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Restaurantes
Por Redação Guia da Semana

O prazer da combinação

Quando a relação entre vinho e comida dá certo, é difícil um jantar não ter final feliz.

Vinho e festa: sim!
Foto: www.sxc.hu

Um dos mistérios do mundo do vinho é a tal da combinação entre a bebida e os alimentos. Tenha certeza que, antes de qualquer coisa, isso não é frescura ou algo restrito aos enochatos. O vinho e a comida devem realmente fazer um casamento perfeito para que os sabores da refeição sejam enaltecidos. Em outras palavras, uma união certa transforma qualquer refeição num banquete aos sentidos, num grande momento de prazer. Não é à toa que o vinho é uma bebida tão antiga e tão festejada em banquetes ao longo da história do homem. Beber o vinho está sempre associado a um momento especial, a uma celebração, a uma refeição, a um grande prazer. Na união dos dois, o sabor de um não deve se sobrepor ao outro. Os dois se completam formando um novo sabor... melhor ainda.

Para que esse prazer invada seus sentidos é importante avaliar corretamente o que vamos tomar e com qual comida. Não porque a regra manda servir tinto com carne e peixe com branco, mas porque de fato um prato fica mais gostoso com um tipo de vinho do que com outro. Por exemplo, fala-se muito em queijos e vinhos, mas o que vemos as pessoas servirem nas festas é queijoS e vinho, assim, singular. Poxa, vários queijos para um vinho só... não dá! Cada grupo de queijo tem sua combinação melhor, ou seja, proporciona um sabor mais perfeito. O correto nestes eventos seria servir uma variedade de três ou quatro tipos de vinhos para a tradicional variedade de quatro ou cinco tipos de queijo. Toma-se muito pouco vinho branco no Brasil, mas queijos macios, como o brie, combinam melhor com ele do que com tinto. A própria fondue de queijo fica bem mais equilibrada com branco. Aproveite o inverno, experimente combina-los com um Chardonnay chileno. Não é caro e tem bons exemplares no mercado.

Bolo com espumante seco: não!
Foto: www.sxc.hu
Outra clássica vítima de erros é a combinação preferida em casamentos: bolo com champagne (ou espumante). Existe mais de um tipo de espumante, mas basicamente temos o seco e o doce. Já cansei de ver bolo, que é doce, sendo servido com espumante seco. Gente, o resultado é muito ruim! Não importa a boa qualidade do espumante, não é possível servir uma bebida seca e ácida como ele com coisa doce. Já a versão demi-sec, que, na verdade, significa "meio-doce" ou moscatel, é a combinação perfeita para estas ocasiões e existem várias excelentes opções no mercado, principalmente entre as nacionais. Para os fãs de Prosecco, um tipo de espumante, a regra é a mesma. Não tem nada a ver com doce.

Outro prazer inigualável no mundo dos vinhos é a combinação de vinho do Porto com queijo roquefort ou gorgonzola. Estranho? Pois é, experimente! O salgado do queijo casa perfeitamente com o alto teor alcoólico e o adocicado do Porto. É um clássico no mundo das combinações. Aliás, até para as sobremesas existe um tipo de vinho adequado. Sim, porque ela ficaria de fora nessas compatiblizações? Os vinhos brancos Late Harvest, de colheita tardia, são feitos para serem degustados com uma deliciosa torta de maçã ou frutas, por exemplo. Em geral, esses vinhos são muito perfumados e saborosos mesmo quando são servidos sozinhos (vale até colocar uma gotinha atrás de orelha, de tão cheiroso).

Mesmo versátil, esse tipo de vinho vai bem com doces mais delicados e não com sobremesas mais fortes, como as de chocolate - uma das mais difíceis para combinar. Aliás, quer uma boa imagem boa para entender um pouco mais de compatibilização? Em uma cena da animação Ratatouille, em cartaz nos cinemas, o ratinho Remy tenta explicar o que é a combinação gourmet perfeita e, quando ele prova a mistura correta, surgem estrelas e efeitos luminosos. Assim é com o vinho. O resultado do vinho sozinho é um, o sabor do alimento sozinho é outro, mas quando os dois combinam perfeitamente podemos chegar a ver estrelas.

Leia as colunas anteriores da Denise:
? Cheirar vinhos é um barato: a colunista dá alguns toques para treinar o nariz.

? Escolha bem seus vinhos: diante de tanta oferta, a colunista ensina a selecionar as melhores opções.

? Como não tomar vinhos ruins: dicas valiosas para encontrar o caminho dos bons rótulos.

Quem é a colunista: Denise Cavalcante, nascida carioca, mas paulistana por motivos enológicos.
O que faz: é assessora de comunicação de importadoras e produtoras de vinhos.
Pecado gastronômico: vinho... Tento tomar só nos fins de semana, mas não resisto. Abro um vinho até para acompanhar um misto quente, de preferência com mussarela de búfala, azeite, manjericão e tomate caqui... que delícia!
Melhor lugar do Brasil: North Grill, uma deliciosa casa com carne na brasa, serviço nota 10 e paparicação dos garçons - em especial o supermaître Costa. Lá, me sinto em casa.
Fale com ela: [email protected]

Atualizado em 7 Ago 2012.

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