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Por Redação Guia da Semana

Arte Oshibana

A curiosa e ainda desconhecida arte japonesa de prensar flores e folhas para montar quadros ganha uma exposição em São Paulo.

Este evento terminou

Arte Oshibana

Data 04 Jun 2011-17 Jun 2011
De 11 a 17 de junho de 2011.

Preço(s) Grátis.

Horário(s) Diariamente, 24h.

Exposição: Outros

Rua Peixoto Gomide, 707, 01409-001

Telefone (11) 3018-1848

Oshu significa prensar e bana, flores, ambos na língua japonesa. Juntos, dão nome a essa arte que consiste em desidratar e prensar flores e folhas para compor quadros de uma beleza ímpar. É o que traz a mostra Oshibana Art - Arte com Flores Prensadas, que acontece entre 11 e 17 de junho, no hotel Blue Tree Premium Paulista, em Cerqueira César. Uma curiosidade sobre a arte é que ela não surgiu na terra do sol nascente, mas sim na Europa. "Não se sabe a data exata, mas por volta do século 16, na Itália e na Inglaterra, foram encontrados objetos em moldura com flores naturais. A arte só chegou ao Japão no século 19", conta Mirian Tatsumi, organizadora da exposição e fundadora da Escola Oshibana Art, onde também dá aulas dessa delicada arte. Embora a oshibana hoje tenha o status de arte, a ideia de desidratar plantas é de ordem mais prática: facilitava o transporte das ervas medicinais sem perder muito das suas propriedades terapêuticas. Isso valia muito, devido às enormes distâncias percorridas por navios ou em caravanas a cavalo. "Médicos e botânicos usavam as plantas secas em chás e remédios", explica. As 70 peças em exposição no Blue Tree mostram um pouco da obra de Mirian e a delicadeza de lidar com materiais tão frágeis, como as flores e folhas. Os quadros, que são assiiim... uma Brastemp, têm seus desenhos feitos a partir dessas ervas desidratadas e tratadas com um cuidado especial. Tudo começa no processo de desidratação das plantas. Primeiro, ela as prensa em papeis, depois são colocadas em um envelope especial para que a água saia. Isso conserva as cores das flores. "O quadro é montado a vácuo, para não entrar ar. Assim a gente eterniza a arte", conta. Uma vez prontas para serem utilizadas, as peças são colocadas uma a uma com cola atóxica e sem água. Embora esse seja um procedimento mais eficiente e rápido, desenvolvido pelos japoneses, a paciência oriental ensina: tem que ir devagar e com cuidado, para não danificar a planta. Mesmo porque ela pode ter um significado para lá de especial. "Recebo pedidos para trabalhar buquês de noiva, para eternizar as flores. Eu desidrato pétala por pétala, depois monto tudo de novo e coloco em um quadro. Já me pediram também para fazer a mesma coisa com as rosas que Roberto Carlos joga para a plateia", conclui. Foto: Divulgação

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