Guia da Semana
Cinema
Por Amanda Matos

Vidas Irlandesas: O Cinema de Alan Gilsenan

Programação inclui cinebiografias de artistas e personalidades históricas irlandesas.

Eliza Lynch: Queen of Paraguay (Foto: Divulgação (via assessoria de imprensa - Marra Comunicação))

Este evento terminou

Vidas Irlandesas: O Cinema de Alan Gilsenan

Preço Grátis

Data 15 Ago 2019-18 Ago 2019

Preço(s) retirada na bilheteria com 1h de antecedência ao início da exibição

Horário(s) quinta, sexta, sábado e domingo

Endereço
Largo Senador Raul Cardoso, 207, Sul 04021-070

A mostra cinematográfica Vidas Irlandesas: O Cinema de Alan Gilsenan acontece na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, entre os dias 15 e 18 de agosto. A programação gratuita apresenta ao público brasileiro cinebiografias diversas assinadas pelo renomado diretor irlandês Alan Gilsenan.

São documentários biográficos sobre a vida de importantes poetas, dramaturgos, artistas e psiquiatras irlandeses, tais como W. B. Yeats, Paul Durcan, Tom Murphy, Liam Clancy, Sean Scully e Ivor Browne. As obras contemplam, ainda, personalidades irlandesas inseridas na história e cultura da Irlanda e da América do Sul, como Patrick Pearse, Roger Casement e Eliza Lynch.

A abertura, no dia 15 de agosto, será com a exibição do filme "W. B. Yeats: uma visão" – e incluirá, também, o lançamento do livro "Vidas irlandesas: o cinema de Alan Gilsenan" (PPGI/UFSC e Insular, 2019), organizado por Beatriz Kopschitz Bastos e José Roberto O’Shea. O diretor Alan Gilsenan estará presente em todas as sessões da mostra.

O evento explora as possibilidades de o cinema representar biografias com perspectivas paralelas àquelas de escritos históricos e convencionais, de maneira criativa e questionadora, com foco em alguns dos títulos mais desafiadores do diretor.

Confira a programação completa:

15 de agosto, às 19h30 | B. YEATS: UMA VISÃO
O filme é uma resposta ao vasto conjunto da obra do célebre escritor irlandês, vencedor do prêmio Nobel, W. B. Yeats, recorrendo a um formato experimental: filme-poema. Utilizando somente palavras de Yeats, o filme leva o espectador em uma viagem cinemática através da imaginação do autor, o que estabelece esse documentário como uma biografia não convencional. Pouco é realmente conhecido da complexa vida do escritor, apesar de seu perfil popular e sua função turística e cultural. Yeats imaginou sua própria vida nas páginas, criando o próprio roteiro, um aspecto que o filme encapsula pela imersão em sua obra.


16 de agosto, às 19h | ENCONTROS COM IVOR
Um documentário sobre a vida e a obra de Ivor Browne, o renomado psiquiatra irlandês, que tem sido visto como uma presença central no contexto da saúde mental na Irlanda. Seu trabalho pioneiro, e muitas vezes controverso, em favor daqueles que não têm voz, é mundialmente conhecido. O filme captura a essência de Browne, abordando temas como o tratamento excessivo de doenças psiquiátricas por meio de drogas e os limites da terapia. Mediante uma representação fílmica peculiar e desafiadora, o retrato de uma figura cheia de energia e compaixão é delineado, oferecendo uma esperança inovadora no cenário da saúde mental.


16 de agosto, às 21h | PAUL DURCAN: A ESCOLA ESCURA, 1944-1971
Documentário no qual o poeta Paul Durcan relembra os eventos de seus primeiros vinte e sete anos de vida, enquanto recita trechos de seus poemas. Entrevistas de Durcan em um estúdio são entrecortadas com sua poesia e pensamentos, cenas de filmes caseiros, fotografias e imagens impressionistas. O poeta discute temas como sua infância em Dublin, a relação com seus pais – em especial, a convivência problemática com o pai – suas experiências em uma instituição mental, as amizades, o casamento e as inspirações artísticas, entre outros assuntos que caracterizaram seu trabalho poético nos anos iniciais de sua carreira.


17 de agosto, às 18h | CANTE PARA SEMPRE (17/08, às 18h)
O filme apresenta um retrato extremamente pessoal e poético do dramaturgo Tom Murphy, autor de peças marcantes no teatro irlandês contemporâneo. A abordagem temática propõe um olhar aprofundado sobre um homem discreto atrás de um mito público, um enigma interpretado por meio do sofrimento que envolve e inspira suas realizações. O lado obscuro e complexo da personalidade de Murphy é levado em consideração no documentário, observando o status do dramaturgo no cenário teatral irlandês e, simultaneamente, demonstrando que suas obras provêm de uma fonte de inquietações e depressão.


17 de agosto, às 19h30 | A TELA MALDITA
Uma jornada que mostra as conexões entre o mundo do boxe e da arte, o filme tem como foco capturar as especificidades do pugilismo e seu apelo duradouro, ao mesmo tempo em que sobrepõe a presença da arte nesse universo, abordando o processo criativo do artista plástico irlandês, Sean Scully. As conversas e discussões no documentário, de certa forma, reforçam a herança convencional e patriarcal de homens que reconstroem a memória das histórias de boxe. Contudo, tal discurso é interrompido por diferentes intervenções, como, por exemplo, o uso da arte abstrata, a inserção de vozes incomuns no contexto e imagens de paródia. A composição do filme é eclética e tem o objetivo de apresentar uma interpretação incomum do mundo do boxe e da arte.


17 de agosto, às 21h | THE YELLOW BITTERN: A VIDA DE LIAM CLANCY
O filme mapeia a notável ascensão à fama dos irmãos Clancy e Tommy Makem, considerados tanto como a verdadeira personificação da música tradicional popular irlandesa quanto como a representação dos excessos da cultura irlandesa nos palcos. Apesar disso, suas canções fazem parte da trilha sonora da nação irlandesa. O documentário conta a história dos músicos, desde o começo, no condado de Tipperary, até a década de 1960, quando ultrapassaram os Beatles em vendas de discos e influenciaram artistas como o jovem Bob Dylan e Pete Seeger. A narrativa se concentra na vida pessoal de Liam Clancy, o mais jovem dos irmãos, e seu lado obscuro e problemático, uma força potente na criação de mitos que envolvem o legado musical irlandês.


18 de agosto, às 17h | OS ESCRITOS DE PEARSE
O filme oferece uma montagem dramática dos escritos de Patrick Pearse, figura notável na cultura irlandesa e na história do Levante de Páscoa, na Irlanda, em 1916. A narrativa constrói uma visão artística sobre a vida e a morte do ícone nacional irlandês, refletindo acerca de sua controversa presença. O emprego de imagens de arquivo é extenso no filme, além do uso de narrações dos escritos criativos de Pearse. Sem intenções didáticas ou conclusivas, o filme aborda a vida e o trabalho da famosa figura da história irlandesa através de uma perspectiva artística, explorando seu impacto emocional na sociedade.


18 de agosto, às 18h30 | ELIZA LYNCH: RAINHA DO PARAGUAI
O documentário conta a história da irlandesa Eliza Lynch, a “rainha do Paraguai”, abordando assuntos como fome, guerra e riqueza, assim como relações familiares, amor e perda. Apesar de historicamente ter obtido status de heroína da América do Sul, Lynch é pouco conhecida, o que torna o filme uma importante obra na restauração da memória nacional. Ao explorar a relação de Lynch com o ditador paraguaio Francisco Solano López, o filme inclui a história da devastadora guerra entre o Paraguai e os países vizinhos – Brasil, Argentina e Uruguai – a qual dizimou grande parte da população paraguaia. Por meio de uma mescla de entrevistas e reencenações da vida de Lynch, o documentário resgata a humanidade da figura irlandesa no contexto histórico internacional.


18 de agosto, às 20h | O FANTASMA DE ROGER CASEMENT
O documentário explora a trajetória de Roger Casement, uma figura notável na história da Irlanda devido a seu ativo envolvimento com questões políticas e sociais, sobretudo durante o Levante da Páscoa, em 1916. O filme, em duas partes, narra primeiramente a vida de Casement até sua prisão em 1916, retratando sua infância e seu trabalho como Cônsul e ativista humanitário no Congo e na Amazônia. A segunda parte tem como foco a prisão e execução de Casement, além do aparecimento dos “diários negros” e da discussão acerca de sua autenticidade. O documentário reflete sobre a complexidade da vida de Casement e sobre memória nacional e veracidade histórica.


Por Amanda Matos

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