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Por Redação Guia da Semana

A megalópole chinesa

Fotos: Monica Campi

Ni hao! Na última coluna estávamos na véspera da Olimpíada e contei o começo da minha viagem pela China, quando cheguei a Hong Kong. Passado os jogos olímpicos, continuo minha viagem oriental dessa vez passando por Xangai, a maior cidade da China e capital financeira. E que cidade divertida essa!! Conheci pela primeira vez o "agito" chinês. Mas tenho que admitir que a primeira impressão que tive de Xangai não foi a melhor. São tantos viadutos gigantes cortando a cidade de cima a baixo, e tantos arranha-céus e poluição, que por um momento me senti em Gotham City, mas nesse caso a primeira impressão não ficou!

Logo que chegamos à cidade, fomos recebidas pelo grupo mais animado de executivos que conhecemos durante toda a viagem. Nos receberam com um jantar chiquérrimo. Conversa vai, conversa vem...muitos drinks...e acabamos a noite no The Bund, região mais agitada da cidade onde se encontram a maioria dos bares e restaurantes. E por ser a principal metrópole do país, recebe muitos turistas de negócios (que também era o meu caso!) e essa mistura de turistas com chineses só poderia dar em diversão! Dei muita risada e com certeza foi o melhor dia da minha viagem. Para ser ainda melhor, no fim da minha estadia em Xangai, fomos presenteadas com uma legítima massagem chinesa... uma delícia!

Mas, apenas no dia seguinte que pudemos ver melhor Xangai. E, uma vez na China, o destino de todo turista são os enormes comércios de rua, misturando marcas de grife e cópias dessas mesmas marcas. Tanto que fomos a dois lugares muito distintos. Nanjing Road é um grande calçadão, onde se encontram as melhores roupas de grife, shoppings e lojas que vendem seda - a original. Em outro momento nos levaram para um mercado a céu aberto (que não me recordo o nome), o maior e mais cheio que já vi em toda minha vida!! E o mais assustador também. Os vendedores não são nada higiênicos (cospem muito e não estão nem aí) e são simpáticos apenas enquanto você está dando corda para eles, se desistir da compra é bom não entender mandarim mesmo para não se sentir insultado.

Além disso, a difícil comunicação (quase ninguém lá sabe falar inglês, até mesmo os executivos que estavam conosco tinham certa dificuldade às vezes) também poderia tirar a paciência de qualquer um. Mas a solução para isso era uma verdadeira "guerra de calculadoras", em que os vendedores mostravam seu preço e nós, consumidores, fazíamos nossa contraproposta, usando apenas a calculadora.

Era cansativo, mas dependendo do produto valia a pena pechinchar bastante. Eles gostam disso. Mas o mais assustador disso tudo era a abordagem. Em qualquer outro lugar do mundo poderia ser considerado como assédio, tal a forma como eles chegam em você e praticamente te obrigam a levar alguma coisa, ou pelo menos tomam boa parte do seu tempo insistindo. E puxam você pelo braço, gritam (sabe-se lá o que gritam), gesticulam, oferecem muitos preços e até chegam a te dar leves tapas no braço, caso a negociação entre em fase crítica/tensão. Tudo para não perder a venda.



Mas no fim, depois de andar tanto por lá, o jeitinho brasileiro entra em ação e você consegue até enrolar os chineses!! Só com muito jogo de cintura mesmo. E como estava próximo do feriado de Ano Novo Chinês, então a cidade e o mercado estavam muito cheios e a maioria das lojas vendiam enfeites vermelhos para a festa de comemoração (que dura uma semana!!).

Mas a parte mais bonita da cidade é próxima ao rio Huangpu, que corta praticamente toda a cidade e a divide em duas partes, além do The Bund, a outra metade é chamada de Pudong, o centro comercial e financeiro de Xangai. Na beira do rio você consegue ter uma bela vista das luzes, outdoores interativos e arranha-céus exóticos que ficam em Pudong. Um desses prédios chama-se Oriental Pearl Tower. A torre é uma das mais altas e belas da cidade e lá de cima é possível observar toda a orla do The Bund e os arredores. Uma vista realmente incrível. E para quem tiver um pouco mais de dinheiro, nessa torre, em um dos últimos andares, está localizado o restaurante rotativo. Ele gira em uma velocidade quase que imperceptível e assim, durante sua refeição, é possível ter uma vista em 360 graus de toda a cidade. Realmente vale a pena!

Xangai é a cidade mais diferente de toda a China, por misturar tendências, culturas e muita diversão; coisas não muito comuns nesse país tão conservador. Um exemplo disso é que durante toda minha viagem, as mulheres não nos acompanhavam nos passeios noturnos e poucas vezes em passeios diurnos. E quando ficavam até o sol se pôr, logo se mostravam preocupadas e diziam ter que voltar para casa, pois já estava ficando tarde. E ainda nem eram 8 da noite! Mas isso, infelizmente, são problemas que a China e sua população ainda terão de lidar por um bom tempo.

Até a próxima!

OBS: essa foto do meu perfil no fim desta coluna também foi tirada em Xangai, em frente a uma loja de enfeites e do lado de um estacionamento de bicicletas.

Quem é a colunista: Monica Campi

O que faz: jornalista

Pecado gastronômico: doces e junkie food

Melhor lugar do Brasil: Todo o Nordeste

Fale com ela: [email protected]




Leia a primeira parte da aventura na China
Negócio da China

Atualizado em 6 Set 2011.

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