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Por Álvaro Saluan, Pizza Fria

Resident Evil 3 Remake | Review

Resident Evil 3. Um clássico. Sim, um jogo que marcou uma geração, assim como o seu antecessor, Resident Evil 2..

Resident Evil 3. Um clássico. Sim, um jogo que marcou uma geração, assim como o seu antecessor, Resident Evil 2. Aliás, ambos os jogos, os originais e seus remakes, tem bastante coisa em comum. Mas nesta crítica falarei apenas dessa nova geração, utilizando o jogo original apenas em algumas comparações. Assim, é interessante de se ressaltar que ambos os títulos são o que a indústria dos games chama de remake. E, afinal de contas, o que é isso? Remake é uma palavra do inglês que significa refazer. Portanto, Resident Evil 3 Remake é um jogo refeito. Sendo assim, você verá personagens conhecidos, a história será bastante semelhante, mas os desenvolvedores podem livremente mudar alguns pontos. E eu explicarei todos aqui nesta review.

Mas antes de mais nada, gostaria de ressaltar que esta é uma análise sem nenhum spoiler. Então, fique tranquilo e leia sem se preocupar – embora a história não seja tão diferente do jogo de origem.

Algumas mudanças de Resident Evil 3 Remake podem surpreender

Pois bem, ao iniciar Resident Evil 3 Remake, a primeira coisa que me chamou muita atenção foi a recriação de Racoon City. Os detalhes são bem interessantes e a imersão dada pelo jogo é simplesmente incrível. A cidade está um completo caos, repleta de fogo, zumbis e muita destruição. Nisso, o game lembrou muito bem a versão original, sendo um ponto muito positivo.

Ainda falando sobre as mudanças, a repaginada nos visuais dos personagens foi algo maravilhosamente bem feito. Jill Valentine, Carlos Oliveira, Nicholai e outros são muito bem desenhados, sendo as respectivas atuações bem interessantes e muito realistas. Contudo, sei que isso pode desagradar aos fãs mais apaixonados, algo bem comum no mundo dos games. Afinal, é difícil agradar a todos! Enfim… retornando, a protagonista é muito aprimorada. Em alguns momentos, ela me lembrou bastante outra mulher incrível dos games: a Lara Croft das versões mais recentes de Tomb Raider. Ela se machuca durante o jogo todo e continua firme e forte. Ela assume suas tarefas e se coloca como uma agente capacitada, tal como os outros personagens.

Resident Evil 3 Remake
A repaginada em Jill Valentine ficou incrível! (Imagem: Divulgação)

Perseguição implacável

Outro ponto que achei bem interessante (e desesperador) é ficar com Nemesis na sua cola quase que o tempo todo. O danado não dá sossego, sendo uma tarefa árdua se esquivar dele. No início, ele é mais fraco, mas com o decorrer do game, o bichão vai ficando cada vez mais forte e mais desafiador. Só de ver a silhueta dele você já fica preocupado, pois ele poderá tanto te atacar como pular na sua frente. Em corredores menores, você terá que despistá-lo ou tentar se esquivar para seguir o caminho para seu objetivo.

E tudo isso acontece enquanto a trilha sonora vai mudando, deixando o jogador desesperado, esperando sempre por um susto ou pelo ressurgimento do vilão. Mas uma coisa eu posso adiantar aqui: Resident Evil 3 Remake infelizmente não dá jump scares tal como na versão clássica. E isso me incomodou bastante. Quem não se lembra daquela cena icônica de Nemesis quebrando a janela da delegacia urrando “S.T.A.R.S.!“!? Pois é, isso não ocorre, o que é uma pena. Neste aspecto, a Capcom poderia ter caprichado mais.

Resident Evil 3 Remake
O implacável Nemesis. (Imagem: Divulgação)

Uma jogabilidade repaginada

Um dos pontos que mais achei legal nessa nova geração de Resident Evil foi a jogabilidade. Sair daquela perspectiva da época do PlayStation One e ver o Racoon City da perspectiva dos personagens, em terceira pessoa, é sensacional. Mas esse é outro ponto que eu também acho que alguns fãs poderão criticar. Os comandos, no geral, respondem muito bem, não tendo atrasos ou quaisquer problemas. O recuo das armas é bem similar a outros títulos e é algo fácil de ser controlado. A única coisa que me deixou meio frustrado foi a esquiva, que tem um timing muito específico, levando um bom tempo para ser dominada.

O sistema de combinar itens permanece muito fiel ao jogo original, o que é bom e até mesmo nostálgico. Aliás, pra mim reviver essa aventura foi algo que me levou aos tempos de locadoras, onde eu jogava e meus amigos assistiam aflitos aos movimentos. As armas também são muito similares a de RE3, sendo possível aprimorá-las durante o decorrer da trama. Isso é possível por meio de upgrades que são adquiridos em cofres ou salas fechadas, característica conhecida do game.

Resident Evil 3 Remake
Hordas atacarão em alguns momentos. Portanto, esteja bem munido! (Imagem: Divulgação)

Um ponto que confesso ter sentido falta foram os puzzles. A lembrança que tenho de infância era que eu penava para conseguir concluir o jogo por conta dos desafios propostos para conseguir fazer certas coisas. Ou seja, outra coisa que pode desagradar. Eu particularmente achei que dessa forma a narrativa fica mais fluída. Inclusive, neste ponto, o jogo já diverge um pouco de Resident Evil 2.

Em Resident Evil 3 Remake há também um ponto divergente do clássico de 1998. Aqui, é possível jogar com Carlos Oliveira em determinados momentos da história, sendo um algo a mais. Tudo isso dá ainda mais sentido ainda à narrativa e traz uma outra perspectiva para um jogo muito mais fiel à realidade – ainda que com zumbis e uma criatura monstruosa que “só” quer te destruir.

Resident Evil 3 Remake
Carlos Oliveira é um personagem jogável na história de Resident Evil 3. (Imagem: Divulgação)

Vale a pena comprar Resident Evil 3 Remake?

Resident Evil 3 Remake é um jogo que certamente vai dividir as opiniões dos fãs mais antigos e que certamente poderá agradar aos novos, sendo um bom survival horror. Mas observando da perspectiva de quem jogou ambas as versões, simplifico: o game não é o mesmo, tal como foi explicado na introdução desta crítica. Isso é complicado e já rende boas discussões em fóruns virtuais.

Agora, tratando da minha opinião crítica, acredito que a repaginada no visual dos personagens (e suas respectivas atuações), a jogabilidade diferente e o up na qualidade gráfica e sonora, são pontos incríveis do jogo, que dão mais realismo, emoção e imersão. Mas, ao mesmo tempo, tive uma sensação de que faltava algo. Não tomei sustos, achei o final meio aquém e esses pontos tiram toda a magia desse gênero. O jogo pode ser concluído em cerca de 7 horas e, por ser um remake, ele poderia ter um ou outro ponto a mais.

No final das contas, a sensação que fiquei é que a desenvolvedora fez algo um pouco apressado. Não está ruim, muito pelo contrário. Todavia, poderia ter tido maior minúcia em certos detalhes que consagraram a série lá nos anos 90. Mas, respondendo a grande questão, vale a pena sim adquirir Resident Evil 3 Remake, sendo ou não fã da franquia.

Por fim, o jogo segue em pré-venda para PC, via Steam, Xbox One e PlayStation 4, e conta com legendas em português brasileiro e também conta com Resident Evil Resistance, um modo multiplayer que será analisado de forma separada. A data de lançamento está confirmada para ambos os games para a próxima sexta-feira, 3 de abril.

*Review elaborada no PlayStation 4 Pro, com código fornecido pela Capcom.

Pizza Fria

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Por Álvaro Saluan, Pizza Fria

Atualizado em 31 Mar 2020.

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