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Por Redação Guia da Semana

No Palito

Mesmo ofuscados pelos sorvetes de massa, casquinhas e copinhos, o picolé ainda é tradição quando se fala em delicias geladas.

Foto: Getty Images


"Olha o picolé, olha o picolé! Quem vai querer um picolé?". Quem não se lembra, quando pequeno, do moço passando com o carrinho de sorvete e gritando pela rua anunciando sua chegada? Nos dias de calor ele sempre aparecia e nesse momento era possível ver crianças com o dinheirinho na mão, em frente ao portão das casa, esperando o "tio" do sorvete. Era um carrinho branco, pequeno, com uma tampinha que dificultava visualizar os sabores que se escondiam lá dentro. A marca era totalmente desconhecida, mas isso não importava: era ele gritar lá da esquina, que a correria dentro de casa para caçar as moedinhas e comprar a delícia estava feita.

Talvez seja nostálgico lembrar desses tempos, já que hoje dificilmente encontramos esses mesmos tiozinhos e carrinhos pelas ruas, mas o picolé... Eles mudaram, ganharam sabores requintados, deixaram de ser somente a fruta em palito e chegaram a chocolates belgas com pedaços de castanhas e avelãs. Em tempos que bolas, copinhos e casquinhas parecem dominar o reino dos gelados, os palitos continuam aí, firmes e fortes.

Onde tudo começou

Sua história é no mínimo curiosa. A sobremesa em palito surgiu em 1905, quando um garotinho de 11 anos, chamado Frank Epperson, esqueceu no quintal de sua casa na Itália, um copo de refresco com uma colher dentro durante uma noite de inverno. No dia seguinte ao acordar, Frank notou que a bebida e a colher haviam congelado juntas. Para separá-los, ele colocou o copo sob a água quente e teve uma surpresa: removeu a massa congelada junto com a colher, tendo assim seu picolé.

De lá pra cá muita coisa mudou, inclusive a forma de produção. Os picolés exigem um pouco mais de estudo para não se tornarem apenas blocos de gelo com sabor. Até mesmo as grandes marcas, como a Kibon e a Nestlé, executam um trabalho de desenvolvimento de sabor, que pode levar cerca de seis meses.

O delicioso gostinho da fruta

Os com sabor de fruta são sempre a primeira lembrança de refresco no calor. Fundada em 1996 na cidade de Goiânia, a Frutos do Cerrado foi criada com a ideia de aproveitar as frutas nativas da região. A marca investe em paladares que são desconhecidos em algumas partes do país, como o araticum, a mutamba, a mama-cadela e a bacaba. São mais de 20 sabores de picolés de especiarias que são colhidas de árvores nativas.

Fotos: Divulgação

Os famosos picolés de fruta Rochinha

Bem conhecido na região litorânea, mas precisamente em São Sebastião, os sorvetes Rochinha também valorizam o sabor da fruta. Produzidos de forma artesanal, os picolés são feitos a base de iguarias frescas. São 27 sabores e um dos mais procurados são os de coco, que é ralado e cozido com açúcar e leite, e o de milho.

Seguindo essa linha, a Kibon trouxe uma novidade para o verão, a linha Fruttare Caseiro. Os picolés de banana e morango são feitos de leite com pedaços grandes das frutas, tudo 100% natural e tão gostoso como se fossem feitos em casa. Já a Nestlé tem a linha Molico, nos sabores Frutas Vermelhas e Frutas Amarelas. Com 0% de adição de açúcar, redução de gorduras e menos de 60 calorias, nada de peso na consciência na hora de aplacar o verão com essas delícias.

Fotos: Divulgação

Picolés Molico nos sabores Frutas Vermelhas e Frutas Amarelas

Chocolate em palito

Na linha sofisticada, a Kibon lança Magnum Devotion, com dois novos sabores e texturas muito mais crocantes: Magnum Devotion Cookies, sorvete de baunilha coberto com chocolate e pedaços de cookies, e o Magnum Devotion Avelãs e Castanhas, sorvete de avelã com pedaços de avelãs e castanhas e cobertura de chocolate. Esses novos gelados completam a linha de Magnum, que conta ainda com o Clássico, com cobertura de chocolate Belga, o Branco e o Dark Chocolate.

Fotos: Divulgação

O novo Magnum Devotion Cookies

Da caixa de chocolate para o palito, a Garoto lançou o Opereta. Um dos bombons mais procurados pelos consumidores da caixa amarela, o sorvete é composto de chocolate branco com cobertura de Opereta.

Caipilés

Foto: Divulgação

Os famosos Caipilés

Unindo uma das bebidas mais populares do Brasil com o refresco do picolé, o Veríssimo Bar e o Botica do Quintana criaram uma bebida que é uma espécie de submarino tropical. Uma mistura deliciosa - e inusitada - feita com caipirinha e um mini picolé Rochinha de frutas mergulhado no copo vira o Caipilé. A combinação é feita em diversos sabores: lima da pérsia, abacaxi, amora, morango, maracujá, kiwi, uva verde, frutas vermelhas, amarelas e verdes.

Um dos "submarinos" servidos no Veríssimo Bar é o Caipilé de Lima da Pérsia. Com duas doses de cachaça, uma lima da pérsia, açúcar e gelo a gosto e um mini picolé de abacaxi, que aos poucos vai se derretendo e dissolvendo, dando assim um gosto especial ao Caipilé.


Atualizado em 7 Ago 2012.

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