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Por Redação Guia da Semana

Simplesmente Chico...

Xodó das mulheres, cantor traz toda a herança cultural da família Buarque de Hollanda.

Por Humberto Baraldi


Divulgação

Filho do historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda e de Maria Amélia Cesário Alvim, e sobrinho do célebre dicionarista Aurélio Buarque de Hollanda, o compositor, intérprete, poeta e escritor Francisco Buarque de Hollanda, ou simplemente Chico Buarque, é hoje uma referência obrigatória em qualquer citação à música brasileira. "Não tenho palavras para descrever este ícone da cultura nacional. Ele é simplesmente apaixonante", comenta Chico Batera, baterista há mais de 30 anos do "queridinho" da mulherada.

Carioca da gema, quando pequeno morou em São Paulo e até em Roma. Nesta mesma época, o astro teve contato com grandes personalidades da cultura brasileira, como Vinicius de Moraes, Baden Powell e Oscar Castro Neves, amigos de seus pais e da sua irmã mais velha, Miúcha, também cantora e violonista.

Em 1964, começou a se apresentar em shows de colégios e festivais e no ano seguinte gravou o primeiro compacto, com os hits Pedro Pedreiro e Sonho de um Carnaval. A partir daquele momento, o "boa pinta" não parou mais de compor e se apresentar, participando de festivais internacionais de música, além de atuar no programa O Fino da Bossa, da TV Record.

Ainda em 65, fez a trilha da obra Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. O trabalho teve repercussão em todo país e atingiu a França.

Com o Festival da Record de 1966, tornou-se conhecido no Brasil inteiro por sua melodia A Banda, interpretada por Nara Leão. O hit conseguiu o primeiro lugar do concurso, empatado com Disparada, de Geraldo Vandré e Theo de Barros.

Na volta ao país, após morar um ano na Itália, fez música para cinema e gravou um de seus discos mais bem-sucedidos, Construção.

Censurado pela ditadura militar, Chico chegou a usar o pseudônimo Julinho de Adelaide para assinar algumas de suas composições, como Acorda, Amor.

Para o teatro, escreveu Gota D´Água e a Ópera do Malandro. Como escritor, lançou sucessos como Estorvo, Benjamin e Budapeste. Depois disso voltou a dedicar-se à música, lançando Paratodos em 1993 e As Cidades em 1999, ambos com amplas turnês pelo Brasil e exterior.

Para quem não lembra, em 1998, Chico foi enredo da Mangueira, que ganhou o desfile daquele ano.

Com um elenco recheado por nomes como Marçal, Ana Belém, Nara Leão, Zeca Pagodinho, Sergio Endrigo, Nana Caymmi, Johnny Alf, Pablo Milanés, João do Vale, Dionne Warwick, Miúcha, Tom Jobim e Elba Ramalho, o CD Duetos, um dos principais da carreira, foi lançado em 2002 e reúne 14 das mais de 200 participações de Chico cantando com outros artistas.

Após 8 anos sem gravar um disco de inéditas, Buarque lançou o CD Carioca, em 2006. São 12 faixas, algumas em parceria com ao artistas Edu Lobo, Ivan Lins e Tom Jobim. "O artista não cansa de fazer o que mais gosta: arte", acredita Chico Batera.

Atualizado em 6 Set 2011.

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