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Por Redação Guia da Semana

Não querem acreditar...

Reis da música e da cultura pop também morrem. Pela continuidade de suas obras, é compreensível que fãs façam com que continuem vivos. Vale até criar teorias de conspiração ao redor das mortes.

Foto: Getty Images


Que Pelé é eterno, todos já sabem. Com muito mais mistérios e uma boa dose de criatividade, os reis da música também se tornam eternos. Antes, durante, ou até depois da (suposta) morte. O universo pop parece ser propenso a teorias da conspiração. O público parece gostar ainda mais delas.

Todo beatlemaníaco já ouviu a história de que Paul McCartney bateu as botas. Tanto que, na capa do álbum Abbey Road, foi retratado pelo suposto sósia descalço, assim como é feito com todo defunto que se preze, na Inglaterra. No final da música I´m So Tired, surge a voz de Lennon homenageando o nascimento de um dos filhos do amigo, dizendo Paul is daddy (Paul é pai) que, para muitos, é ouvida como Paul is dead (Paul morreu).

O menos glamouroso Maniac Street Preachers também já foi alvo de conspiração com o desaparecimendo do depressivo vocalista Richey James em 1995. Depois de sair de um hotel, seu carro foi multado e encontrado abandonado perto da ponte Severn, local conhecido por atrair suicidas. Foi declarado presumidamente morto em dezembro de 2008, mas, para os fãs, a ausência do corpo (que, de fato, jamais foi encontrado) é a prova de que ele está por aí.

Jim Morrison é outro dos grandes astros cuja morte é cercada de mistérios. Dizem que sua namorada encontrou-o morto na banheira de um hotel em Paris entre 2 e 3 de julho, mas a notícia só foi divulgada 5 dias depois. A embaixada americana na França não sabia que o músico estava por lá, o que gera dúvidas sobre a causa de sua saída clandestina dos Estados Unidos. O baterista do The Doors afirmou que o caixão estava demasiado leve para ter alguém dentro e afirmou que Morrison, que media mais de 1,80m, jamais caberia em um envólucro para alguém de 1,70m. Para jogar álcool no fogo conspiratório, diz-se que o escritor Thomas Pynchon, que jamais apareceu à mídia, é o pseudônimo atual do (vivo, claro) Morrison, pois mistura física, filosofia, mitologia, ocultismo e música pop em suas obras.

E o Rei do Rock, Elvis? Os fãs convictos do pai dos topetes e do rebolado são os maiores defensores da ideia de que "para você desaparecer, basta tornar-se conhecido o suficiente a ponto de gerar diversos imitadores". Pois é, no auge da conspiração, diz-se que o verdadeiro Elvis está vivo e ganhando a vida em Las Vegas, fazendo covers de... Elvis Presley. Com o mesmo vozeirão, alguns quilinhos a mais ao redor de sua famosa pélvis, a mesma roupa branca com franjinhas douradas.

Michael Jackson, curiosamente ex-genro do Rei do Rock, está escondido no Bahrein, onde pode usar burca o dia inteiro. A foto do cantor entubado é falsa, pois sua pele está morena como na década de 80. Aquele seria E. Casanova, um dos covers (esse sim, moreno) mais parecidos com Jackson e que, em 2007, anunciou o fim da carreira por estar com uma grave doença.

As imagens do dia da morte de Jackson, oriundas do circuito interno de segurança da mansão, simplesmente não foram encontradas. No filme This Is It, em nenhum momento se menciona a morte de Jackson e o equipamento de alta definição, caro demais para ser usado em um simples ensaio, estava alugado até (coincidentemente) a data da morte do cantor. O domínio www.michaeljacksonhoaxdeath.com (algo como a morte forjada de Michael Jackson) foi registrado poucas horas após a morte. Na autópsia, o cantor estava forte e em ótima saúde, contrastando com os relatos de magreza doentia e câncer.


Conspiratórios ou não, eternos como Pelé ou não, a verdade é que a cultura pop mexe com o imaginário. Um trabalho de pesquisa por fontes usualmente pouco confiáveis permite que fãs imaginem, sonhem e até vejam seus ídolos pelas ruas. E você, já viu algum por aí?

Quem é o colunista: Jornalista, músico e só usa meias brancas e calçados pretos, igual ao Michael Jackson.

O que faz: Jornalista do Guia da Semana, compositor, violonista e cantor.

Pecado gastronômico: Chocolates, churrasco (feito por mim) e molho de alho caseiro da vó!

Melhor lugar do Brasil: Qualquer um que comporte a equação praia +violão + amigos.

O que ele ouve no carro, em casa e no IPod: Um pouco de tudo e de tudo um pouco.

Fale com ele: [email protected] acesse o site da sua banda!


Atualizado em 6 Set 2011.

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