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Turismo
Por Redação Guia da Semana

De olho nas bagagens

Saiba o que fazer diante do extravio de suas malas em viagens aéreas.

Fotos: Getty Images



Você pode até gostar do seu trabalho, mas não tem ocasião mais esperada do que o período de férias, onde pode fugir com a família ou os amigos da correria do cotidiano e conhecer novos lugares, outras culturas... Enfim, curtir o merecido descanso. E para que tudo dê certo, é preciso se programar com antecedência, fechar o pacote com a agência de viagens, entrar no avião e esquecer de tudo. Será?! E se descobrir que a mala não vai chegar ao mesmo destino que você? Ou que ela está a mais de mil quilômetros da sua viagem dos sonhos e você conta apenas com a roupa do corpo? Para não fazer desse um "inesquecível passeio", é preciso muita atenção e paciência na esteira nessa hora.

Segundo um estudo da Comissão Européia, diariamente são extraviadas 90 mil bagagens no tráfego aéreo mundial e, embora a maioria das pessoas recuperem seus pertences, uma em cada 3 mil malas que não encontraram seu destino correto nunca mais voltam às mãos dos proprietários, como é o caso da estudante Ana Nakagawa, 22 anos.

Ela viajou com o filho de 2 anos, para um casamento em Salvador e teve a sua mala extraviada. Após inúmeras ligações, fichas e documentos para assinar, recebeu um auxílio de R$ 200,00 - que, de acordo com ela, mal pagava a babá eletrônica que estava na bagagem, no valor de R$ 1 mil. Passado alguns dias, a companhia aérea se comprometeu a pagar R$ 700,00 ou fornecer uma passagem de ida e volta para a região do Mercosul. "Tive sorte que era um lugar quente, pois meu filho ficava o dia inteiro de fraldas. Ainda fiquei 23 dias, mas isso estragou todas as férias, com noites em claro e ligações a cada 2 horas. A companhia me enrolou por muito tempo e, agora, entrei com um processo", conta Ana.

Embora não pareça, incidentes como esse são mais comuns nos aeroportos do que no transporte rodoviário. Isso porque o passageiro não acompanha a mala no seu trajeto, e, quando faz o check-in, recebe apenas uma etiqueta numerando a bagagem, não impedindo que outra pessoa leve - de maneira intencional ou não - o volume embora. Além disso, as conexões contribuem para os objetos saírem do seu rumo e as companhias não têm funcionários suficientes para fiscalizar o que sai da esteira.

O que fazer



De acordo com o Procon, em casos de extravio de bagagem, o consumidor deve relatar por escrito o caso junto ao balcão de atendimento da empresa pela qual adquiriu a passagem, ou nas seções da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), instaladas em todos os aeroportos - no caso de transporte aéreo, há um formulário próprio para que o consumidor detalhe seus pertences. A empresa é obrigada a enviar a bagagem para o local indicado pelo passageiro. Por medidas de segurança, pede-se que guarde o comprovante de embarque dos objetos para provar que eles foram entregues no balcão da empresa.

O arquiteto Gabriel Medeiros, 32 anos, também passou por uma situação embaraçosa. Ele viajaria de férias a Londres e comprou uma passagem com conexão em Miami. Na Inglaterra, não encontrou seus pertences e, acionando os responsáveis pela empresa aérea, foi comunicado de que ela regressaria ao endereço de origem. "Depois de um mês, foi alegada perda e a empresa fez o ressarcimento no valor de US$ 400,00. Mas só de roupa tinha o dobro disso, fora meu notebook", avalia Gabriel.

A Anac informa que, caso a empresa não consiga localizar e devolver o material extraviado em 30 dias, ela deve negociar uma indenização com o passageiro. Em viagens internacionais, a Convenção de Varsóvia limita o pagamento a US$ 20,00 por quilo de bagagem extraviada. No caso de voos domésticos, o valor gira em torno de R$ 500,00. Por prevenção, o passageiro pode declarar os valores atribuídos à bagagem no embarque, mediante o pagamento de uma taxa estipulada pela companhia. Neste caso, a empresa tem o direito de verificar o conteúdo da bagagem - e o valor da indenização é o declarado e aceito pela empresa.

Para evitar prejuízos ainda maiores, objetos de valor, como dinheiro, aparelhos eletrônicos e joias, devem ser carregados na bagagem de mão, isentando de responsabilidade a companhia sobre perda e dano. Já para as bagagens avariadas, o passageiro deve procurar imediatamente a empresa aérea relatando o fato, pois o não-protesto no recebimento da bagagem pode presumir o seu bom estado.

Dicas

 - Coloque em suas malas objetos que sirvam para fácil identificação, como fitas coloridas, adesivos, etc

 - Na bagagem de mão leve uma muda de roupa e não coloque muitos pertences. Priorize os objetos de valor e eletrônicos (notebooks, câmeras)

 

 - Verifique as condições de sua bagagem no ato do recebimento, no desembarque, conferindo o nome e o número registrado na etiqueta

 - Na bagagem despachada, não acondicione objetos de valor sem prévia comunicação à empresa aérea

 

 - Caso o passageiro não esteja satisfeito com o valor da indenização, recorra ao Procon ou à Justiça



Atualizado em 6 Set 2011.

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