Guia da Semana
Turismo
Por Redação Guia da Semana

Floripa e Aristorides!

Léo Gobatto conta como foi acampar em Florianópolis.



Mochilão nas costas e muita história pra contar...
Foto: Leonardo Gobatto

Acredito que para acampar é necessário ter muita confiança. Quando você conta para alguém que vai se aventurar dessa maneira, sempre tem um que diz: "Que coragem!" - bobagem! Coragem é ter que confiar nos que vão dormir do seu lado, ainda mais no meu caso, que fui com dois amigos!

Moramos em São Paulo e sempre comentávamos de querer ir para Florianópolis assistir o Festival de Música Planeta Atlântida. Sempre ameaçávamos, mas nunca dava certo. Até que há mais ou menos três anos atrás, paramos de enrolar e decidimos que daquela vez o sonho se tornaria realidade.

Em direção à cidade
Foto: Leonardo Gobatto
Pedimos para um tio de uma amiga que morava no Sul comprar os ingressos para nós e fomos direto para a rodoviária buscar as passagens de ônibus. Pronto! Não tinha mais como desistir. Só tinha um problema... Aonde iríamos dormir? O evento acontecia em dois dias, e nós queríamos pegar mais um dia para aproveitar as maravilhosas praias do sul, afinal, já que estávamos lá mesmo...

Procuramos várias pousadas e nada! Um dos amigos sugeriu que ficássemos em um camping, sairia barato e nossa casa seria "móvel" - sensacional! Só faltava um "pequeno" detalhe: a barraca. Fomos até algumas lojas e achamos uma em promoção, para quatro pessoas - melhor impossível - estávamos em três e o espaço dedicado à quarta pessoa serviria para guardar as coisas. Foi tudo tão corrido que em menos de uma semana arrumamos as malas com algumas roupas e saímos de viagem.

Aristorides
Foto: Leonardo Gobatto
Quando estávamos no ônibus, tinha uma plaquinha com o nome do motorista: "Aristorides". Pronto! Estava decidido nome de nossa nova mansão. Já no camping, começaram as roubadas... A grama do local estava molhada e não sobrava mais nenhum lugar na sombra. Abrimos a barraca, e que surpresa agradável, ninguém sabia nem onde era a frente ou as costas do "brinquedinho". Depois de uma hora bem sofrida, conseguimos erguer nossa moradia.

Largamos tudo lá dentro e corremos pra praia. Na volta, hora do banho! Que maravilha! Dois chuveirões para TODOS os homens que estavam acampando naquele lugar, mas pelo preço e naquela situação, estava valendo. O almoço era pão de forma com queijo e suco em pó. Estava ótimo! Fomos para o show e voltamos quase seis da manhã - hora de dormir!

Aí é onde entra a confiança, a barraca não era exatamente para quatro pessoas, cabia três e daquele jeito, sabe? De qualquer forma, entramos em um acordo com uma partida de "dois ou um" muito justa, e um dos amigos dormiu no meio. Depois dessa decisão mais um probleminha... Esquecemos daquele outro detalhe básico, o maldito saco de dormir!

Uma luta para montar a barraca...
Foto: Leonardo Gobatto
Apesar que assim já ia ser muito luxo, né? Não teve jeito, aquele gramado "macio" cheio de pedrinhas, a lona de proteção da barraca e nós em cima, praticamente uma massagem, muito confortável! E é claro, que para fechar minha bela "noite" de sono, não tinha travesseiro. Nada que algumas roupas sujas amontoadas não resolvam, parecia até aquelas almofadas velhas, peludas com cheiro de naftalina da casa da vovó, mas isso não vem ao caso. Os dois dias que dormimos ali valeram como experiência de semanas, pois no primeiro dia acordamos praticamente sufocados de tanto calor que passamos lá dentro, e no segundo uma chuva torrencial nos deixou ilhados dentro da barraca.

Pode parecer um pesadelo, mas tenho que admitir que essa foi uma das melhores viagens que já fizemos juntos, estávamos bem unidos, literalmente, né? Não havia muito espaço na nossa "Aristorides". Depois dessa, fizemos mais algumas viagens juntos em casa de amigos, ou sítios, mas nada de campings! A barraca está aqui, firme e forte, esperando a próxima parada. A plaquinha com o nome do motorista também, só espero que ele não leia essa coluna, pois não estou com vontade de devolver o RG de nossa "casinha" ao seu dono.



Quem é o colunista: Léo Gobatto, baterista e recreador nas horas vagas.
O que faz:estudante de comunicação.
Pecado gastronômico: qualquer coisa com muito queijo!
Melhor lugar do Brasil: Floripa.

Fale com ele: [email protected]


Atualizado em 6 Set 2011.

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