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Teatro
Por Redação Guia da Semana

Tudo sobre o musical "Dias de Luta, Dias de Glória"

Conheça os pontos positivos e negativos do espetáculo.

Espetáculo fica em cartaz no Teatro Gamaro até dia 12 de Julho (Divulgação)

Independente das críticas e polêmicas que rondam o musical Dias de Luta, Dias de Glória; todo fã e admirador da banda Charlie Brown Jr. deve assistí-lo. Além de recordar a trajetória dos integrantes e também da música, sem dúvida alguma é uma forma de matar a saudade do eterno Chorão e também de Champignon.

Com muita garra e energia, este é um musical que retrata a batalha do dia a dia de um rockstar que brilhou 20 anos no mercado musical e que fez história com suas letras, sonhos e pensamentos. Com uma linguagem espontânea e verdadeira, agrega três gerações e vários segmentos de arte, como o grafite, a música, a poesia, a dramaturgia, a dança, e muita luz.

Entretanto, mesmo com muitos pontos positivos, algumas coisas incomodam no espetáculo e, em meio a todo seu universo, listamos tudo sobre ele. Confira:

HISTÓRIA

O espetáculo conta a história de Alexandre Magno Abrão, o Chorão, desde sua chegada ao litoral, com 17 anos, em 1987. Também passa pela trejatória da banda desde o comecinho, em 1992, mostrando como surgiu a ideia, como os integrantes se conheceram, como foram as mudanças e como escolheram o nome Charlie Brown Jr.

Relata não apenas o estrondoso sucesso daqueles que tinham como diferencial uma conexão direta com o público jovem, através de suas letras muitas vezes discursadas, divididas entre relatos românticos e criticas à sociedade, como também os casos, acasos e polêmicas - pessoais e profissionais - dos envolvidos.

A história é contada pelas pessoas que faziam parte da vida do vocalista. Mas, principalmente por ele, o personagem principal, que revisita os anos de sucesso dos meninos que conquistaram o público com um estilo musical próprio, misturando ritmos como rock, hardcore, reggae, rap e o skate punk.

ARTE NO PALCO

No palco, 23 atores, três skatistas, e uma banda com cinco músicos dividem espaço com uma pista de skate, que representa a cultura sempre presente no universo da banda santista. Os grafites feitos pelo artista Wellington Naberezny, mais conhecido como Sipros, ligam uma cena na outra e são apresentadas à platéia pela ótica do próprio Chorão.

DZ6

Julio Cesar HassDz6 emociona. A aparência física, a voz, a maneira como canta, se move, fala, olha... Tudo lembra Chorão. A atuação impecável e a entrega do ator ao personagem é o que dá peso ao espetáculo e ganha a atenção completa de todo o público. Em alguns momentos, parece que estamos vendo Alexandre no palco. Se fecharmos os olhos e apenas ouvirmos as músicas, cantadas ao vivo pelo ator, temos a certeza de que é ele quem está cantando. 

ELENCO

A atuação de todo o elenco também chama a atenção, entretanto, vale destacar Julio Oliveira como Champignon, que arrancou gargalhadas e também emocionou o público, e Luis Navarro como o baterista Bruno Graveto, que o interpretou com muita leveza e humor.

CONFLITOS PESSOAIS E PSICOLÓGICOS

Apesar de expor muito superficialmente a relação de Alexandre com as drogas, o espetáculo mostra de forma intensa e emocionante alguns momentos onde pensamentos atordoados rondavam sua mente. De forma lúdica, com o uso de luzes mais fortes e escuridão no palco, isso dá mais visão ao público e humaniza ainda mais as cenas seguintes. 

EMOÇÃO

O espetáculo emociona do início ao fim, mas, principalmente, a partir do segundo ato. Nele, um quadro com uma arte de Chorão desce de cima do palco no meio da cena e surpreende o público, que aplaude e começa a gritar. No final, a cena de Chorão "indo encontrar" Champignon arrepia da cabeça aos pés, deixando a maioria das pessoas com lágrimas nos olhos.  

PONTOS NEGATIVOS

Apesar de muitos pontos positivos, o musical também apresenta aspectos que não agradam o público. O principal deles é quando Dz6 divide algumas músicas com sua parceira de cena Carolina Oliveira, que interpreta Taís - a primeira esposa de Chorão. Apesar da boa atuação, a voz da moça não agrada a plateia.  

Além disso, alguns fatos em relação ao dia da morte de Chorão também ficam nebulosos, pois apresentam-se diferentes de algumas notícias divulgadas sobre a noite em que a tragédia aconteceu. 

SERVIÇO

Onde: Teatro Gamaro
Quando: Até dia 12 de julho de 2015
Horário: Sextas e sábados às 21h; e Domingos, às 16h30
Quanto: De R$ 50 a R$ 180


Atualizado em 19 Abr 2015.

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