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Turismo
Por Redação Guia da Semana

Mulheres que viajam sozinhas

Viajar sozinha é muito bom mas, quando se trata de mulheres desacompanhadas, é necessário tomar alguns cuidados.

Foto: Getty Images


Conhecemos brasileiras que viajaram sozinhas para países muito diferentes do nosso, como aqueles no norte da África ou na Ásia. Mas isso não é para qualquer uma. Um mínimo de malícia e de coragem é fundamental. Caso não queira participar de uma excursão, dê preferência a viajar para países "exóticos" em companhia de um homem (pai, filho, irmão, amigo, namorado, marido...). Se não for possível, o mais sensato é convidar uma ou mais mulheres. Evite as frescas, as complicadas e as maluquetes.

Independentemente de ser mulher ou homem, quem viaja sozinho precisa saber se comunicar razoavelmente bem em inglês ou na língua do país que irá visitar. As vítimas preferidas de marginais, no mundo todo, são os turistas estrangeiros, as pessoas sozinhas e as mulheres. Como você estará em todos os "grupos de risco", tenha cuidado redobrado com sua segurança.

Além de manter extrema atenção com seus pertences e documentos, não aproveite a viagem para levar suas joias para passear: isso chama a atenção e cria um risco desnecessário. Mulheres sozinhas encontram mais facilmente companhia durante viagens do que homens sozinhos. Famílias, casais e grupos de outros viajantes ou de habitantes locais tendem a ser mais receptivos com elas. Eventualmente, será ótimo se encontrarem gente boa. Porém, as mulheres devem ser cuidadosas, porque poderão ter uma péssima experiência se os novos "amigos" forem de mau caráter.

Em muitas cidades europeias, sobretudo nos países latinos, o assédio masculino com as brasileiras pode ser feroz. Um "xaveco" desajeitado não tem consequências (e pode até render boas risadas quando contar para seus amigos no Brasil). O problema começa quando você cai na conversa do sujeito e a coisa avança a ponto de colocar em risco seu dinheiro, seus documentos ou, muito pior, sua segurança pessoal. Não aceite convites de desconhecidos. Sem paranoia, mas sejamos realistas: estupros existem em qualquer lugar do mundo, e raramente se dá crédito a uma mulher que tenha ido espontaneamente ao local em que foi atacada.

Na capital francesa, geralmente são árabes e africanos que se dedicam à caça de turistas do sexo feminino. Na Itália, existem grupos especializados na abordagem de estrangeiras compostos por malandros bonitões. Por que eles só vão atrás das turistas? Ora, as italianas não costumam carregar consigo dólares, cartões de crédito, passaporte...Escolha com atenção o estabelecimento em que for se hospedar. Evite dormitórios coletivos de albergues. Opte por um bairro que ofereça segurança para você chegar e sair, sobretudo à noite.

Mulheres desacompanhadas devem evitar tomar trens noturnos, mesmo na Europa e nos EUA. Se não for possível, devem procurar ficar numa cabine privativa ou com outras mulheres - e manter a porta trancada.

Na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e no Japão é mais seguro viajar só, mas os serviços de imigração tendem a encarar com certa desconfiança mulheres jovens e bonitas viajando sozinhas e vestindo roupas consideradas provocantes. Na América Latina, esse problema praticamente não existe mas, no quesito segurança, é bom abrir um pouco mais os olhos.

Gostemos ou não, é uma realidade: influenciados por imagens do carnaval, cujos desfiles exploram a nudez feminina, pelo turismo sexual no Norte e Nordeste do Brasil e pelo elevado número de prostitutas brasileiras na Europa, muitos estrangeiros veem a brasileira como "liberal" - no mau sentido.

Onde o machismo impera, mulheres desacompanhadas são mal vistas e as ocidentais em geral, não apenas as brasileiras, são consideradas "fáceis". Nos países muçulmanos e em cidades asiáticas e africanas, vista-se o mais discretamente possível: evite decotes, minissaias e roupas justas e, conforme o lugar, use um lenço para cobrir a cabeça. O ideal é usar roupas largas, que podem ser leves, mas não transparentes contra a luz. Ou seja, não use nada que possa provocar reações indesejáveis. Por mais que isso nos pareça ridículo, você, na condição de estrangeira, vai se sentir obrigada a respeitar essas regras se não quiser ter aborrecimentos.

Observar os costumes e leis locais é de rigor. Mesmo em países muçulmanos onde o turismo é possível, a violação de certas regras de conduta pode ter consequências gravíssimas. Por exemplo: sexo fora do casamento é crime nos Emirados Árabes, país no qual fica a badalada Dubai. Beijinhos no rosto em público, mesmo entre amigos, são mal vistos em muitos países. Em certos lugares, essa "intimidade" pode levar a imaginar que você participa de verdadeiras orgias!

Seja paciente: é sempre possível que, em lugares movimentados, um folgado invisível em meio à multidão apalpe seu traseiro ou algo assim. Em uma situação grave, não hesite: bote a boca no mundo, grite e fale em chamar a polícia.

Leia a coluna anterior de Lúcio Martins Rodrigues

Balada para as tribos

Um destino surpreendente

Vista do Céu

Quem é o colunista: Lúcio Martins Rodrigues.

O que faz: Editor dos guias de viagem GTB, autor de A Vaca na Estrada.

Pecado Gastronômico: Centollas à Provençal.

Melhor lugar do mundo: Paris.

Fale com ele: acesse o site Manual do Turista.



Atualizado em 6 Set 2011.

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