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Por Redação Guia da Semana

Vacas sagradas

Por Gabriela Sampaio do Taste




Com 28 anos de estrada, o U2 já fez rock de protesto, bebeu da fonte americana, voltou às suas raízes européias e flertou abertamente com a música eletrônica. O vocalista, Bono, fez uso de dois alter-egos e parece ter também usado todo tipo de penteado possível. A banda, uma das mais influentes das décadas de 80 e 90, já é vaca sagrada nas fileiras do rock e sobreviveu como poucas à notória transietoriedade do universo pop.

Depois de um hiato de quatro anos, - desde All That You Can´t Leave Behind - o U2 voltou a chamar a atenção da mídia e de sua legião de fãs com o lançamento do álbum How to Dismantle an Atomic Bomb, 14º na carreira do quarteto de Dublin. O resultado é que Bono e sua turma foram parar nas primeiras posições das paradas inglesa e irlandesa.

Porto seguro para fãs do bom e velho U2, How to Dismantle an Atomic Bomb não brinca com as últimas novidades da música. Pelo contrário, em suas onze faixas a sensação é que a banda foi buscar elementos essenciais de cada um de seus álbuns e encaixou-os neste disco. Por isso não estranhe se sentir ecos de Walk Away e Gloria em Vertigo - primeiro single do álbum - ou The Fly em All Because of You. O disco também é totalmente permeado pela guitarra de The Edge, o ruído sônico que distinguiu o U2 de todas as outras bandas.

How to Dismantle An Atomic Bomb - que em português significa "como desmontar uma bomba atômica"- também conta com uma canção épica sobre a Aids, Miracle Drug, e Yahweh, de tema religioso, algo reincidente no U2, uma banda abertamente cristã. O disco contou com cinco produtores, dentre eles Steve Lillywhite, Nellee Hooper e Flood, que já haviam trabalhado com a banda antes.

O álbum não chega a ser o mais brilhante da história da banda e com tantos anos de estrada mesmo os fãs ficam divididos em apontar quais os melhores trabalhos do U2: existe a ala dos conservadores, que elege discos como The Joshua Tree e os destemidos, que vêem Achtung Baby como o mais genial do quarteto. Mas quase balzaquiano, o U2 não tem do que reclamar. Chegou até aqui quase intacto, sem ter que fazer muitos malabarismos para arrebanhar fãs. Sua fórmula é do mesmo rock ´n´ roll sincero tocado desde o início. O U2 quer salvar o mundo. E eles acreditam nisso.


Veja o clipe da música Vertigo
Ouça a música Yahweh Gabriela Sampaio é repórter do site Taste, empresa parceira do Guia da Semana. Visite: www.taste.com.br

Atualizado em 6 Set 2011.

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