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Por Redação Guia da Semana

Bola na área

Os estádios brasileiros já começaram a investir pesado para sediar a Copa de 2014. Confira os gramados nacionais com maiores chances de receber o torneio.

Fotos: Site oficial dos clubes

Jogo da Libertadores de 2006, Estádio Beira Rio (Inter)

O maior evento do esporte mundial já tem o ano definido para aportar em território nacional: 2014. Após o anúncio da vitória da candidatura da Fifa, em 30 de outubro de 2007, 18 cidades brasileiras começaram a correr atrás de projetos (e patrocínios) para construir ou adequar suas arenas aos padrões internacionais da federação.

Enquanto a Copa não chega, o Guia da Semana conversou com Anselmo Massad, Marcos Palhares e Olavo Soares - autores do Futpoca (futebol, política e cachaça) - que fizeram uma análise completa sobre como andam os principais estádios brasileiros e os prós e contras que você precisa saber antes de conferir uma peleja em cada um deles.


Cícero Pompeu de Toledo, Morumbi 

Mandante: São Paulo
Capacidade atual: 73.501 lugares

Curiosidade: o estádio também é utilizado em turnês de grandes cantores mundiais, como Madonna, Linkin Park e Aerosmith. 

 

Prós: Favorito para receber a Copa em São Paulo, é o que necessita de investimentos mais baixos para a realização do torneio. Conta com uma das maiores capacidades de público, refletindo em arrecadação. Além disso, é o mais seguro do estado, tornando difícil o encontro de torcedores rivais. Caso eleito, provavelmente receberá a final ou a primeira partida da Copa. Seu projeto de reforma prevê a construção de um centro de imprensa para 5 mil jornalistas, um estacionamento subterrâneo de quatro níveis e cobertura para as arquibancadas.

Contra: A visibilidade não é ruim, mas o campo fica longe da arquibancada, que tem vários pontos cegos. Seus principais defeitos são o acesso (está distante das regiões centrais, sem metrô ou trem) e a escassez de estacionamentos.


Palestra Itália 

Mandante: Palmeiras
Capacidade atual: 32 mil lugares

Curiosidade: sediou a final da Taça Libertadores da América de 1999, quando o Palmeiras sagrou-se campeão.


Prós: A Copa de 2014 coincide com o ano do Palmeiras. Abrigar a seleção da Itália, na futura Arena, é o grande sonho do clube e de seus torcedores. Bom estádio, faz a linha "aconchegante", com boa visibilidade e relativa proximidade dos jogadores. Outro ponto forte é ter um projeto de reforma consistente, comandado pela WTorre, que será inicia já este ano. Diferente do concorrente do Morumbi, conta com três avenidas de grande porte nas imediações.

Contra: Além de apresentar nenhum de metrô a menos de 10 quadras, falta uma cobertura, ainda que pequena, para os que chegam cedo na arquibancada. Em jogos de duas grandes torcidas, o estádio tem que ficar "de lado": o espaço dado aos adversários é pequeno e o acesso é complicado. Nos jogos locais, por exemplo, é inevitável passar por um mar de palmeirenses ao deixar o campo.


Ademar da Costa Carvalho, Ilha do Retiro

Mandante: Sport
Capacidade atual: 35 mil lugares

Curiosidade: Foi palco da partida válida pela Copa do Mundo de 1950, entre Chile x EUA (5x2).


Prós: Conhecido como o estádio da Ilha do Retiro, o espaço recebeu jogos na Copa do Mundo de 1950. Com planos arrojados de investimento, deve comportar até 45 mil torcedores até a Copa, após concluída sua reestruturação.

Contra: A grama é mantida, tradicionalmente, mais alta do que nos campos do Sul e Sudeste. Segundo a paulistocêntrica mídia esportiva, o objetivo é fazer os visitantes se cansarem mais rápido. Tem a aparência de um estádio sem manutenção, mal-iluminado, com visibilidade a desejar (pelo menos vista do tobogã do visitante). Vai precisar de boas reformas para receber o evento mundial.


Mário Filho, Maracanã 
Principais mandantes: Flamengo e Fluminense
Capacidade atual: 92 mil lugares

Curiosidade: local onde Pelé marcou, de pênalti, seu milésimo gol, em 1969 (Santos 2x1 Vasco).


Prós: Graças à infra-estrutura deixada pelos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, a cidade pode esperar um pouco mais para iniciar às obras. A visão de jogo é boa e aparentemente, divide bem as entradas e saídas dos torcedores. Possui uma vantagem tremenda: uma estação de metrô na porta. Em uma eventual disputa da seleção canarinho na final, pode limpar a mancha da derrota frente aos uruguaios em 1950.

Contra: Precisa passar por amplas reformas, que iniciarão somente após a Copa de 2010, na África do Sul, quando a Fifa solicitará novas exigências. Como o futebol não caminha pelo lado racional, os supersticiosos de plantão o vêem com maus olhos a escolha da cidade como sede da final, temendo uma nova derrocada da seleção.


Governador Magalhães Pinto, Mineirão 
Mandantes:
Atlético-MG e Cruzeiro
Capacidade atual: 75.783 lugares

Curiosidades: Cruzeiro e Vila Nova, pelo Campeonato Mineiro de 1997, levou mais de 130 mil torcedores para as arquibancadas.


Prós: É a sede mineira e não tem papo. Provavelmente será uma das selecionadas. O segundo maior estádio de futebol do Brasil tem virtudes e defeitos semelhantes aos do Morumbi: é um estádio gigantão, em que de qualquer lugar se vê o campo inteiro, com proximidade zero, mas possui estacionamento próprio. No projeto para o mundial, rebaixará o gramado em dois metros e implantará uma cobertura em todo o estádio. O governo local ainda prevê a construção da linha 3 do metrô, entre a região que concentra grande parte dos hotéis da cidade (Savassi).

Contra: Talvez não seja um lugar dos mais seguros no quesito entrada/saída. Aparentemente, todo mundo chega e sai pelo mesmo lugar, o que é um pretexto para confusões. Carece de reformas estruturais e melhorias nas instalações dedicadas ao torcedor.


José Pinheiro Borda, Beira-Rio 
Mandante: Internacional
Capacidade atual: 56 mil lugares

Curiosidade: o estádio fica a 15 quadras da sede do Grêmio, seu arqui-rival.


Prós: Como o apelido indica, o estádio do Inter fica às margens do Guaíba. O acesso é tranquilo, por duas avenidas grandes. O local é realmente bonito, com uma bela vista do pôr do sol. Para ganhar do rival na escolha da sede, o clube prometeu novos estacionamentos, a construção de um hotel (com capital privado, em parceria com uma rede hoteleira), ampliação das arquibancadas e a construção de uma nova cobertura, tudo sem a necessidade de interdição do estádio.

Contra: embora com as instalações adaptadas para realizar os torneios nacionais, o estádio ainda necessitaria de novas obras para se adequar ao padrão internacional. A escolha do espaço que vai receber jogos da Copa no Rio Grande do Sul vai gerar, no mínimo, muitas piadas entre os torcedores do time preterido. Não seria de estranhar ver colorados ou tricolores dizendo que a Copa não existiu ou coisa do gênero, só pela rivalidade.


Atualizado em 6 Set 2011.

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