Guia da Semana
Cinema
Por Juliana Varella

Sem Susto: O Cinema Pós-Horror

Mostra no CCSP destaca a nova geração de filmes que usam elementos do horror para trabalhar outros temas.

"Ao Cair da Noite", com Joel Edgerton, parte da fórmula básica do "filme de zumbis" para construir um suspense de gelar a espinha, sem jamais mostrar qual é a verdadeira ameaça (Foto: Divulgação)

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Sem Susto: O Cinema Pós-Horror

Preço R$2.00 a R$2.00

Data 05 Set 2017-14 Set 2017

Preço(s) O debate será gratuito.

Endereço
Sala Lima Barreto
Rua Vergueiro, 1000, Centro 01504-000

Telefone (11) 3397-4000

Você pode não ter percebido, mas o cinema de horror anda um tanto peculiar. De uns dois anos para cá, filmes independentes têm se apropriado do gênero como linguagem, mais do que como objetivo – ou seja, ao invés de utilizarem certos elementos com a intenção de provocar medo, eles passaram a usar esse medo para discutir outros temas, como as relações sociais, o amadurecimento, o luto, etc..

De olho nessa tendência, o crítico britânico Steve Rose, do jornal The Guardian, cunhou um termo para reunir numa só categoria todos os representantes desse “novo” horror, que não dá sustos, mas mexe com os medos mais primitivos e faz o público sair do cinema cheio de perguntas: ele os chamou de “pós-horror”.

É bem verdade que esse não é um formato tão novo assim e muitos diretores já trabalharam um horror mais “cabeça” em décadas anteriores, mas o fato de que o subgênero está vivendo um “boom” fez com que o nome ganhasse popularidade e já fosse adotado por diversos outros veículos especializados.

Agora, entre os dias 5 e 14 de setembro, o Centro Cultural São Paulo apresenta o “pós-horror” ao público brasileiro com uma mostra quase gratuita (o ingresso tem o valor de R$ 2), trazendo 13 longas e um curta-metragem de diferentes países, incluindo o Brasil. Em cartaz, estão lançamentos recentes como “Babadook” (2014) e “Ao Cair da Noite” (2017), acompanhados por veteranos como “O Iluminado” (1980) e “Inverno de Sangue em Veneza” (1973).

A programação ainda conta com um debate no dia 9 de setembro com a pesquisadora e jornalista Laura Loguercio Cánepa, autora da tese “Medo de quê: Uma história dos filmes de horror no cinema brasileiro”, e a cineasta Gabriela Amaral Almeida, diretora, roteirista e dramaturga que acaba de lançar seu primeiro longa, “Animal Cordial”, no circuito de festivais internacionais.

Os ingressos serão disponibilizados no dia da sessão na bilheteria do CCSP, a partir das 14h, e o debate será gratuito. Confira a programação completa:

Terça-feira, 5 de setembro

15h30 - Babadook (The Babadook, Jennifer Kent, Austrália, Canadá, 2014, 94 min, digital)

17h30 - Trabalhar cansa (Marco Dutra e Juliana Rojas, Brasil, 2011, 99min, 35mm)

19h30 - O som ao redor (Kleber Mendonça Filho, Brasil, 2013, 131min, DCP)

Quarta-feira, 6 de setembro

16h - Boa noite, mamãe (Ich seh, Ich seh, Veronika Franz e Severin Fiala, Áustria, 2016, 100min, DCP)

18h - Primavera (Spring, Justin Benson e Aaron Moorhead, EUA, 2014, 110min, digital)

20h - Inverno de sangue em Veneza (Don’t Look Now, Nicolas Roeg, Reino Unido, Itália, 1973, 112min, digital)

Quinta-feira, 7 de setembro

15h30 - Síndromes e um século (Sang sattawat, Apichatpong Weerasethakul, Tailândia, França, Áustria, 2006, 105min, digital)

17h30 - Personal Shopper (Olivier Assayas, França, Alemanha, Rep. Tcheca, Bélgica, 2017, 110min, DCP)

19h30 - O iluminado (The Shining, Stanley Kubrick, EUA, Reino Unido, 1980, 146min, DCP)

Sexta-feira, 8 de setembro

16h - Personal shopper

18h - Trabalhar cansa

20h - A bruxa (The Witch, Robert Eggers, EUA, Reino Unido, Canadá, Brasil, 2015, 93min, DCP)

Sábado, 9 de setembro

15h45 - Sessão de curtas:

Um ramo (Juliana Rojas e Marco Dutra, Brasil, 2007, 15min)
O lençol branco (Juliana Rojas e Marco Dutra, Brasil, 2003, 17min)
A mão que afaga (Gabriela Amaral Almeida, Brasil, 2011, 19min)
Os mortos-vivos (Anita Rocha da Silveira, Brasil, 2012, 19min)

17h - Debate com a pesquisadora e jornalista Laura Loguercio Cánepa e a cineasta Gabriela Amaral Almeida

20h - Ao cair da noite (It Comes At Night, Trey Edward Shults, EUA, 2016, 92min, DCP)

Domingo, 10 de setembro

15h45 - Boa noite, mamãe

17h30 - Mate-me por favor (Anita Rocha da Silveira, Brasil, 2016, 104min, DCP)

19h30 - O bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby, Roman Polanski, EUA, 1969, 136min, digital)

Terça-feira, 12 de setembro

16h15 - Primavera

18h10 - A bruxa

20h - Personal Shopper

Quarta-feira, 13 de setembro

16h - Sessão de curtas

17h30 - Mate-me por favor

19h30 - Ao cair da noite

Quinta-feira, 14 de setembro

15h - O som ao redor

17h30 - Babadook

19h30 - Síndromes e um século


Por Juliana Varella

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