Guia da Semana
Teatro
Por Redação Guia da Semana

5 bons motivos para assistir ao "Ovo", novo espetáculo do Cirque du Soleil que estreia no Brasil em 2019

Dirigido e criado pela coreógrafa brasileira Deborah Colker, show estreia em março de 2019 e faz turnê em Belo Horizonte, Rio, Brasília e São Paulo.

Foto: Marcos Mesquita

Se o Cirque du Soleil por si só já é sinônimo de cor, movimento e fantasia, ter um espetáculo da companhia dirigido pela coreógrafa brasileira Deborah Colker só poderia resultar em algo majestoso. Com uma expertise única, Colker criou uma linguagem própria e singular, que transborda para cada uma de suas criações. Não por acaso, assinou trabalhos aclamados pelo mundo inteiro. 

Com uma clara referência ao monolito de Kubrick em "2001: Uma Odisseia no Espaço", o espetáculo começa com um ovo gigantesco sobre o palco, cobrindo grande parte da cena; causando estranhamento no público e curiosidade nos personagens. 

Para quem ainda não conhece, "OVO" conta uma história de amor e fantasia que acontece no universo dos insetos, que não reconhecem o objeto misterioso e, até então, estrangeiro. Como uma lupa, o show nos coloca dentro do habitat de borboletas, gafanhotos, aranhas, joaninhas e também dos ovos, que são símbolo atemporal da fertilidade e renovação, e aparecem de diferentes formas durante a apresentação. 

Com dança, acrobacias, muita bossa nova e números fantásticos, o show tem tudo para agradar ao público. O Guia da Semana reuniu 5 bons motivos pelos quais você precisa assistir ao espetáculo Ovo, do Cirque du Soleil. Confira:
 

ENREDO

Foto: Marcos Mesquita 

"OVO" acontece no habitat onde vivem os insetos - às vezes numa floresta, em outros momentos numa caverna e até mesmo em nossas casas. É nesse ambiente orgânico, que se transforma em tantos outros lugares, que o misterioso objeto do mundo exterior torna-se um enigma aos olhos dos personagens. 

Assim, o espetáculo conta uma história que busca o amor e a aceitação; fazendo com que nós, adultos, possamos voltar um pouco no tempo e lembrar como era olhar uma formiga, brincar com um tatu-bolinha e observar uma joaninha; além de refletir temas atuais como imigração e acolhimento. 


DEBORAH COLKER 

Foto: Marcos Mesquita 

Deborah Colker é referência quando o assunto é dança e movimento. Com trabalhos como MixRotaCasa4 x 4DínamoCruelTatyanaBelle e Velox, foi aclamada pela crítica e, agora, além de estar a frente do belíssimo espetáculo "OVO", também tornou-se um marco, pois foi a primeira mulher a dirigir um espetáculo no Cirque Du Soleil. 

Entretanto, mesmo com toda a sua experiência, o processo criativo foi exaustivo e exigiu que ela deixasse de lado seu método habitual de trabalho – que, segundo ela, foi um grande desafio:

"Eu tenho uma linguagem cenográfica muito física e, para mim, os movimentos dos insetos se traduzem nessa emoção. OVO reflete minha formação em dança, claro, mas também o meu amor pela música ao longo da vida, a inspiração que eu tiro do esporte e a vivacidade que você pode descobrir em todos os aspectos da vida. Adoro trabalhar em grande escala e criar um grande impacto com toneladas de energia e emoção dentro do palco", diz. 


CIRCO 

Foto: Marcos Mesquita 


Embora Debora seja coreógrafa e tenha recebido carta branca para reunir quantos bailarinos quisesse, ela optou por trabalhar com acrobatas. O motivo? Quis colocar sua marca e sua maneira de falar através do movimento, fazendo com que acrobatas dançassem. É a dança a serviço da acrobacia, criando um ninho de movimentos, que brincam com o cenário interativo. 


ARTE E BRASILIDADES 

Foto: Marcos Mesquita 

Em um trânsito de linguagens, o espetáculo fala pelo corpo, pela música, pela dança, pelo cenário e também pelas roupas. Na trilha sonora, tocada ao vivo e em cena, sons reais de insetos misturam-se com percussão, bossa nova, samba, xaxado e funk; que abraçam o figurino marcante e colorido, inspirado por super-heróis futuristas e armaduras de diferentes épocas.


EQUIPE MULTICULTURAL 


Foto: Marcos Mesquita

A equipe de OVO reúne pessoas de 17 países: Austrália, Bielorrússia, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Dinamarca, França, Taiwan, Moldávia, Rússia, Mongólia, Espanha, Ucrânia, Reino Unido e Estados Unidos. 
 

SERVIÇO

Os ingressos começam a ser vendidos para o público geral no dia 29 de novembro. Clientes do Bradesco poderão participar de uma pré-venda a partir do dia 6 de novembro, com desconto de 20%. 

A temporada tem início em Belo Horizonte, onde fica em cartaz de 7 a 17 de março, e depois segue para o Rio de Janeiro, de 21 a 31 de março. Em seguida o show vai para Brasília, de 5 a 13 de abril e, por último, para São Paulo, de 19 de abril a 12 de maio. Os valores das entradas variam de R$130 a R$580

 


Atualizado em 6 Nov 2018.

Mais notícias

6 motivos para assistir à peça “Dogville”, com Mel Lisboa e Fábio Assunção

Teatro

Peças de teatro e musicais para assistir em São Paulo no feriado de 25 de janeiro de 2019

Teatro

24 musicais imperdíveis para assistir em São Paulo em 2019

Teatro

14 peças infantis em São Paulo para levar as crianças nas férias de janeiro de 2019

Teatro

Mais de 10 peças de teatro imperdíveis em novembro de 2018

Teatro

6 motivos para assistir ao musical "O Fantasma da Ópera"

Teatro