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Por Redação Guia da Semana

6 motivos para assistir à peça “Dogville”, com Mel Lisboa e Fábio Assunção

Adaptação do filme de Lars Von Trier fica em cartaz no Teatro Porto Seguro até 20 de março.

Foto: Ale Catan/Divulgação (via assessoria)

Há quinze anos, o ousado e polêmico diretor Lars Von Trier desenhou um cenário no chão de um palco e rodou um filme arrebatador e intelectualmente interessante: "Dogville". Com três horas de duração, o longa pesado e intenso é um dos seus maiores sucessos.

Anos depois, uma adaptação para o teatro une Zé Henrique de Paula, Mel Lisboa, Fábio Assunção e mais quinze atores que sincronizam passos, diálogos e sentimentos que ultrapassam o palco e deixam a plateia estarrecida.

Em cena, temas atuais que nos fazem refletir sobre a desconfiança do bem e o altruísmo aparente. Em cartaz no Teatro Porto Seguro até dia 20 de março, o Guia da Semana lista os motivos pelos quais você deveria investir o seu tempo na peça. Confira:

ENREDO

Foto: Ale Catan/Divulgação (via assessoria de imprensa)


A história se passa nos anos 30, em Dogville, um lugar impopular nas Montanhas. Grace aparece no lugar ao tentar fugir de gângsters, mas não é muito bem recebida. Com o apoio de Tom Edison, o auto-designado porta-voz da pequena comunidade, a moça é escondida pela pequena cidade e, em troca, trabalha para eles. Fica acertado que após duas semanas ocorrerá uma votação para decidir se ela fica.

Após este "período de testes" Grace é aprovada por unanimidade, mas quando a procura por ela se intensifica os moradores exigem algo mais em troca do risco de escondê-la. É quando ela descobre de modo duro que nesta cidade a bondade é algo bem relativo, pois Dogville começa a mostrar seus dentes. No entanto Grace carrega um segredo, que pode ser muito perigoso para a cidade.

ELENCO

Ao lado de Mel Lisboa, que interpreta Grace no papel principal, estão Fabio Assunção, Bianca Byington, Eric Lenate, Rodrigo Caetano, Anna Toledo, Marcelo Villas Boas, Gustavo Trestini, Fernanda Thurann, Thalles Cabral, Chris Couto, Blota Filho, Munir Pedrosa, Selma Egrei, Fernanda Couto e Dudu Ejchel.

Com 15 atores em cena, cada um deles tem uma personalidade forte e extremamente particular. Com exceção de Mel Lisboa e Eric Lenarte (narrador), todos possuem papéis relativamente pequenos, mas com suas particularidades exploradas em recortes interessantes que intercalam com o andamento da peça.

PROJEÇÕES E CADEIRAS

A peça usa a tecnologia para remeter ao cinema ao mesmo tempo em que enriquece as cenas; fato curioso, tendo em vista que Lars Von Trier fez referência ao teatro ao criar o cenário desenhado com giz, no chão de um palco.

Entretanto, as projeções não são meramente ilustrativas e os atores, inclusive, interagem com personagens que aparecem apenas nesses momentos, como os policias que procuram Grace.

Para quem não conhece, a imagem abaixo é o cenário do filme de Trier.

Foto: Divulgação

Sem os ambientes demarcados com giz, catorze cadeiras são movimentadas pelo próprio elenco de acordo com o andamento da trama. De acordo com a disposição, criam uma plantação, um galpão ou uma igreja. Assim, é possível refletir sobre as duas montagens: no cinema, a imagem impactante, forte. No palco, o ator despido de artifícios, usando sua própria arte para interagir com uma cadeira e nos fazer ver muito além disso.

CONTRAPONTOS E MEL LISBOA

Foto: Ale Catan/Divulgação (via assessoria de imprensa)

Grace, interpretada majestosamente por Mel Lisboa, lança luz ao contraponto que aparece durante toda a peça e depois ecoa em cada pessoa que sai do teatro. Tal aspecto conversa com o início da história, quando o narrador passa a nos questionar sobre o que é a verdade.

Assim, tanto a personagem principal, como Tom, Chuck e o próprio narrador, que se torna parte do que narra, ampliam nossa reflexão sobre a desconfiança do bem e sobre o altruísmo aparente, este que mais tem a ver com o ego e a autoimagem do que propriamente com o outro.

SERVIÇO

Local - Teatro Porto Seguro
Horário - Até dia 20 de março. Sextas e sábados, às 21h. Domingos às 19hs.
Valores - Sexta: Plateia: R$ 80,00 | R$ 40,00 (meia-entrada); Balcão: R$ 50,00 | R$ 25,00 (meia-entrada); Frisas: R$ 50,00 | R$ 25,00 (meia-entrada). Sábados e Domingos: Plateia: R$ 90,00 | R$ 45,00 (meia-entrada); Balcão: R$ 60,00 | R$ 30,00 (meia-entrada); Frisas: R$ 60,00 | R$ 30,00 (meia-entrada)


Atualizado em 13 Fev 2019.

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