Guia da Semana
Restaurantes
Por Redação Guia da Semana

For men

Rede americana Hooters, que completa 25 anos, oferece o que todo homem deseja: Comida, cerveja e lindas garotas.

Um ditado machista diz que um dia perfeito tem esporte na TV, cerveja gelada e boa comida servida por uma bela mulher. Pois foi isso o que seis amigos levaram em conta na hora de abrir um restaurante na Flórida, nos Estados Unidos.

O sonho de dez em cada dez homens no mundo foi posto em prática, em 1983, por seis caras que de cozinha não entendiam nada, mas adoravam diversão e a boa vida. Assim, dois empresários, um vendedor, uma aposentado, um executivo e um comerciante formaram uma das mais conhecidas rede de restaurantes, o Hooters.

De início, os jovens receberam pouca ajuda. Apenas a orientação de um outro amigo sobre como manusear as fritadeiras. Instalado aos pés de uma bela praia, o restaurante trazia uma cardápio que oferecia comida para quem gosta de se lambuzar: asinha de frango, nachos, hamburgueres e, claro, cerveja servida em enormes baldes. Hoje, 25 anos após a inauguração, a rede conta com 453 unidades espalhadas por 22 países.

Mas por que um restaurante que serve asa de frango e cerveja ganharia fãs e uma clientela seleta e fiel como os VIPs Bill Gates e Warren Buffet? A resposta está no bom atendimento.... Aliás, no belo atendimento de suas garçonetes, as Hooters Girls.

A moças, vestidas apenas com pequenos shorts e blusinhas ainda menores, traziam muito mais clientes do que o cardápio elaborado pelos marmanjos. Reza a lenda, aliás, que a idéia surgiu quando uma garota - daquelas do seriado Baywatch - fazia sua corrida matinal pela praia. Aquela miragem fez um dos sócios ter a fantástica idéia de convidá-la para trabalhar em seu restaurante.

No primeiro dia, a moça foi vestida com a roupa que usava para seu cooper. Os donos, claro, acharam a idéia fantástica. Tanto que instituíram os trajes como uniforme para todas as outras jovens que passaram a formar a equipe do Hooters.

A escolha do nome, porém, gera algumas dúvidas. "É porque nosso símbolo é uma coruja. E as corujas fazem Hooooot...", tenta explicar Daniela Sanches Ribeiro, gerente de salão da unidade de São Paulo e que também já foi garota Hooters. Uma outra teoria diz que o singelo nome veio por causa de alguns atributos típicos das mulheres americanas. "Isso, na verdade, não existe", rebate sorrindo Daniela.

Para se ter uma idéia da fama conquistada pelas garotas lá na Terra do Tio Sam, todo ano é lançado um calendário com as mais belas da rede ( foto abaixo). "Por aqui ainda não temos previsão de calendário", reclama André, o jovem gerente de marketing da casa. "Estamos mais focados em outras frentes como a abertura em Estados como o Rio de Janeiro".

Garota de Março: 2008 promete

Por falar no Rio, os restaurantes da rede têm a cara da Cidade Maravilhosa. Todos utilizam decoração praiana, mesas de madeira (aquelas estilo quiosques), cozinha aberta no meio do salão e quadros de ícones americanos, como Michael Jordan.

Em meio ao paradisíaco cenário, garçonetes passam de um lado para outro em cima de seus patins. "Essa correria é na hora do almoço, a tarde é meio ocioso", diz Daniela olhando para a sua bela equipe de garotas, que, merecidamente, descansa no balcão à espera de clientes.



Padrão Hooters de beleza
Todo carro-chefe de um restaurante merece atenção. No Hooters não é diferente. "As meninas são escolhidas através de contratos com agência de modelos", afirma Daniela. Além disso, há um convênio com uma academia próxima para que todas possam malhar. "A seleção é, sim, baseada na beleza. Não dá para escolher uma garota que não fique bem no uniforme", diz a chefe delas.

Mas engana-se quem acha que apenas de imagem vivem as Hooters Girls Tupiniquins. Para servir no restaurante é preciso, antes de ter belas pernas e barriga tanquinho, ter conteúdo. "Damos sempre preferência às universitárias. Além disso, elas precisam falar inglês". O motivo: A casa fica, estrategicamente, próxima a grandes escritórios, de onde saem executivos, muitos deles gringos, famintos na hora do almoço.

Beleza não é tudo

Com um público majoritariamente masculino, não é de se estranhar que as meninas recebam, vez ou outra, alguns elogios um pouco mais calorosos. Mas para que as belas declarações de amor não virem cantadas grosseiras e acabem gerando um problema maior, todas recebem treinamento para estas situações.

"Na última vez que fui lá, um cara fez uma declaração de amor para garçonete. Ela não deu muita atenção. No fim, ficou com cara de bobo", lembra Rafael Ferreira, estudante de publicidade e amante das asinhas de frango.

Já as meninas que não pisariam no restaurante acompanhadas do namorado por nada neste mundo, a representante da casa rebate dizendo que o local é voltado para a família. "Principalmente aos domingos, vem muito pai acompanhado dos filhos e da esposa". Para receber os pequenos, a casa dispõe, inclusive, de um espaço Kids para que o papai fique bem à vontade para comer.

Já a jornalista Juliana Farano, que visitou a unidade de Buenos Aires, na Argentina, também confirma. "Apesar da fama, as garçonetes, de micro-shorts e tops decotados, não se intimidam e tratam os clientes no maior respeito, como se deve esperar de qualquer estabelecimento. Dá para ir com o namorado ou marido tranquilamente".

Por outro lado, coloca em dúvida o tradicional padrão de beleza das meninas. "Os solteiros que vão ao lugar pelas moças, cheias de atributos, exibidas em fotos nos cardápios e nas propagandas, podem se decepcionar", retruca fazendo cara feia.



E se fosse a sua (seu)?
Muitas das Hooters Girls têm namorados. Algumas, inclusive, são casadas. O que para muito marmanjo poderia ser motivo de perder o sono, Daniela garante que, após o primeiro choque, todos aceitam o trabalho das meninas.

"Tudo que é novo choca um pouco", diz. Ainda de acordo com a gerente, no começo é feita uma espécie de "lavagem cerebral" para que elas incorporem a filosofia Hooters e passem isso em casa.

Toda esta orientação é também para que problemas maiores com alguns galanteadores não ocorram. "Já aconteceu das meninas receberem flores, bombons. "Mas isso acontece em qualquer outro trabalho, não é?!", defende-se Daniela.




"Eêêêêê, trabalha em um harém, né?"
Dos amigos (invejosos) para o jovem André




Já o sortudo André, gerente de marketing, também enfrentou bicos e cara feia em casa. O rapaz tem namorada e, como não poderia deixar de ser, a moça não achou nada interessante vê-lo indo todos os dias para um lugar onde as colegas de trabalho vestem-se com alguns centímetros de pano. "Depois ela veio aqui, conheceu as meninas e viu que não tinha nada demais", diz ele.



Ah, o cardápio?!
A casa oferece asas de frango, pernil, hot dog, refrigerante... Tudo servido por beeelas mulheres.




Divirta-se
Hooters - SP
Hooters - Brasília




Fotos: Arthur Santana e site oficial

Atualizado em 7 Ago 2012.

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