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Restaurantes
Por Redação Guia da Semana

O paraíso vinícola

E ele está em uma pequena ilha, na Nova Zelândia, segundo colunista.

Foto: Getty Images

Descobri o paraíso. Não me refiro apenas sobre o tema do qual tratamos nessa coluna, mas por muitas qualidades que não caberia nesse espaço escrever. Estou falando da Nova Zelândia, onde estive de férias nesse verão. Sobre o nosso tema pertinente, tudo que eu sabia era que aquele país fazia bons vinhos, principalmente das uvas pinot noir (alguns considerados os melhores após os franceses) e sauvignon Blanc. Mas pude observar tantos aspectos interessantes no mundo do vinho nestes dias que lá estive que definitivamente posso chamar o país de paraíso para os amantes do vinho. (E, diga-se de passagem, para muitas outras coisas também).

A indústria é toda muito recente e pude ver diversos campos plantados com vinhas novas ao longo de algumas estradas, e muitos campos vazios ao lado destes vinhedos indicando que ainda tem muito espaço para crescer. Visitei um vinhedo na ilha sul, perto de Queenstown, o Gibbston Valley e três na ilha norte, próximo a Auckland, na incrível ilha de Waihiki e é sobre este local que gostaria de falar.

Dá para imaginar que uma excelente área para a produção de vinhos e azeite de oliva fique numa ilha paradisíaca, rodeada de lindas casas, natureza exuberante, céu brilhante e águas cristalinas, com belas marinas cheias de barcos e iates e praias e gente bonita passeando com calma e tranquilidade? Bem, esse local é a ilha de Waihiki, que fica a 30 minutos de barca da maior cidade daquele país. Lá estão concentradas inúmeras pequenas vinícolas com produção de alta qualidade e pouca quantidade. A maioria delas está aberta para visitação, sendo que algumas até servem petiscos e queijos para acompanhar os vinhos. O país também é famoso pela sua produção de queijos.

Realmente, praia, natureza, azeite e vinhos de muita qualidade, não dá para bater essa união de aspectos positivos num mesmo local. Provei até um azeite de abacate. Divino! Meu último almoço do ano foi nesse local, no restaurante da Vinícola Stoneridge, que produz os vinhos mais caros da Nova Zelândia. Perfeita comida, casa lotada, sol lindo e o restaurante com vista para o vinhedos e enormes girassóis. Ah, o vinho também era bom...

Impressionou-me também como o país convive bem com seus vinhos. Em todos os restaurantes e lanchonetes, tanto nas cidades de milhões como na de mil habitantes, havia uma variada carta de vinhos e mais de dez tipos.

Pude provar muitos e pude ver que eram de qualidade. Ou seja, os habitantes convivem com o hábito de consumir vinhos no dia a dia. O preço também é bom: a taça variava entre 8 a 11 dólares neozelandeses, que vale um pouco mais do que o real, enquanto uma cerveja custava entre 7 e 10 dólares e o drinque em torno de 14 dólares. Uma garrafa de vinho bom pode ser comprada entre 18 e 25 dólares, enquanto os mais caros variavam pouco acima de 50 dólares. E lembrem-se, estou falando de vinho nacional!

Outro costume interessante é o de permitir que você leve o seu vinho aos restaurantes. Em muitos, está escrito na entrada da casa a sigla "BYO" e passei por vários sem entender o que era: bring your own (traga o seu próprio vinho, no caso). Diversos pequenos restaurantes Coreanos, vietnamitas, chineses e japoneses exibiam esta sigla no letreiro. Em um deles reparei que a "rolha" ou taxa para levar o vinho era de três dólares. Ou seja, mesmo eles produzindo vinhos bons e baratos, ainda nos dão a liberdade de levar um vinho próprio para um jantar especial ou mesmo um jantar informal. Adorei. Infelizmente no Brasil, não temos o mesmo hábito ou a mesma naturalidade de lidar com esse hábito de acompanhar a refeição com o vinho.

Mal comparando, esta semana estive num restaurante no Rio de Janeiro e na carta de vinho estava um rótulo chileno bem popular vendido em qualquer supermercado por R$20,00 mas lá a garrafa custava R$69,00. Olhando em volta, não vi nenhuma mesa com vinho. Bem, nesse dia percebi que estava de volta e tomei água!


Quem é a colunista: Denise Cavalcante, jornalista.

O que faz: Trabalha com eventos de vinhos e gastronomia.

Pecado gastronômico: Abrir garrafas de vinho para tomar sozinha, mas não ter coragem de abrir os melhores só para mim!

Melhor lugar do Brasil: Minha casa, ao lado do meu filho.

Fale com ela: [email protected]


Atualizado em 7 Ago 2012.

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