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Por Redação Guia da Semana

As Águas de São Paulo

E não são as chuvas que despencam na capital paulista. Em mais uma reportagem curiosa sobre os bairros de São Paulo, o Guia Não Óbvio conta a história de três localidades que têm "água" no nome..

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As Águas de São Paulo

Data 11 Mar 2011-31 Dez 2011
Depende de cada estabelecimento.

Preço(s) Depende de cada estabelecimento.

Horário(s) Depende de cada estabelecimento.

Avenida Professor Francisco Matarazzo, 455, Oeste 00000-000

Telefone (11) 3865-4131

Água BrancaDuas são as histórias que contam o porquê do bairro da zona oeste ter esse nome. Uma delas é o córrego Água Branca, que ainda existe e que, hoje, de branco só tem o nome - o rio sofre frequentemente com o despejo de entulho dos moradores da vizinhança. Outra origem é a Chácara Água Branca, uma das que pertenceram a José Oswald de Andrade - pai do escritor paulistano Oswald de Andrade. Essa e outras chácaras ficavam em uma área muito extensa, que começava na avenida Paulista e ia até a várzea do rio Pinheiros. A região começou mesmo a se desenvolver com a construção da estação de trem Água Branca, da São Paulo Railway Company. A linha, que saía da estação da Luz, chegou até Campinas, que havia se transformado no novo paraíso do café. Algumas décadas mais tarde, foi inaugurado outro propulsor no desenvolvimento do bairro, que fica dentro do subdistrito da Lapa: o Parque da Água Branca. O local começou como uma escola de horticultura e cultivo de frutas, em 1904, para os agricultores poderem melhorar e aumentar a sua produção. Somente em 1929 ele foi inaugurado como Parque da Água Branca: recebeu a diretoria de Indústria Animal e se tornou um centro de referência na agricultura na época. Hoje, o local - que oficialmente se chama Parque Dr. Fernando Costa -, ainda abriga algumas secretarias do governo do estado, mas também tem atrações abertas a todos, como o Aquário, com peixes das bacias hidrográficas de São Paulo e outras regiões, o Museu Geológico e o Relógio de Sol - e ganha milhares de cores, que fazem companhia à cor branca que dá nome ao parque e ao bairro. Água FundaLiteralmente, das profundezas. Do Parque do Estado, localizado entre os bairros do Sacomã e Ipiranga, saem as nascentes do rio onde D.Pedro I gritou o definitivo "Independência ou morte", em 1822. A região já era considerada importante para a nascente cidade, porque abastecia os habitantes da zona sul. A terra era generosa: além das nascentes, ali havia uma fonte de água mineral dentro do sítio de um português. O terreno ficava ao lado de uma estrada - que não à toa levou o nome de Água Funda e acabou batizando o local. O sítio não existe mais, mas a via ainda está em pleno funcionamento e é um dos caminhos que liga o parque às cidades de São Bernardo do Campo e Diadema. Já o parque, hoje, se chama Parque Estadual Fontes do Ipiranga e, nos seus mais de 5 mil m2 de área, abriga o Zoológico, o Jardim Botânico, o Centro de Exposições Imigrantes e o Parque de Ciência e Tecnologia da USP: um prato cheio para os amantes da astronomia. Entre suas várias atrações, uma visita ao telescópio que fica no extinto observatório - que permite ver o universo de maneira mais profunda - e resgatar a origem do nome do bairro. Água RasaLocalizado na zona leste, o ribeirão Tatuapé, que corria livre, leve e solto nos idos de 1700 - e, ao contrário do que se imagina, não tem nada a ver com a presença de tatus na região - acabou dando nome ao bairro: em tupi-guarani, significa "caminho curto" e "caminho raso". Um trecho do riacho era muito raso mesmo e os moradores acabaram chamando aquele parte do Tatuapé de Água Rasa. É outra região de grande importância histórica: lá morou o padre Diogo Antonio Feijó, conhecido como Regente Feijó que, entre outros feitos, foi um dos mandatários do Brasil enquanto D. Pedro II ainda não atingia a maioridade. Feijó tinha uma chácara, adquirida mais tarde pela professora Anália Franco, que usou as instalações para montar uma das suas várias escolas gratuitas para meninas e meninos. A fama da professora ultrapassou fronteiras e o tempo: a região, com cerca de 2 mil m² de área, levou o nome de Jardim Anália Franco em homenagem a ela - e, claro, muitos empreendimentos levam o nome da professora, como o shopping Anália Franco. Outra curiosidade sobre o bairro - além de não ter mais o tal ribeirão raso - é a grande quantidade de times de futsal amador. Um deles é o Pega Eu. O nome não esconde: a mãe de um dos fundadores do clube sempre ia buscá-lo no bar "armada", com um pau de macarrão. O time não tem quadra, mas treina no espaço cedido pelo Lestinho Futebol Clube. E para ganhar do Pega Eu tem que ser bom: o time está sempre entre os primeiros no campeonato da modalidade.Foto: Divulgação

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