Guia da Semana
Viagens
Por Redação Guia da Semana

Além do tamanho família

Os acontecimentos de uma viagem com tios e primos "de sobra".

Enquanto estava em uma viagem de férias pelo Nordeste com meu marido (na época noivo), uma das tias dele ligou e nos surpreendeu com a boa nova: partiríamos em um cruzeiro rumo a Búzios em uma semana. Mesmo surpresos, afinal não teríamos tempo nem de desfazer as malas, topamos na hora!

O que você entende por uma viagem em família? Geralmente, um grupo pequeno formado por seis pessoas, aproximadamente. Essa era minha ideia até entrar para a família Bezerra. Pasmem, pois agora vou contar como foi minha primeira experiência em um cruzeiro com mais de 23 pessoas.

Nós embarcamos juntos para quatro dias de sombra e água fresca no percurso: Santos - Búzios - Navegação - Santos.  Logo no check-in, viramos a atração da viagem. A partir daí, as pessoas encontravam conosco nos corredores e gritavam: "Aqui tem Bezerra! Olha a turma de Bezerra! Quem é Bezerra levante a mão!" Dessa forma, fica fácil adivinhar o quanto a família "é comportada" e, também, o número de vezes que os chefes de monitoria chamaram a nossa atenção lá dentro.

Nós ficávamos quase sempre juntos, mas em alguns momentos precisávamos nos dividir, pois não havia mesa com capacidade para 23 pessoas ou cabines gigantes, por exemplo. Mas onde quer que se olhasse, havia um grupinho de Bezerra fazendo bagunça naquele espetáculo de navio.

Espetáculo, sim! Vou falar um pouco sobre a estrutura de lá, pois nunca vi nada igual.  Os ambientes eram bem decorados, compostos por obras de arte, espelhos enormes, tapetes e mobília de alta qualidade. Não consegui desfrutar de tudo, mas fiz um passeio geral para conhecer: biblioteca, teatro, spa com academia de ginástica e sauna, quatro ou cinco restaurantes, cassino, lojas, bares, boate, "Jacuzzis", piscinas, palco para shows e muito mais.

Lá dentro quase tudo está incluso no seu pacote. Por exemplo, apenas um dos restaurantes (que oferecia um menu variado de doces, salgados, refeições completas, sucos, coquetéis, queijos, pães e frutas 24 horas) - estava dentro de nosso pacote, portanto, tudo que consumíamos nos outros eram registrados em nossos cartões. Não se usa dinheiro: na entrada recebemos um cartão do navio, que é acertado apenas no check-out. Infelizmente, descobri isso após alguns dólares a mais no orçamento.

Chegou o dia de visitar Búzios e, após algumas orientações da monitoria, deixamos o navio em espécie de escuna. Infelizmente estava frio, mas mesmo assim, conseguimos aproveitar o mar e passear pelo centro da cidade, onde o comércio local "ferve" com mercadorias maravilhosas, que vão de roupas a móveis. Vale lembrar que, por ser ponto turístico, os preços são bastante elevados. Graças a alguns tios bons de pechincha, fizemos boas compras!

Na volta ao navio, todos se preparam para as atrações da noite. Após o jantar, a próxima parada foi o teatro, onde atores e cantores apresentam-se em musicais da Broadway. Lá também são sorteados prêmios e promoções, para os interessados em estender o passeio durante mais alguns dias.

Ao sair dos shows, o público está tão empolgado que nem pensa em voltar para as cabines e dormir. Muitos vão direto para boate, onde, lá pelas tantas da noite, a tripulação se apresenta. Gente, esse é o ponto alto da noite! Eles têm coreografia ensaiada e tudo mais. Obviamente, a "Bezerrada" apareceu em peso, tanto que a balada mais parecia uma de nossas festas de aniversário. 

Outro lugar procurado é o cassino, aberto apenas enquanto estamos em navegação fora do território brasileiro. Não consegui sair rica de lá, mas ainda guardo U$ 4, como lembrança do Blackjack. Ainda enquanto o navio está em águas internacionais, começa a maratona de compras: jóias, roupas, perfumes e bolsas de grife passam a ser vendidos a preços bem interessantes. 

Há quem diga que teve enjôo. Alguns dos Bezerra passaram mal com o balanço. Mas eu não senti absolutamente nada. E indico que você faça pelos menos um cruzeiro marítimo, apenas para ter a experiência. Para quem pensa que é o mesmo que se hospedar em um hotel chique e badalado, engana-se. Assim como essa, a sensação é muito boa, mas a proposta é diferente. Por isso, também recomendo que o cruzeiro seja feito com uma boa turma ou família, pois quanto mais gente, mais história pra contar!

Quem é a colunista: Fernanda Balieiro

O que faz: Jornalista mil e uma utilidades.

Pecado gastronômico: a torta de limão do meu respectivo (maridão Fran).

Melhor lugar do Mundo: Todo o Nordeste.

Fale com ela: [email protected]


Atualizado em 6 Set 2011.

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