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Por Redação Guia da Semana

Vapor no balneário

Um refúgio para homens que querem cuidar do corpo e da mente, bem no centro de São Paulo. Descubra o Balneário Maria José.

A piscina de ofurô é um dos banhos e tratamentos oferecidos no Balneário (Divulgação)

Vapor no balneário

Preço(s) R$ 42,50 a diária.

Horário(s) 13h às 22h; 9h às 21h aos sábados.

Rua Barra do Tibagi, 562, 01128-000

Telefone (11) 3221-5421

Para a maioria das pessoas, balneário é sinônimo de cidade com praias ou águas termais e minerais. Só que, na definição do Dicionário Houaiss, a palavra significa também "edifício especialmente construído para banhos, com piscinas, banheiras, duchas e termas". Mas o que isso tem a ver com o bem-estar no centro de São Paulo? Tudo, se o lugar a ser visitado for o Balneário Maria José. Essa casa que fica no tradicional bairro do Bom Retiro oferece uma série de tratamentos para relaxar e se desligar do estresse urbano. Inclusive uma sauna.

 

Mas no Bom Retiro? Isso mesmo: o bairro das confecções e do vestuário ainda tem as ruas sempre cheias de mulheres que procuram roupas a baixos preços e de boa qualidade. Só que também é conhecido pelo inusitado e não-óbvio balneário, que fica em uma rua mais reservada, na Barra do Tibagi. Ali, a preferência indiscutível da clientela - masculina - é pela sauna. "Tem cliente que entra, passa pela sauna e dorme profundamente na área de descanso, coisa que ele não conseguiria na casa dele", conta um dos proprietários do estabelecimento, Douglas Cebollini, filho do seu Walter - que construiu o balneário em 1970. "Ele tinha uma loja de departamentos no Bom Retiro e, onde é a sauna hoje, era o depósito da loja. Como meu pai gostava muito de sauna, ele acabou montando uma no depósito, que tem 1.200 m2 de área construída", conta. Como o local começou a ficar mais conhecido e ele passou a se dedicar mais a ele, seu Walter comprou o terreno vizinho para fazer o estacionamento. Mais tarde, fechou a loja e ficou somente com o balneário, que atende exclusivamente aos homens. "O negócio é familiar e a sauna, também", frisa.

 

Douglas reforça que o balneário é um dos poucos em São Paulo que prezam pelo bom atendimento e clima respeitoso. "Quando as pessoas ligam para se informar, nós já avisamos que o ambiente é familiar", adverte. Ou seja: crianças, adultos e idosos podem desfrutar de um local onde podem relaxar e tomar banhos sem o menor risco de serem incomodados.

 

Mas o público feminino não se interessa em ter uma sauna para elas? "No começo, a sauna abria duas vezes por semana para as mulheres, mas a procura era pequena. São mais os homens que vêm para cá. As únicas mulheres que vêm aqui são a manicure e a esteticista", conta. Aliás, esses são alguns dos serviços que o balneário oferece aos frequentadores: há também massoterapeutas, que oferecem massagem relaxante. "Os massagistas são homens", completa.


Somente eles oferecem os serviços na área interna do balneário, onde estão as piscinas quente e fria, além do ofurô. Nessa área, os homens podem andar de roupão ou nus. Há um quadro com orientações para quem for utilizar a sauna. "Antes de entrar, toma-se um banho para limpar os poros. O tempo dentro da câmara varia, mas geralmente eles podem ficar uns 10 minutos ou o quanto aguentar", ensina.


Cebollini explica que a energia térmica da sauna vem de um forno a lenha, que fica na parte externa do edifício. "É um calor natural, não tem eletricidade nem gás". Esse calor é levado aos três tipos de sauna do balneário: a finlandesa, alimentada por uma serpentina que sai de uma caldeira, a seca e a vapor. Embora todas tenham seus benefícios, como a eliminação de toxinas através do suor e o relaxamento, cada uma tem suas particularidades. A finlandesa, a vapor, faz o trabalho de desintoxicação e revigoração. A sauna seca é mais indicada para quem tem artrite e artrose, por ativar a circulação. Já para quem tem rinite, asma ou está gripado, a sauna úmida é um ótimo remédio porque ajuda a descongestionar as vias aéreas. "Colocamos folhas de eucalipto, erva-cidreira e manjericão. Quando sai o vapor o cheiro é natural, não tem essências", diz. A temperatura média das câmaras gira em torno de 60ºC a 70ºC na sauna a vapor.

 

Outro tratamento disponível no balneário, ainda na sauna a vapor, é uma espécie de banho com as folhas do eucalipto, que são amarradas como se fossem um espanador, chamado de "banho de vassourinha". O maço com as ervas é mergulhado em água e sabão, e aplicado no corpo. Segundo Cebollini, esse banho é muito bom para limpar a pele. Depois, toma-se um banho frio. "A pessoa sai tão relaxada que não tem vontade de fazer mais nada", brinca.

 

Qualquer pessoa pode aproveitar a sauna, sem restrições à saúde. O único cuidado é para quem tem baixa pressão arterial: por dilatar os poros e causar relaxamento, há a possibilidade de a pressão cair ainda mais. "Temos um funcionário antigo aqui da casa, que é treinado para ajudar nesses casos. Os massagistas também têm experiência para socorrer, se alguém passar mal", explica.


Com tantos benefícios agregados, o balneário - que é assiiim... uma Brastemp! - virou ponto de encontro entre amigos. Além das saunas, o local abriga uma lanchonete que serve saladas, lanches, sucos, refrigerantes, cerveja e vinho, uma área de descanso com televisão, acesso à Internet wi-fi e um terraço para fumantes. "Temos clientes que nos avisam que vão parar de frequentar a casa porque abriu uma sauna no prédio deles. Mas um mês depois, eles retornam. ´Lá não tem graça, não tem gente para conversar´, eles nos contam", brinca Cebollini. 



Mapa do local

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