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Por Redação Guia da Semana

A genialidade de Bresson

Conferir a mostra que tem como tema o fotógrafo Henri Cartier-Bresson é aula que desperta os sentidos.

Foto: Henri Cartier-Bresson/ Magnum Photos

O que exatamente faz da arte algo tão encantador e especial? Seja qual for o seu nome, está presente na fotografia de Henri Cartier-Bresson, tema de exposição em cartaz no SESC Pinheiros, em São Paulo. Um artista de olhar lúcido e alma peregrina, preocupado com a relevância do instante, da vida em movimento e dos detalhes que, captados com sensibilidade, nos fazem questionar e entender melhor a nós mesmos e ao mundo.

Parte das comemorações do Ano da França no Brasil, a mostra apresenta uma parcela significativa da obra deste que é um dos mais importantes fotógrafos da história.

Henri Cartier-Bresson nasceu em 1905 e conheceu a fotografia ainda na infância. Estudante de artes e aspirante a pintor, Bresson serviu ao exército francês na Segunda Guerra Mundial. Foi capturado pelos nazistas e posteriormente fugiu, integrando a resistência.

No pós-guerra, fundou, com outros fotógrafos, a agência Magnum e passou a trabalhar com fotojornalismo. Seus retratos estamparam publicações importantes como Life e Vogue, e ainda influenciam a narrativa por meio das lentes.

Além da informação, se destacou no campo artístico, inaugurando conceitos como o do "momento fotográfico".

"Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração". A frase, que sintetiza a intenção do clique, inaugura a exposição, dividida pelos organizadores em três andares do prédio.

No térreo, além de um auditório com projeções de filmes que Bresson também produziu, estão expostos os flagrantes. Exercícios de perspectiva, amplitudes, sombras e luz, e registros que se alimentam da vida acontecendo e do irrisório que não vemos.

O garoto a correr sob a fachada da relojoaria, a menina nas escadas em ruínas gregas ou o casal que se ampara, exausto, em uma poltrona são todos indicativos do tempo, das coisas e das pessoas em fluidez. Representações daquele "momento fotográfico", que transmitem sentimentos e informações que palavras não diriam melhor.

O segundo andar é dedicado ao fotojornalismo, com perfis e momentos históricos encravados no cotidiano suspenso. Os retratos eventualmente abordam temas políticos, de passagem, como quando os homens sobre uma construção tentam enxergar do outro lado do muro de Berlim.

A última parte da exposição está situada no terceiro andar do prédio. A chamada Bressonianas traz obras de sete artistas nacionais influenciadas pelo francês e permite ao visitante compreender a intertextualidade e a incorporação de elementos.

Além da mostra e das projeções, a programação inclui oficinas, encontros, cursos e saraus, alguns ao ar livre, como pregava Cartier-Bresson, testemunha ocular das pessoas e do concreto. Os visitantes recebem também um material com ilustrações e informações sobre o artista e a exposição.

Ao final, não deixe de aproveitar o ótimo restaurante do SESC, ou melhor, a Comedoria.
Visite também o site da exposição, onde há uma galeria com alguns dos trabalhos expostos.

A mostra Henri Cartier-Bresson está em cartaz no SESC Pinheiros, de terça a sexta-feira, das 10h às 21h30, até o dia 20 de Dezembro. Rua Paes Leme, número 195, Pinheiros, São Paulo. Telefone: 3095-9400.


Quem é o colunista: Rafael Martins Gregório.

O que faz: Jornalista, músico, advogado e escritor.

Pecado Gastronômico: Pizza, chocolate, sorvete. Guloseimas exóticas em geral.

Melhor lugar do mundo: Minha cama e um colinho bom.

Fale com ele: rafaelmgregorio @gmail.com ou acesse seu blog.


Atualizado em 6 Set 2011.

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