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Teatro
Por Redação Guia da Semana

Baby, O Musical

A peça, em cartaz no Rio de Janeiro, mostra as diferentes maneiras de se encarar a espera pelo filho.

Foto: Divulgação


O Teatro João Caetano, no centro da cidade do Rio de Janeiro, é palco da montagem brasileira de Baby, O Musical. Movido pela minha paixão pelo gênero teatral, fui à cidade para conferir a estreia da produção que conta com direção de Fred Hanson e produção de Eduardo Bakr e Tadeu Aguiar.


A trama conta como a gravidez afeta a vida de três casais. O primeiro é formado por dois jovens ainda na universidade que são pegos de surpresa pelo filho a caminho. Sabrina Korgut - veterana dos musicais - e Olavo Cavalheiro dão vida aos personagens que mudam sua rotina na espera do bebê. A atriz, que está afastada das apresentações devido a um acidente, deve retornar em breve aos palcos.


Na estreia, Olavo foi acompanhado pela atriz Daíra Saboia. A dupla emocionou a plateia ao expor seus dramas de forma tão convincente e mostrou que o verdadeiro amor supera qualquer dificuldade que possa aparecer no caminho. Apesar de novos, os dois mostram uma segurança em cena e não fazem feio no vocal.

Amanda Acosta - que foi integrante do Trem da Alegria e protagonizou os musicais My Fair Lady e Esta é a Nossa Canção - e André Dias - presente no elenco de grandes musicais como Avenida Q - são os atores que interpretam o segundo casal que luta para engravidar.


Os dois mostram que estão no auge de sua carreira com um trabalho limpo e gostoso de assistir. Não é difícil se perceber torcendo para que o sonho do casal se realize. André e Amanda souberam aproveitar os momentos cômicos de seus papéis com perfeição e sem exageros.


A terceira dupla é formada por Tadeu Aguiar e Sylvia Massari que dispensam apresentações, mas puderam ser vistos recentemente em Esta é a Nossa Canção e A Gaiola das Loucas, respectivamente. Na história, o casal de meia idade tem três filhas e, ao comemorar 30 anos de casamento, descobre que o quarto descendente está para chegar. Enquanto ele quer muito viver a aventura de ser pai novamente, ela já não tem tanta certeza.


Os veteranos de palco formam o mais denso casal da trama e conseguem mostrar a alegria e a angústia dos seus personagens com maestria. Os dois conseguem fazer o público sair tocado pelo drama que o casal vive, mas também esperançoso e acreditando no amor.


Apoiando este elenco de peso, existe um coro composto, em sua maioria, por jovens atores e atrizes. Eles são responsáveis por ligar as cenas e, em casos excepcionais, substituir os atores principais em seus papéis. Apesar de uma participação reduzida, alguns conseguem arrancar boas risadas da plateia em suas pequenas cenas.

A produção é um musical família que consegue levar do riso ao choro em poucos minutos. Apesar de um começo lento, quando a história engrena, a plateia se vê envolvida de tal forma que, mais do que se deixar levar por aqueles personagens, sonha com eles.

Leia as colunas anteriores de Guilherme Udo:

Duas comédias para três gigantes

Festival de Curitiba 2011

Muito além do humor

Quem é o colunista: Um pedaço da loucura desse mundo!

O que faz: Um radialista que trabalha como jornalista e se aventurou por outras áreas, como o teatro.

Pecado gastronômico: Frozen yogurt com granola.

Melhor lugar do mundo: Plateia de um teatro ao lado de amigos.

O que está ouvindo no carro, iPod, mp3: Complicado! Sempre vario muito, mas normalmente são trilhas de musicais da Broadway, como Spring Awakening.

Para falar com ele: Visite seus sites www.guilhermeudo.com, http://www.enteatro.com.br/ ou siga-o no Twitter.


 


 



Atualizado em 6 Set 2011.

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