Guia da Semana

A Mulher do Vinho

Presidente da maior confraria feminina virtual, Maria Lúcia conversa com o Guia da Semana sobre o mundo de Baco.

Foto: Divulgação

Em uma recente entrevista a um jornal de São Paulo, Maria Lúcia ( foto) comentou que "se chope fosse gostoso, não precisava de tira-gosto". Ela é a Presidente do maior grupo de confreiras virtual do Brasil, o Amigas do Vinho, que hoje conta com oito mil associadas.

O insight foi há exatos cinco anos. No mês de agosto de 2003, Maria, que acabara de se aposentar, decidiu fazer um curso básico sobre vinhos e não parou mais. Criou a confraria, convidou as colegas, que foram convidando outras e mais outras. Agora, dedica algumas horas de seu dia para sanar dúvidas das confreiras (assim são chamadas as integrantes) e organizar os encontros reais entre elas.

Apesar de não aceitar homens em seu clube, Maria Lúcia topou uma "happy hour" com o repórter do Guia da Semana. No início do bate-papo, que só poderia ser virtual, ela fala sobre vinhos nacionais, a barreira que é a elitização da bebida e sobre o mercado em geral.

No fim da degustação, você confere uma harmonizada conversa sobre o Amigas do Vinho e as metas dela para o seu "clube da luluzinha".

***


É possível, em um futuro próximo, alcançarmos o patamar de outros países sul-americanos, como Chile e Argentina?
Temos excelentes vinhos. Nossos espumantes são premiados. Existe uma grande perspectiva nos vinhos nacionais. Eu aposto numa melhor produção e no maior consumo, pois conheço bons vinhos nacionais. Várias vinícolas nacionais investiram em tecnologia e em ótimos enólogos. Mas não podemos negar a questão do terroir. O Vale dos Vinhedos é um grande exemplo.

No Brasil, consome-se muito menos vinho do que em outros países próximos, como o Chile, por exemplo. Uma das explicações é cultural, já que a cerveja ainda é a bebida preferida por aqui. Você acredita que mais adiante o vinho pode roubar um pouco deste mercado dominado pela cerveja?
Realmente é uma questão cultural. Mas o consumo per capita aumentou, principalmente no cenário feminino. Penso que o marketing do vinho ainda é pouco explorado. Existe um glamour e elitismo na consumação do vinho. É necessário desmistificar o universo do vinho.

Além do fator cultural, o preço dos vinhos também é a uma barreira para o aumento do consumo e sua popularização?
A maior barreira é a falta de conhecimento e a elitização do vinho. Quando você elitiza, você afasta o apreciador, o enófilo. Alguns supermercados estão promovendo degustações e cursos. É uma maneira sábia de aproximar o consumidor do vinho. O vinho é simples, e sua divulgação deve ter esse perfil. Degustações faraônicas e direcionadas a uma pequena parcela do consumidor nunca vão aumentar o consumo e popularizar o vinho.

Vale a pena pagar valores tão altos por um vinho como o Romanéé-conti, que chega a custar cerca de U$$ 10 mil?
Existem no mercado vinhos excelentes a preço moderado. Mas se o consumidor quer degustar o Romaneé-conti e pode, por que não?

Entender de vinhos virou sinônimo de status?
Não. A maioria dos consumidores do vinho se interessa por uma bebida saudável, eclética e de origem milenar.

De onde vêm os melhores vinhos?
Sem dúvida, os vinhos do Velho Mundo. Sou apaixonada pelos vinhos portugueses. Entretanto, meu consumo maior é o vinho nacional. Os vinhos do Vale do Vinhedo são excelentes. Também aprecio os vinhos do Vale do São Francisco.

As avaliações dos críticos ainda são as melhores referências para quem quer comprar um bom vinho?
É claro que pesa a avaliação de um grande conhecedor. Mas o melhor vinho é aquele que você gostou, mesmo que não tenha sido premiado ou indicado.

Continua...

Atualizado em 7 Ago 2012.

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