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Por Redação Guia da Semana

A Vitrine que Dança

Tango, samba, ritmos espanhóis e latinos: a colunista vê nos diversos tipos de música a melhor forma de conduzir a vida.

Fotos: Luciene Cimatti


Ninguém esquece facilmente uma tarde na Vitrine da Dança, na Galeria Olido. Quando dei por mim, já estava ensaiando passos de tango, enfrentando olhares curiosos que se divertiam às minhas custas. Não é fácil não saber dançar e ter que fazê-lo dentro de uma vitrine, como um manequim em movimento, observada por uma pequena multidão que assiste do lado de fora. A dança entrou na minha vida há alguns meses, por meio da biodança, então decidi conhecer o projeto bacana da Olido, que oferece, além de aulas gratuitas de dança de salão, durante a semana; a aula-baile, no sábado à tarde, para a qual arrastei uma vítima desavisada que nem esperava viver uma experiência tão divertida.

A Vitrine da Dança é um espaço na entrada da Galeria Olido, em que oficinas e apresentações de dança acontecem, separados da rua apenas por um vidro. Localizado no centro de São Paulo, pertinho da Avenida São João, o antigo Cine Olido foi reformado em 2004 e transformou-se em centro cultural. Hoje de cara nova e jeitão moderno, o prédio de arquitetura da década de 50 abriga cinema, teatro, dança, fotografia, áudio, vídeo, circo e informática. A Galeria Olido mantém, ainda, o Cine Olido, com capacidade para 240 pessoas, e possui até sala de leitura, além de exposições e atividades a perder de vista.

Fotos: Luciene Cimatti


Não faz muito tempo que descobri que a dança faz bem para o corpo e para a alma, melhora o nosso humor, e nos mostra que a vida é feita de movimento. Como na vida, muitas vezes é preciso dar passos dramáticos, pés firmes no chão, gestos expressivos, determinados, como uma dança espanhola. Outras vezes, é hora da sensualidade, da explosão de alegria, como os ritmos latinos; enquanto em outras, o romantismo nos domina, e cada passo é quase um pedido de clemência, como em um tango. O movimento ritmado do bolero demonstra como a vida pode ser prazerosa, basta se entregar. E lá vamos nós, seguindo a música que troca sem parar, como seguimos a vida.

Os ritmos se alternam, procurando agradar à mistura eclética de freqüentadores do local. Senhoras, senhores, jovens, público alternativo, todos convivem no espaço de vidro, uns unidos pela música, outros pela curiosidade. Casais rodopiam ao som democrático de todo tipo de música. Desde samba, forró, baladas de rock, salsa, mambo, até o irresistível tango. Casais jovens, que fazem aulas de dança, comparecem ao baile para praticar, e veteranos dançam com perfeição, relembrando velhos tempos. Muitos assistem, poucos arriscam, outros dão um show de experiência. Quanto a mim, acredito que saber não é tão importante, e sim, participar. A diversão é garantida.


Quem é a colunista: Alguém que adora animais, escrever, fotografar, passear por aí.
O que faz: Jornalista e professora de inglês
Pecado gastronômico: Todas as massas e muito chocolate.
Melhor lugar do mundo: Minha casa ao lado dos meus bichos. Ah e tem também a praia de Garopaba em SC.
Fale com ela: [email protected]

Atualizado em 6 Set 2011.

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