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Viagens
Por Redação Guia da Semana

Melhor que Titanic

A colunista Daniela conta as sensações de seu cruzeiro pela costa brasileira.

Fotos: Daniela De Camillis
Quando cheguei perto e notei como era grande, confesso que fiquei assustada... Calma, calma!!! Eu estou falando do navio...
Pois é, do ônibus que a empresa disponibiliza para os passageiros que vão de São Paulo ao Porto de Santos, eu já consegui avistar uma parte do exuberante navio, que me levaria ao meu destino.

Resolvida toda a parte burocrática, lá vamos nós iniciar a viagem pelos mares. Sempre tive a curiosidade de fazer um cruzeiro, mas o medo também sempre acompanhou, tipo uma síndrome de Titanic: Será que vai afundar? E se tiver algum problema? Terão botes suficientes? Etc, etc ...

Porém, quando você está para entrar no navio, a imensidão, a grandiosidade, a beleza... Fiquei tão encantada que nem pensei que poderia passar mal durante a navegação. Bom, depois da entrada, o negócio era conhecer o ambiente e me acostumar com o balanço. Claro que um medicamento para aliviar a vertigem de quem é mais sensível, é sempre bom.

Fui até a cabine reservada, uma externa no oitavo andar com uma vista que no decorrer da viagem descobri ser a minha grande fascinação. Nosso destino era Arraial do Cabo, Búzios, Rio de Janeiro e (que pena) de volta a Santos.

A noite de gala já foi logo no primeiro dia. Separei o meu longo e desci para o coquetel com o comandante. Depois de algumas fotos, brindes, o jantar foi servido.

Já adianto aqui que além das paisagens, posso colocar que algumas das melhores "coisas" do passeio foram a comida (muito bem servida, diga-se de passagem) e também os shows no amplo e belíssimo teatro a bordo.

No dia seguinte, acordei bem cedo e abri a pequena janela da cabine. Nunca tinha visto uma imagem daquela, já estávamos no Arraial do Cabo. Diante de mim, via um contraste entra a cor cristalina das águas, o verde da vegetação local e o maravilhoso manto azul do céu. Com certeza uma visão inesquecível!

O dia passou rápido, com a distração dos monitores que também descem na parada. Para quem não quer voltar ao navio para o almoço, era servido na praia. Os passeios ficam por conta dos passageiros, que podem decidir por fechar com a agência situada dentro do navio ou na própria localidade. Após o jantar e muitas fotos, (aliás, como se nota, tenho verdadeira devoção por fotos), fui conhecer o Piano Bar Moulin Rouge. Uma agradável sala vermelha com lustres de cristal, drinks saborosos e um ótimo pianista que, apesar de ser italiano como os demais funcionários a bordo, nos presenteou com o som de Garota de Ipanema. Brasileiríssimo!!

Próxima parada: Búzios. Como o navio atraca onde não existe praia e os passeios a serem comprados dentro do navio não eram muito chamativos, resolvi aproveitar o dia "internamente", se é que vocês me entendem.

Conheci a sauna, academia, o spa e a água do mar dentro da piscina. Almocei num dos dois self-services que ficam abertos até o fim da tarde.

Antes do anoitecer, desembarquei e fui conhecer a Rua Das Pedras, somente na parada em Búzios o navio permanece até às 23 horas.

Andei pela rua, conheci as lojas e parei para tomar um aperitivo num dos muitos bares que haviam lá. À noite, preferi voltar para jantar e assistir a um show organizado pelo grupo de dança e cantores italianos. Com certeza, noites inesquecíveis...

Mais um dia a bordo e acordo com uma visão do Corcovado em minha janela. Apesar de já conhecer o Rio de Janeiro, ver o Cristo Redentor sempre me emociona. Como conhecia a cidade e do navio ainda faltava um bocado, decidi não desembarcar. Passei o dia fazendo aula de aeróbica em frente à piscina e nas horas de descanso, tomando sol acompanhado de coquetel de frutas.

No fim da tarde, o passeio termina para os cariocas, afinal eles embarcaram um dia antes que nós. O navio dá o apito de saída, último dia. Amanhã, já estaremos de volta a Santos. Claro que isso exige uma despedida. E o navio nos presenteou com um tour a bordo pelo Rio de Janeiro ao entardecer. Passamos por Copacabana, Ipanema, entre outros pontos turísticos cariocas, sempre orientados pelo comandante, que falava conosco ao microfone. O último show marcou pelas músicas cantadas, inclusive São Paulo: Terra da Garoa.

Dei uma última olhada na janela e já reconheci a vista, estávamos de volta ao Porto de Santos. Depois da recepção, comprei algumas foto (além das milhares que tinha tirado), só para recordação, sabe? Mas muito além de fotos, não só essa viagem, mas uma viagem a bordo de um navio, é sempre nova e inesquecível.


Quem é a colunista: Daniela De Camillis, sonho em viajar o mundo seja por terra, água ou ar.
O que faz: jornalista.
Pecado gastronômico: : Hummm ...Massas.
Melhor lugar do Brasil: preciso conhecer o país todo, assim fica mais fácil escolher ...
Fale com ela: [email protected]

Atualizado em 6 Set 2011.

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