo que era impossível no original. A direção também sofreu ajustes. É visível como você sente os carros pesados da época, sem direção hidráulica/elétrica, dando um ar de “pesado” aos veículos. Dirigir um caminhão ou um carro antigo é tão complicado quanto parece ser, e isso foi fielmente representado no game.

Também houve mudanças no combate. Embora eles passem a sensação de serem mais reais, há ainda um caminho a se percorrer para se alcançar o que se espera de um jogo dessa magnitude. O combate corpo-a-corpo é um pouco travado, e o uso de armas é um bocado injusto. Se você acerta um tiro no peito do inimigo, e atira logo em seguida, parece que esse segundo tiro não acerta. As animações dão a sensação de que o inimigo ganha um período de imunidade. A forma de se evitar isso é mirar, e acertar, sempre na cabeça.

Mafia Definitive Edition
Lost Heaven é uma cidade enorme, mas mal explorada pelos desenvolvedores (Imagem: Divulgação)

Mafia: Definitive Edition trouxe melhorias gerais no jogo. Agora são quatro níveis de dificuldade, ao contrário do jogo original, que só poderia ser jogado de uma maneira. Para os saudosistas, existe a “Dificuldade Clássica”, que reproduz a experiência original, e tudo aquilo que ela representava, como policiais mais implacáveis e menos ajuda na direção, por exemplo. O game também ganhou mais checkpoints, que facilitam bastante a conclusão de missões: por salvar de forma automática, caso o jogador falhe em uma missão, voltará ao ponto mais próximo, não sendo necessário repeti-la desde o começo.

Além disso, o remake de Mafia trouxe gráficos de ponta. Os personagens principais tiveram capturas faciais e dublagens excepcionais, e merecem ser elogiados. Já a trilha sonora foi regravada, mas ainda conta com 35 faixas clássicas que tocam no rádio, e em algumas missões. Assim como em GTA, você pode desligá-lo a qualquer momento, ou mudar para estações de notícia, ouvindo os locutores falando, geralmente, dos crimes que você cometeu nas missões anteriores.

Por fim, há de se ressaltar que o jogo não é muito exigente para rodar, e vem com um configurador que adapta as qualidades do jogo de acordo com o hardware, se você assim desejar. Nos meus testes, a taxa de quadros oscilava entre 50 e 60 FPS, mas não passava disso. Nada que me incomodou.

Vale a pena comprar Mafia: Definitive Edition?

Mafia: Definitive Edition tinha a complicada missão de recriar um dos jogos de maior sucesso do começo dos anos 2000. E, mesmo com tanta responsabilidade, ele não faz feio. Assim como o original, a Definitive Edition é uma obra-prima, seja em termos narrativos, seja em termos gráficos. Por outro lado, há alguns problemas de gameplay, como no combate, e o fato de Lost Heaven, uma cidade gigante, ser mal explorada pelos desenvolvedores ao longo da narrativa. Mas não é nada que tire o brilho do game.

Mafia: Definitive Edition chega nesta sexta, 25, custando a partir de R$ 164,90 para PlayStation 4 e Xbox One em versões digitais, e R$ 229,00 em cópias físicas, localizadas pra PT-BR, e distribuídas pela Solutions 2 Go. Além disso, o título também chegou para PC, via Steam. Por fim, o game faz parte do Mafia: Trilogy, lançado em maio, e que já está disponível para PlayStation 4Xbox One e PC, via Steam, contendo também Mafia II: Definitive Edition e Mafia III: Definitive Edition.

*Review elaborada em um PC equipado com GeForce GTX, com código fornecido pela 2K.

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Por Lucas Soares, Pizza Fria

Atualizado em 24 Set 2020.

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