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Por Redação Guia da Semana

Festa na aldeia

Conheça um pouco mais sobre a Aldeia de Carapicuíba, em São Paulo.

Impossível definir quantos mundos diferentes habitam em São Paulo e arredores, que como grande parte das metrópoles, exibe contrastes entre evolução, atraso, riqueza, pobreza, passado, futuro. Nela se abrigam centenas de recantos escondidos, os quais passamos a vida inteira sem sonhar que existem. É o fascínio de uma cidade que convida a ser descoberta, mas que jamais será inteiramente revelada.

Não é preciso ir muito longe para conhecer um desses recantos, um pedaço da nossa história que o tempo não conseguiu apagar. Resquícios da colonização indígena pelos jesuítas repousam no município de Carapicuíba, na aldeia que remonta ao século 17, chamada Aldeia de Carapicuíba. Localizada no Km 22,2 da Rodovia Raposo Tavares, foi tombada, em 1940, como patrimônio histórico nacional. Conhecida pelas festas folclóricas, casas coloniais e pelo restaurante chileno (uma atração à parte), a aldeia é um bom passeio para quem gosta de história, boa comida e um pouco de aventura.

Apesar da extensão da região, a atração fica no largo formado pela pequena igreja antiga e cerca de 20 casas que circundam a praça, algumas moldadas com taipa de pilão, abrigando o comércio local. A Casa da Cultura exibe exposições sobre tradições e costumes indígenas, como máscaras, artesanato e esculturas, de diversas tribos, entre elas os Guaianases, uma das primeiras tribos a habitar a região. É possível até visitar uma réplica de oca indígena, nas imediações da aldeia.

Antiga rota dos bandeirantes, a Aldeia de Carapicuíba foi fundada em 1580, pelo padre José de Anchieta, e teve sua população indígena administrada pelos jesuítas. Lá os índios trabalhavam em troca de roupas, instrumentos de trabalho, remédios e orientação religiosa. Hoje, o folclore da região continua preservado por meio das festas tradicionais, que apresentam danças típicas, feira de artesanato, comidas, entre outros. A Festa de Santa Cruz, que sempre acontece no início de maio, no largo da aldeia, teve origem na época da colonização dos índios, e envolve danças, novenas e rezas. Outras festas populares são a Festa de Santa Cruzinha, em setembro, e a Festa de Santa Catarina, romaria que acontece em novembro.

Além das festas folclóricas, a atração imperdível é o Peña Don Fernando, o já citado restaurante chileno incrustrado no local. Inspirado nas "peñas chilenas" (locais rústicos onde as pessoas se reuniam para cantar), possui chão de terra batida, teto de sapê e forno a lenha, além da decoração inusitada. As placas na estrada sinalizam a entrada da aldeia e anunciam as especialidades da casa, como empanadas, pastel de choclo (prato tradicional chileno à base de milho) e frango ou peixe no barro. Fica minha promessa de retornar por conta da banana assada com açúcar e canela, iguaria de dar água na boca.

Leia as colunas anteriores de Luciene Cimatti:

Todas as cores do Centro

Um passeio pela surrealista Vila Itororó

A vitrine que dança

Quem é a colunista: Alguém que adora animais, escrever, fotografar, passear por aí.

O que faz: Jornalista e professora de inglês

Pecado gastronômico: Todas as massas e muito chocolate.

Melhor lugar do mundo: Minha casa ao lado dos meus bichos. Ah e tem também a praia de Garopaba em SC.

Fale com ela: lcimatti@gmail.com ou acesse seu blog

Fotos:
Luciene Cimatti/Arquivo Pessoal

Atualizado em 6 Set 2011.

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