Guia da Semana
Turismo
Por Redação Guia da Semana

Caminhando por Ilhabela

Passeio de Escuna e Trilha do Poço.

Foto: Márcio Alexandre

O dia para os aventureiros começou bem cedo. Foi um daqueles em que tudo dá certo, mas não do jeito que a gente quer. O microônibus chegou no ponto de encontro com atraso de 40 minutos, mas nada que comprometesse o passeio. Aproveitamos nosso momento de responsabilidade social recolhendo as doações para encaminharmos a entidade que presta assistência à criança com paralisia cerebral.


Seguimos viagem e os primeiros raios da manhã nos deram as boas vindas. Paramos uns 20 minutos por volta das 7h no Vaca Preta, que fica no início da Rodovia dos Tamoios, para tomar um rápido café, marcado por animação em alta e risos, com as pessoas novas cada vez mais integradas ao restante do grupo.

Às 9h20 estávamos lá no Pontal da Cruz, em São Sebastião, onde faríamos o embarque na escuna Gringo I, que nos recebeu com algum atraso. Nada que atrapalhasse a alegria de todos com aquele dia magnífico. Embarcamos e seguimos viagem para o bairro do Perequê, em Ilhabela. Nesse instante, tivemos a oportunidade de curtir o belo dia que refletia no mar, em cores belíssimas do contraste entre o céu e a ilha.

Continuamos o passeio na escuna em direção à porção norte de Ilhabela para o início da Trilha do Poço, para ser mais exato, na Praia de Jabaquara. No caminho, os guias Marcelo e Luciano ofereceram uma mesa de frutas (banana, maçã, tangerina...) e explicaram um pouco da história da ilha, da trilha, e do parque. Até a casa da Regina Duarte entrou na conversa.


Na praia de Jabaquara, como não há píer, um barquinho de oito integrantes nos levou da escuna à costa, molhando somente os pés para desembarcar nas suas águas transparentes. A partir daquele momento, nossa aventura teria início. A previsão era de raios UV nível 12, cuja classificação é tida como "extrema".  

Sob esse magnífico céu azul, sol forte e calor brotando do solo, 23 aventureiros iniciaram a caminhada ao poço de água doce. Algumas pessoas sentiram logo no início e acabaram se dividindo em duplas, com os guias na frente e os organizadores fechando a trilha. Diminuímos o ritmo e ali se iniciava uma luta pessoal pela superação desta adversidade. A água foi uma grande aliada durante a caminhada - um dos guias comentava sobre a importância da hidratação, especialmente antes do início da atividade.


O calor e a subida íngreme desgastaram bastante o grupo. Mesmo com algumas pessoas cansadas, atingimos o ponto mais alto da trilha, com um belo visual para praias, costões e a imensidão do mar no canal natural de São Sebastião. Adentramos na mata fechada e, aos poucos, nos deparamos com sua beleza. Pequenas rajadas de vento nos refrescaram e passamos a nos divertir com tudo. A chuva veio em boa hora e tudo virou uma grande brincadeira. Escorregões foram garantias de muitas risadas e registros fotográficos em poses inusitadas. 


Mas a aventura ainda não tinha terminado. Novas emoções nos aguardavam. Tínhamos que nos abaixar para passar pelas taquaras ou passar por cima dos troncos caídos, desviar das árvores em caminhos estreitos, cuidadosamente refeitos no dia anterior pelos nossos guias Marcelo e Luciano. Formações de enormes grotões de pedra estavam sob nós, algumas com água passando por baixo. As passagens exigiam muito cuidado de todos na travessia. Os obstáculos estavam cada vez mais desafiadores, mas foram vencidos pela união do grupo.


Apesar do cansaço, veio o sorriso da conquista, da superação pessoal dos limites, de todos os obstáculos com um prêmio: o belíssimo poço natural de água doce, com uma cachoeira ao fundo, oferecendo uma hidromassagem natural e o mar do outro lado. A escuna nos esperava para quando decidíssemos retornar, o que aconteceu por volta das 18h.

O que parecia ter começado errado, virou o certo. A noite estava linda, com Ilhabela iluminada de um lado e São Sebastião do outro. Alguns amigos juraram ter visto uma baleia. Que pena, esta ninguém conseguiu fotografar. Chegamos em São Sebastião no píer da Praia da Figueira, trocamos rapidamente de roupa e embarcamos no microônibus por volta das 21h30. Às 0h30, já estávamos em São Paulo novamente.

Leia as colunas anteriores de Marcio Alexandre:

Algumas marcas da nossa caminhada ao Pico do Lopo...
 
Trilhas Praias Desertas - parte 2
 
Trilhas Praias Desertas

Quem é o colunista: costumava me imaginar como a letra de música de uma banda chamada Guided by Voices: "I am a journalist - I write to you to show you: I´am an incurable and nothing else behaves like me..." Porém, com o tempo venho descobrindo que eu, assim como você, todos nós, somos vazios como o espelho e abertos como o espaço. E no intervalo, juntos, criamos o mundo.
O que faz: Jornalista, trabalha com comunicação, marketing, caminha, pedala, mergulha e medita quando pode.
Pecado gastronômico: Sem dúvida, chocolate e tigela de açaí.
Melhor lugar do mundo: aquele em que reside entre o instante que acabou de terminar e ainda nem começou, mas também aquele que se movimenta, interage, cria e recria, vibra, cintila e pulsa dentro de nós;.
Fale com ele: [email protected]

Atualizado em 6 Set 2011.

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