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Por Redação Guia da Semana

Misto e coletivo

Jogado em times formados por ambos os sexos, o korfebol é sucesso na Europa e atrai adeptos aqui no Brasil.

Foto: Reprodução


Basquete, handebol e futebol. Pense em uma junção desses três esportes como se fossem uma coisa só. Talvez passe pela sua mente algo como fazer uma cesta de fora de uma área com os pés, certo? Errado! Conhecido como korfebol, a prática está em ascensão no Brasil e surgiu na Holanda em 1903. Jogado por ambos os sexos em um mesmo time, o esporte envolve não somente a disputa em si, como também a interatividade e a capacidade de criar estratégias para chegar à vitória.
 
Reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), o korfebol possui federações em diversos países europeus e participa dos Jogos Mundiais (World Games). Aqui no Brasil mantêm suas forças com a ajuda de amantes espalhados por todos os cantos como o representante e divulgador oficial, o professor de Educação Física Marcelo Soares. Conheça mais sobre esse esporte que promete ser tendência nos próximos anos.

O que é

Sucesso em países da Europa e tradição na Holanda, Bélgica e Alemanha, a modalidade ganha cada vez mais adeptos na Espanha e em Portugal. O objetivo principal do korfebol é favorecer a educação integrando ambos os sexos e respeitando suas diferenças.

Além de ser um esporte seguro, já que em uma partida não é permitido o contato físico, a prática envolve pessoas de qualquer faixa etária, ajuda na socialização e pode ser realizada em qualquer tipo de terreno plano. "Comparado ao basquete, a maior diferença é quanto ao contato. Não há contato físico e as pessoas confundem porque tem que fazer cesta. A cesta é regulável. No korfebol a pessoa aprende a marcar sem encostar, essa é a maior dificuldade quando se começa a jogar", ressalta Marcelo Soares.

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Mistureba

Por ser jogado em um time misto existem oportunidades iguais em cooperação, desenvolvimento técnico tático e habilidades, onde os jogadores precisam contar sempre um com o outro, já que não é permitido que se dê nenhum passo quando se está com a bola nas mãos. "É muito aeróbico, pois necessita de uma movimentação muito grande durante a partida, já que a marcação é individual. As pernas são as mais beneficiadas. Acontece muita mudança de direção e isso fortalece a musculatura da região", afirma Marcelo.

O jogo desperta interesse pela sua organização e por não exigir habilidade específica. Isso envolve todos os jogadores, valoriza o espírito de equipe e o aspecto recreativo. Para Marcelo, que conheceu o esporte ainda quando era estudante de Educação Física, korfebol é um jogo de equipe e não beneficia pelo tamanho ou força. "É preciso raciocinar. O grande barato é pegar uma pessoa habilidosa em outro esporte e ela precisará raciocinar em grupo e equipe para chegar ao objetivo que é a cesta". 

Regras

As equipes são compostas por oito jogadores, sendo quatro homens - 2 na defesa e 2 no ataque - e 4 mulheres no mesmo esquema tático. Desde que foi criada a modalidade passou por inúmeras reformulações, entre elas quanto ao tempo e espaço. Os jogos duram 60 minutos e são divididos em duas partes, cada uma com 30 minutos. Uma partida tem apenas um árbitro e o espaço é retangular com 40 metros de comprimento e 20 metros de largura. O início e o reinício do jogo são feitos no meio campo e cada cesta vale um ponto. As únicas restrições são tocar na bola com as pernas, pés ou joelhos; bater ou tirar a bola das mãos do adversário; correr ou andar com a bola em mãos; lançar de uma posição defendida entre o atacante e o cesto sem esquecer que o contato físico com o adversário é proibido.

De acordo com Marcelo Soares, a presença feminina no jogo inibi e diminui muito a agressividade masculina em uma competição e isso é uma ferramenta que os times podem utilizar, já que mulheres podem apenas marcar elas mesmas e vice versa. "Existem as posições, mas para roubar a bola é preciso antecipar o passe; ninguém pode encostar no outro e quando duas pessoas marcam uma, é falta. Em caso de uma menina receber o passe e um homem não conseguir antecipá-la,  a única que pode fazer é um outra adversária".

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Diferencial

A maior dificuldade para quem começa a praticar é na hora de aprender a marcar sem que haja o contato físico. Hábito em práticas como futebol, basquete, handebol, os envolvidos estão acostumados ao contrário. Na hora de mostrar que é possível não encostar, a cesta passa a não ser a maior dificuldade, segundo Marcelo. "Quando o jogador pega a bola ele não pode dar nenhum passo. Não necessariamente é preciso correr, basta se movimentar bem. Com essa regra, um bom jogador não pode fazer nada. De qualquer forma ele irá precisar passar a bola para quem está se deslocando. Por isso é um esporte muito coletivo. Vence quem passar a bola mais inteligentemente e não necessariamente com velocidade".

No Brasil

Em 1998 o korfebol chegou oficialmente por aqui. No mesmo ano, o professor Marcelo Soares, ainda estudante, conheceu a modalidade como um recreativo nos intervalos de sua aulas. Decidiu então utilizar a prática em uma comunidade carente da qual realizava um trabalho voluntário. Para sua surpresa, foi um sucesso. "Claro que ele não vai passar a popularidade do futebol. Mas o legal é que se precisa de muita concentração o tempo todo. Para uma pessoa que faça outro esporte, com certeza praticar o korfebol vai ajudar na questão de posicionamento, visão de jogo e concentração", aconselha.

De lá para cá, a modalidade foi muito bem recebida pelos praticantes e em 2001 começou a ser praticado no Clube dos Sub-Oficiais e Sargentos da Aeronáutica do Rio de Janeiro, sendo o primeiro praticante da modalidade na América do Sul. Até que no ano seguinte, especialistas de Portugal visitaram o Brasil e realizaram o primeiro curso para estudantes e no mesmo período, foram realizadas palestras e apresentações de partidas.

Por ser o representante oficial da modalidade no Brasil e o principal divulgador, Marcelo Soares recebe ajuda da Federação Internacional, que envia bolas oficiais e as cestas de vime, vídeos, etc. O trabalho desenvolvido no Brasil e a grande motivação de Marcelo Soares conseguiram contagiar os holandeses que, em novembro de 2002, enviaram dois técnicos portugueses e integrantes da IKF para acompanhar o trabalho e ajudar na divulgação e implantação do esporte no país.

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"O korfebol em outros países é um esporte de rendimento, tem grandes competições e campeonatos mundiais. São mais ou menos 58 países praticantes e o Brasil é o primeiro da América do Sul. Comecei a bater de frente com outros esportes por conta do desconhecimento. Então decidi transformá-lo em um esporte educacional. Passei a implementá-lo em escolas e hoje todos são bem vindos a jogar", afirma Marcelo.

Onde jogar

No Rio de Janeiro treina a seleção brasileira junto com uma escolinha, mas no país não há campeonatos oficiais. Recentemente o korfebol chegou em São Paulo, figura por Brasília, Rondônia e Belo Horizonte. "A seleção brasileira treina no Rio. Não acontecem campeonatos por falta de patrocínio e apoio. Não há reconhecimento por parte do Comitê Olímpico Brasileiro, do Ministério dos Esportes. Recebo ajuda da Federação Internacional de Korfebol com materiais, e que me leva para fazer cursos. E em um campeonato eles contribuem com a parte de estadia, alimentação. Mas passagem e deslocamento cada país arca com sua delegação", comenta o organizador.

Atualizado em 6 Set 2011.

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