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Restaurantes
Por Redação Guia da Semana

Na boca do povo

Acompanhados de um chef de cozinha, fomos ao centro de São Paulo para avaliar os clássicos da baixa gastronomia da cidade.

Fotos: Gabriel Oliveira

Levante a mão quem nunca mandou ver um lanche trash na rua. Seja pela correria do dia-a-dia ou por algum prazer mórbido de nossas papilas gustativas, a tal da baixa gastronomia é uma opção recorrente nos momentos de fome. Com essa idéia na cabeça (e um sal de frutas no bolso), deixamos de lado os frapês e foies gras dos restaurantes, e convidamos o chef Luiz Spagnolli para um passeio pelo centro de São Paulo, onde ao lado deste repórter, ele sentiu a adrenalina de apreciar alguns dos mais procurados quitutes da fina culinária popular.

Dogão

Fotos: Gabriel Oliveira

Descendo do metrô, logo na esquina da Praça da Sé uma barraca chamou nossa atenção, tanto pelo aglomerado de pessoas, quanto pelos cartazes amarelos fluorescentes, indicando "Hot-Dog R$ 2,50 + suco". Uma barganha imperdível, que não poderia passar em branco.

Chef Luiz: "Uma pessoa passa praticamente o dia com um desses. Percebe-se o asseio, a limpeza e a qualidade dos produtos. Uma opção, segura, saborosa e de baixo custo"
Marcus: "Local muito agradável e funcionários atenciosos. O pão em forma de mini-baguete dá uma cara diferente para o lanche. Salsicha de boa qualidade, assim como os ingredientes. Aprovado e recomendado".

Dica do Chef
No cachorro-quente, cuidado com o vinagrete. Alguns comerciantes guardam as sobras para juntar com a remessa do dia seguinte e isso acumula bactérias. O mesmo vale para o purê de batatas.


Biscoitinhos

Fotos: Gabriel Oliveira

Após nossa primeira prova de fogo, sentimos a necessidade de um pit-stop de petiscos. Foi quando, entre sacolas e ambulantes, nos deparamos com os biscoitinhos do Mercado Kinjo, e claro, fomos provar alguns deles.

Chef Luiz: "Na pressa e na agitação, o chamado mata-fome é a solução. Eu recomendo esses doces e salgadinhos, que possuem uma boa apresentação, com métodos comprovados de higiene sanitária e conservação".
Marcus: "Os biscoitos são uma boa opção para quem está na correria. Mas ao meu ver, não chegam a matar a fome. Apenas ajudaram a enganar o estômago um pouco".

Dica do Chef
O perigo está nas mãos de quem anda na rua e vai pegar o biscoito do saquinho para comer. Então, não esqueça de lavar as mãos antes de atacar o pacotinho!


No espeto

Fotos: Gabriel Oliveira

Em alta nas praias, o queijo coalho na brasa invadiu as ruas de São Paulo. Acompanhando uma manada de camelôs fugindo do rapa, chegamos à esquina da Rua 25 de Março, onde nos deparamos com uma simpática vendedora da iguaria, pela bagatela de R$ 2,00.

Chef Luiz: "Eu sou suspeito para falar, porque gosto muito de espetinho de queijo coalho. Mas as condições são precárias, sem cuidado com a higiene. O fato de ser assado ajuda, pois o calor do fogo mata as bactérias. Continuo a arriscar porque é muito gostoso".
Marcus: "Aprovado! Prático, rápido e não faz nenhum tipo de sujeira".

Dica do Chef
Vale a pena correr o risco! Assado, dificilmente fará mal. Mas confira o manuseio, o asseio de quem está vendendo e a procedência do produto.


Gregão

Fotos: Gabriel Oliveira

Todo paulistano já olhou com desdém para esta massa de carne assada em um espeto giratório, normalmente em condições duvidosas de higiene. Não podíamos deixar essa experiência de fora do nosso roteiro.

Chef Luiz: "Precisa tomar cuidado. As condições de manuseio e normas sanitárias estão longe de ser ideais, mas existe uma grande quantidade de gente consumindo, o que aumenta a rotatividade e diminuí o risco de contaminação. Eu confio, mas não arrisco muito".
Marcus: "Quase não encarei. Confesso que fiquei com o pé atrás, mas quando vi o Luiz provando, topei. Não arrisco dizer que voltaria a comer".

Dica do Chef
Observe o uniforme, o manuseio, a limpeza do local e dos instrumentos. Lembre-se que alimentos assados são de difícil contaminação. O perigo está na manipulação. Então, boa sorte!


Direto do pé

Fotos: Gabriel Oliveira

De barriga cheia, ainda sobrava um espaço para a sobremesa. Nada de cheesecake de amoras silvestres. No lugar, jacas, mexericas e outras frutas, expostas nas barraquinhas do calçadão. Para terminar o dia satisfeitos, mandamos para dentro um abacaxi, que fechou nosso tour gastronômico em grande estilo.

Chef Luiz: "As frutas alimentam bem no calor. O ideal é observar a higiene do local e o cuidado do comerciante, que deve sempre usar luvas e touca".
Marcus: "Diante das opções, o abacaxi e a salada de frutas parecem bem saudáveis. Para quem não quer correr grandes riscos e comer bem, eu recomendo".

Dica do Chef
Fruta no saquinho não significa higiene.O importante é a faca e o local onde elas foram descascadas e fatiadas. Preste atenção!



Atualizado em 7 Ago 2012.

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