Guia da Semana
Turismo
Por Redação Guia da Semana

Colônia ucraniana

Um passeio pela terra das cachoeiras gigantes.

Foto: Arquivo Pessoal
Foto do Salto Barão do Rio Branco


Sempre ouvi falar de Prudentópolis por dois motivos: as cachoeiras e a colônia de ucranianos. Mas chegando à cidade, a impressão é de um local de interior, sem nada de diferente. A única indicação de ucranianos é um portal perto da rodovia. Quanto às cachoeiras, nada à vista.

Eu tinha umas anotações retiradas da internet e, perguntando no hotel, as coisas começaram a melhorar. A recepcionista já sacou uma cópia do mapinha da região e me indicou a rua de saída para começar a utilizar as indicações. Como pretendia percorrer as cachoeiras de bicicleta, deixei para começar no dia seguinte. Tendo meio dia pela frente, resolvi ver o que de ucraniano tinha por lá.

A primeira dica vem do sotaque, o "R" é diferente. Fui visitar o Museu do Milênio e aí comecei a ter uma idéia do que é a maior colônia de ucranianos no Brasil. Ele chegaram há mais de 100 anos e a maioria esta na parte rural da cidade. São cerca de 30 "linhas" (comunidades). Cada uma com sua igreja ortodoxa, muita preservação da cultura, e todas as crianças tem aulas de bordado na escola.

Para quem quer conhecer mais da cultura desse povo, a melhor época pra visitar a cidade é na Páscoa, quando eles estão expõem mais sua cultura. A Páscoa Ucraniana tem um ritual muito tradicional com muita festa e um colorido todo especial. O maior exemplo são as pêssankas - a arte de pintar os ovos tem milhares de anos de história. Mas não adianta comprar uma para si. A pêssanka tem que ser ganha como uma oferta de um amigo que lhe deseja o bem e fortuna.

Após saber um pouco da história da cidade e da principal linha que me levaria a algumas cachoeiras, parti pedalando no outro dia, logo cedo. A linha Esperança é asfaltada até a mais bonita das igrejas ucranianas da cidade. Seguindo a direita da comunidade, por mais uns 8 quilômetros, chegamos à cachoeira São João. Ele tem 80 metros de queda e com um volume d´água muito grande. O mais interessante é entrar por um sitio que fica a uns 500 metros antes do mirante e visitar o topo.

Seguindo em frente, chegamos ao Salto São Sebastião e Mlot. É um cânion onde cada queda fica de um lado. O mirante para ver o São Sebastião, com 160 metros de queda, é no Mlot. Dá para se refrescar num e ver o outro. Há também a possibilidade de descer ao pé da queda por uma trilha, mas como a estrada já havia consumido boa parte das minhas energias, me contentei com a vista aérea. É preciso estar com os joelhos em dia para enfrentar essas trilhas de descida nas cachoeiras.

A região é bem acidentada, mesmo para quem está acostumado a pedalar até 80 quilômetros em um dia. Estive na região no alto verão, o que deve ter contribuído um pouco para o desgaste. Mas sem muito preparo, é melhor ficar somente com as cachoeiras mais próximas, como o salto Rio Branco, em uma rota sem muitas subidas e cerca de 16 quilômetros da cidade.

A mais famosa queda da região é o Salto São Francisco. Ela tem 180 metros de queda, com muito volume de água. A estrada que leva ao local sai também da linha Esperança, mas para ir de bicicleta até lá, sem suporte, precisa ser muito atleta. São 55 quilômetros só de ida com os últimos oito quilômetros de subida de serra. Ir não é tanto problema, o galho é voltar. Na cidade é fácil conseguir algum suporte ou até mesmo quem te leve de carro. A cachoeira vale a pena de qualquer forma.

Pedalando pelas estradas eu encontrei ciclistas da região que conhecem outras quedas e trilhas bem interessantes que não estão no mapa. Para achar essa turma, basta perguntar pela bicicletaria do Jean. Fica bem no centro da cidade. Afinal, o pessoal de lá fala em 50 cachoeiras no município. Sempre deve ter uma escondida, que só eles sabem.

Leia as colunas anteriores de Marcelo Rudini

Cicloturismo: Vale Europeu 

Gramado e Canela pedalando 

Lagoa da Conceição no verão e sem trânsito

Quem é o colunista: Fotógrafo e editor do site Onde Pedalar.com

O que faz: Fotógrafo editorial.

Pecado gastronômico: Um só? Na Bahia, Biju; em São Paulo, pizza; em Curitiba, Strogonoff de nozes e, em Belo Horizonte, feijão.

Melhor lugar do mundo: Aquele que te faz se sentir bem, equilibrado.

Fale com ele: [email protected]

Atualizado em 6 Set 2011.

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