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Por Redação Guia da Semana

Escolha bem seus vinhos

Nossa colunista dá dicas para você descobrir suas preferências e, em especial, não comprar Chapinha por Porto.

Foto: www.sxc.hu


Noite fria, você entra no supermercado todo animado para comprar alguns queijos, quem sabe uma fondue, pãezinhos diversos e... um vinho! Aí mora o problema. Você se vê em frente a enormes prateleiras, cobertas de garrafas. E agora? O que escolher? Se você não sabe o nome de algum vinho de sua preferência, ou estava pensando em experimentar algo novo, você pode se ver nessa ala do supermercado ou da loja por horas a fio examinando rótulos. Conseguir escolher apenas pelo rótulo pode dar resultados bem desastrosos e, por meio deles, não há muita coisa a se descobrir sobre o sabor do vinho. Pode-se saber a uva com o qual foi feito, sua região de origem, seu importador e, em alguns casos, alguma informação sobre consumo - que não ajudam muito a determinar se ele é de seu gosto ou não!

Conhecer todos os vinhos pelos nomes é tarefa hercúlea. É o mesmo que dizer que já provou todos os rótulos do mundo. E realmente não é fácil guardar os nomes e detalhes de cabeça. Por isso, supermercados como o Pão de Açúcar ou a Casa Santa Luzia disponibilizam sommeliers em algumas lojas para ajudar os clientes nessa escolha. Nas casas especializadas em vinhos, um ótimo local para fazer suas compras, sempre tem algum vendedor craque para lhe explicar algumas coisas, mas você precisa saber o básico: o que lhe agrada!

Foto: www.sxc.hu
Para começar a identificar vinhos, é interessante pesquisar o seu gosto, perguntando-se se há alguma uva que seja sua preferida, como Cabernet Sauvignon ou Carmenére, por exemplo, ou se já tomou vinhos de um determinado país ou região que lhe agradaram. Isso é o começo. Sempre tendo em mente a delícia que é poder experimentar novos sabores, sugiro que prove vinhos próximos ao que já sabe que gosta. Por exemplo, se os argentinos lhe agradam, da região produtora de Mendoza, experimente um da Patagônia para ver a diferença. Ou pode escolher várias castas de vinhos deste país para conhecer seus estilos. Quanto à uva, se você reconhece a Cabernet Sauvignon como uma das suas preferidas, experimente vários cabernets de diversas origens: chilenos (maravilhosos), brasileiros (bem diferentes, apesar de ser a mesma casta) ou mesmo franceses, local de origem desta cepa.

Bom mesmo seria escrever suas notas de degustação para poder lembrar se gostou ou não de alguns vinhos que provou. Com a informação do estilo que prefere na cabeça, fica mais fácil para os sommeliers lhe sugerir algum vinho novo. Após ter feito suas descobertas numa uva ou num país, já vai poder descrever e reconhecer seu gosto um pouco melhor.

Outro critério interessante é o preço. Em geral, não é sempre, os vinhos mais caros são melhores. Mesmo dentro de um mesmo produtor você pode encontrar vinhos diferentes de preços diferentes. Isso significa que as uvas com que o vinho mais caro foi feito vêm de outra plantação, mais bem tratada, mais bem escolhida, gerando um produto mais complexo e por isso mais caro. Preço não é só marketing. O vinho pode também ter sido envelhecido em barril, diferente do vinho mais simples que só passou por tanques de inox. Mas também, vinhos do Velho Mundo como Portugal, Espanha, França e Itália tendem a ser mais caros que os chilenos ou argentinos, por causa das taxas. Aí, a comparação do preço será injusta.

Um detalhe pode ser um indicar interessante para a escolha do vinho. As vezes, em liquidações de importadoras, pode-se encontrar vinhos de safras antigas, de 7 ou 8 anos, com preços tentadores. Mas cuidado, a bebida pode não estar boa. Convém buscar safras mais recentes para ter certeza de que esse não seria um dos problemas do vinho em questão.

Leia as colunas anteriores da Denise:
? Como não tomar vinhos ruins: dicas valiosas para encontrar o caminho dos bons rótulos.

? Que vinho você indica?: nossa colunista tenta responder a dúvida que atazana qualquer entendido em vinhos.


Quem é a colunista: Denise Cavalcante, nascida carioca, mas paulistana por motivos enológicos.
O que faz: é assessora de comunicação de importadoras e produtoras de vinhos.
Pecado gastronômico: vinho... Tento tomar só nos fins de semana, mas não resisto. Abro um vinho até para acompanhar um misto quente, de preferência com mussarela de búfala, azeite, manjericão e tomate caqui... que delícia!
Melhor lugar do Brasil: North Grill, uma deliciosa casa com carne na brasa, serviço nota 10 e paparicação dos garçons - em especial o supermaître Costa. Lá, me sinto em casa.
Fale com ela: [email protected]

Atualizado em 7 Ago 2012.

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