Guia da Semana
Turismo
Por Redação Guia da Semana

Magia e encanto

Mesmo sem o carnaval, a Bahia tem cores vibrantes em qualquer época do ano.

Foto: Arquivo Pessoal

Falta apenas sete meses para a maior festa popular do mundo começar e viajei para o lugar onde ela acontece da forma mais fervorosa. Cidade conhecida em todo o mundo, estive em Salvador, mas longe do carnaval.

O nordeste do Brasil é, sem dúvida, um dos locais mais bonitos do mundo. Em sua totalidade, exibe paisagens exuberantes, águas cristalinas, sol o ano todo, lugares onde muitas vezes a mão do homem ainda não construiu nem destruiu nada.

Salvador, a primeira capital do Brasil, atualmente caminha para uma estrutura metropolitana e dispõe de uma grande rede hoteleira, empresarial e gastronômica. Isso sem perder, sobretudo, a exuberância das belas paisagens, a magia do seu folclore e a alegria de viver do seu povo.

De fato, toda essa estrutura gira em torno das necessidades de uma terra que recebe anualmente mais de dois milhões de pessoas em fevereiro. Como ainda estamos em julho, é possível aproveitar a terra da alegria com uma tranquilidade que não combina com carnaval.

A avenida onde acontece o maior circuito do carnaval de Salvador é a que liga as praias da Barra e da Ondina, sendo uma sequência interminável de hotéis e restaurantes, onde são montados os camarotes que recebem as personalidades durante o megaevento. Quando estamos no meio do ano, o local está aberto para visitas e o turista tem o privilégio de contemplar a bela vista verde-água nordestina. E, claro, por que não correr um pouco para ver o cinematográfico pôr-do-sol no Farol da Barra?

Falando nele, o Farol da Barra é um dos pontos mais conhecidos de Salvador, portal da Baía de Todos os Santos, e fica na ponta da Praia da Barra. Outros pontos históricos que conheci e digo que valem a pena conhecer estão próximos ao Elevador Lacerda, que divide a Cidade Alta da Cidade Baixa e, nitidamente, as classes sociais da cidade.

A Cidade Baixa ronda a zona portuária de Salvador e é também terra dos famosos pescadores, os filhos mais devotos da divindade Iemanjá. Nos pés do Elevador está o Mercado Modelo, local onde todo turista passa para comprar suvenires ou assistir a uma roda de capoeira de frente para a bela Escola Naval.

A Cidade Alta, por sua vez, abriga as imponentes residências dos senhores baianos, a casa do governador, o centro histórico e também o Pelourinho, onde os escravos eram amarrados no passado. O lugar não é dos mais bonitos, a arquitetura é bastante antiga e o cheiro não é dos mais agradáveis, mas não tem como visitar Salvador e não passar por lá.

Outro ponto turístico da capital soteropolitana impossível de não conhecer é a igreja de Nosso Senhor do Bonfim. É nesta que talvez se encontre com mais força o que de fato mais chama a atenção de qualquer visitante nesta terra - e que não é possível demonstrar em fotos ou textos, nem em qualquer outro meio: a energia. Essa igreja, com arquitetura do século 18, é adornada com imagens barrocas e com "fitinhas" coloridas do Santo Padroeiro, e carrega em seu interior uma força que não precede qualquer formação religiosa, mas que é perceptível a qualquer um que ali se encontra.

Da igreja do Bomfim para qualquer parte de Salvador, seja nas infindáveis belezas naturais de cada praia, seja na malemolência do povo baiano; esta é, sem dúvida, uma terra de muita energia. Talvez esteja aí o motivo para dizermos que o ano só começa mesmo depois do carnaval e, quando este acontece em Salvador, tudo fica renovado.

Salvador é uma terra colorida por si, mesmo quando não é carnaval; é colorida por natureza, tem paisagens inimagináveis, praias desertas, ilhas a explorar, animais marinhos. Tem acarajé, Candomblé e também a alegria de viver do baiano, devagar e sorridente. Mas ele não é devagar porque é preguiçoso: é devagar porque acredita que a vida tem que ser apreciada em cada momento, não tem a pressão dos relógios de outros grandes centros urbanos.

Quem é a colunista: Aline Riccioppo.

O que faz: É especialista em Comunicação e estudante de direito. Atualmente presta Consultoria Jurídica para as áreas de Cultura e Entretenimento.

Pecado Gastronômico: Chocolate.

O que está ouvindo no carro, mp3 ou iPod: Luiza Posso - Acústico.

Fale com ela: [email protected] ou acesse seu blog.


Atualizado em 6 Set 2011.

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