Guia da Semana
Restaurantes
Por Vivian Ortiz

Óleo da Discórdia

O azeite de dendê foi considerado umas das dez piores comidas do mundo. Seria uma posição justa?.

O que seria da moqueca sem o dendê? (Thinkstock)

Por Vivian Ortiz


No início do ano, um importante site dos Estados Unidos, o Ask Men, publicou uma lista das dez piores comidas do mundo. Em meio a churrascos de cachorro, leite fermentado de égua e ovo de pata com feto, estava um ingrediente bastante familiar da culinária brasileira: o azeite de dendê. A entrada dele, na décima posição, foi justificada pelo seguinte comentário: The taste of anything cooked in the oil is very strong, but you are unlikely to get that far, as the smell is reminiscent of an unwashed armpit. Traduzindo: O gosto de qualquer coisa preparada com esse óleo é muito forte, mas é muito pouco provável que você chegue tão longe, pois o cheiro lembra um sovaco mal lavado.

Extraído de uma palmeira conhecida como dendezeiro, o azeite de dendê possui uma grande variedade de usos alimentícios. Inclusive, muitos especialistas em saúde nutricional acreditam que ele é fonte de benefícios importantes para a saúde, pois é rico em antioxidantes e carotenoides (vitamina A), que lhe dão a cor avermelhada, e de tocoferíos e tocotrienois (formas de vitamina E). Além disso, ainda possui uma mistura muito valiosa de ácidos graxos saturados, monoinsaturados e poliinsaturados.

Polêmica à vista

Quem descobriu na internet a lista, nada lisonjeira, foi a jornalista especializada em gastronomia Ailin Aleixo, autora do site Gastrolândia. Após ela postar um link do assunto em sua conta de Twitter, a jornalista Rosana Hermann reproduziu a informação por meio do blog Querido Leitor. Bastou para a polêmica estar armada e ganhar tons ufanistas. Comentários como: quem eles pensam que são para classificar nosso azeite assim? ou A comida deles é mil vezes pior que a nossa! surgiram aos montes na rede mundial de computadores.

Para Ailin, o décimo lugar entre as piores comidas do mundo não prejudica a culinária brasileira no exterior. "É normal ingredientes e preparações locais serem considerados estranhos, ou mesmo nojentos, por outros povos", acredita. "Os coreanos, por exemplo, fazem kimchi (espécie de conserva bem azeda) há séculos e adoram. Tudo depende da familiaridade do paladar".

Na opinião do chef Carlos Ribeiro, do restaurante Na Cozinha, diversos pratos da culinária baiana e da cozinha afro-brasileira perderiam o sabor se não tivessem um toque do azeite de dendê. "Em primeiro lugar, quem mais sofreria seria a moqueca, seguida pelo acarajé, que é frito no azeite de dendê, bobó de camarão, vatapá e xinxin de galinha". Ele conta que, no restaurante onde trabalha, são produzidos diversos pratos com o uso do dendê e os clientes adoram. "No couvert, há dois anos oferecemos uma Foccacia (receita italiana que usa dendê na massa) que, além de gostoso, fica com uma cor muito bonita. A dupla baiana também faz bastante sucesso".


Por Vivian Ortiz

Atualizado em 7 Ago 2012.

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